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Ministro Fávaro destaca força do agro brasileiro e avanços na defesa sanitária durante o 2º Brasília Summit

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quarta-feira (11), no Hotel Brasília Palace, da segunda edição do Brasília Summit. O encontro reuniu autoridades, especialistas e empresários para discutir os rumos da economia brasileira, o papel do agronegócio na segurança alimentar e a contribuição do mercado imobiliário para o desenvolvimento nacional.

Fávaro integrou o primeiro painel ‘A força do agro brasileiro na garantia da segurança alimentar’, no qual destacou a robustez e eficiência do sistema de defesa agropecuária do Brasil. “Posso dizer que, hoje, em um momento em que o Brasil vive quatro emergências sanitárias, a mais famosa do momento é a dita gripe aviária, muito bem controlada. Esse vírus já circula em granjas comerciais de diversos países há pelo menos 19 anos, mas só entrou em uma granja comercial brasileira há pouco mais de 20 dias e, mesmo assim, a resposta foi rápida e eficaz. Nenhum outro país do mundo enfrentou essa ameaça com tamanha eficiência”, disse.

O ministro também celebrou a recente conquista do certificado brasileiro como país livre de febre aftosa sem vacinação. “Acabamos de receber da OMSA, na França, o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação. É uma conquista histórica, fruto de 62 anos de trabalho de homens e mulheres – ministros, governadores, pecuaristas – que investiram em uma estratégia sanitária integrada entre União, estados e municípios”, afirmou.

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O ex-ministro da Agricultura e atual embaixador da FAO para o Cooperativismo, Roberto Rodrigues, também participou do painel e fez um resgate histórico do avanço do agro brasileiro. “Há 50 anos, o Brasil ainda importava 30% dos alimentos que consumia. Com a criação da Embrapa, passamos a tropicalizar as tecnologias e transformamos o cenário da agricultura mundial. Hoje, a agricultura global deixou de ser temperada para ser tropical e o Brasil lidera esse processo”, explicou.

O senador e presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, Zequinha Marinho, evidenciou que o país bate recordes sucessivos de produção graças ao avanço tecnológico, tanto na agricultura quanto na pecuária.

Representando o setor varejista, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, lembrou que o Brasil não é apenas potência produtora, mas também grande consumidor. “O agro não é só exportação: é o que garante a comida na mesa do brasileiro. O Brasil alimenta o mundo, mas principalmente alimenta a si mesmo”, afirmou.

Encerrando o painel, o ministro Fávaro enfatizou a importância dos dois últimos Planos Safra, que bateram recordes de recursos liberados e garantiram supersafras consecutivas. “Executamos dois Planos Safra recordes, que resultaram em duas grandes safras. Essa é a força da agropecuária brasileira que gera empregos, renda, energia limpa e sustentável. O agro vai transformar o Brasil no melhor país do mundo”, finalizou.

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Também participaram do painel o senador Irajá Silvestre; o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion; o presidente do Instituto CNA, Roberto Brant; e o head do LIDE Agronegócios, Francisco Matturro.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Colheita de café avança lentamente no Sul de Minas após chuvas e preocupa produtores com qualidade dos grãos

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A colheita de café no Sul de Minas Gerais, principal região produtora de café arábica do Brasil, segue em ritmo mais lento que o esperado devido às chuvas registradas nas últimas semanas. Segundo levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os trabalhos se aproximam de 10% da área prevista, mas devem ganhar intensidade entre esta semana e o início de junho.

O avanço mais moderado da colheita preocupa o setor cafeeiro, principalmente pelos possíveis impactos sobre a qualidade dos grãos. De acordo com o Cepea, as precipitações em pleno período de retirada do café podem provocar queda dos frutos no chão, comprometendo parte da qualidade do produto final.

Chuvas dificultam avanço da colheita

O Cepea informou que a colheita está atrasada na maior parte das regiões produtoras brasileiras, contrariando a expectativa inicial de aceleração das atividades a partir da segunda quinzena de maio.

“A colheita de café no Brasil está em ritmo lento na maior parte das regiões produtoras. Esperava-se que os trabalhos se intensificassem a partir de meados de maio, mas as recentes chuvas têm atrapalhado o avanço das atividades em diversas áreas”, destacou o centro de pesquisas ligado à Esalq/USP.

Em Varginha, um dos principais polos cafeeiros do Sul de Minas, foram registrados 16,5 milímetros de chuva apenas na última semana. Além disso, a previsão meteorológica ainda indica ocorrência de pancadas em várias áreas produtoras de café arábica nos próximos dias.

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Apesar disso, os volumes previstos para Minas Gerais até a primeira semana de junho tendem a permanecer próximos da média histórica do período, tradicionalmente mais seco.

Sul de Minas lidera produção de café arábica

O Sul de Minas concentra a maior parte da produção brasileira de café arábica e possui importância estratégica para o mercado nacional e internacional da commodity.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Minas Gerais deverá produzir 32,8 milhões de sacas de 60 kg na safra 2026, dentro de uma projeção nacional de 45,8 milhões de sacas de café arábica.

O volume mineiro representa crescimento próximo de 30% em comparação com a temporada passada, impulsionado pela bienalidade positiva e pelas condições climáticas mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras ao longo do ciclo.

Ritmo varia entre regiões produtoras

De acordo com os agentes consultados pelo Cepea, a colheita no Sul de Minas deve acelerar nos próximos dias, conforme as condições climáticas melhorem.

Nas Matas de Minas, outra importante região cafeeira do Estado, a colheita já varia entre 10% e 15% da área cultivada, embora os trabalhos ainda sejam considerados lentos pelos produtores.

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Já no Cerrado Mineiro, o avanço é menor e ainda gira em torno de 5% da área total.

Em São Paulo, a média da colheita do café arábica também se aproxima de 10%, mas as chuvas limitaram o avanço das operações nos últimos dias.

Colheita do café robusta avança mais rápido

Enquanto o café arábica enfrenta atrasos, a colheita do café canéfora — que engloba robusta e conilon — apresenta ritmo mais avançado em algumas regiões do país.

No Espírito Santo, principal produtor brasileiro de conilon, os trabalhos já atingem entre 15% e 25% da área cultivada, segundo o Cepea.

Rondônia segue liderando nacionalmente o avanço da colheita, com entre 50% e mais de 60% das áreas já colhidas, comportamento considerado típico para o Estado, que tradicionalmente inicia e encerra os trabalhos antes das demais regiões produtoras.

Mercado acompanha clima e qualidade da safra

O mercado cafeeiro acompanha com atenção o comportamento climático nas próximas semanas, já que o avanço da colheita em condições mais secas é fundamental para preservar a qualidade do café brasileiro.

Além do impacto na qualidade dos grãos, atrasos mais prolongados também podem influenciar logística, armazenagem e ritmo das exportações brasileiras no segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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