AGRONEGOCIOS
Ministros Carlos Fávaro e Renan Filho entregam máquinas agrícolas a 26 municípios de Alagoas por meio do Promaq
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Em Alagoas, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro dos Transportes, Renan Filho, entregaram, nesta sexta-feira (17), trinta máquinas e equipamentos agrícolas a 26 municípios do estado, por meio do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq). A iniciativa visa modernizar o setor agropecuário, aumentar a produtividade rural, promover o desenvolvimento regional e reduzir as desigualdades entre as regiões do país.
A cerimônia de entrega foi realizada na Superintendência de Agricultura e Pecuária de Alagoas (SFA/AL), em Maceió. Com investimentos de R$ 13 milhões, os equipamentos entre motoniveladoras, pás carregadeiras, retroescavadeiras e rolos compactadores foram adquiridos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com recursos provenientes de emendas parlamentares.
Durante a solenidade, o ministro Carlos Fávaro destacou que o Promaq foi retomado com força e eficiência na atual gestão. “Nós temos Ata pronta para entregar 20 mil equipamentos. Já distribuímos mais de 3 mil em todo o país. E com uma compra em grande escala, conseguimos garantir o respeito ao dinheiro público: descontos de 33% a 37% em relação ao preço de mercado. Uma motoniveladora que custa cerca de R$ 1 milhão foi adquirida por R$ 680 mil. É o respeito ao dinheiro público, é a boa parceria para melhorar a vida das pessoas e ampliar oportunidades”, afirmou.
Fávaro ressaltou ainda que novas entregas estão previstas para o estado. “Queremos, em dezembro, beneficiar mais 25 municípios com novas máquinas. Vamos seguir com essas ações para transformar a vida do homem e da mulher do campo, com políticas públicas que realmente fazem a diferença”, disse.
O ministro também lembrou avanços recentes conquistados pelo Governo do Brasil em Alagoas. “E eu não poderia deixar de citar os outros avanços que já tivemos aqui em Alagoas nesses dois anos e nove meses. Em 2024, o estado foi reconhecido nacionalmente como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Além de reduzir o trabalho e o custo do homem e da mulher do campo, nós vamos conquistar mercados mais exigentes e mais remuneradores para a agropecuária do Brasil”, destacou.
Entre as ações do Mapa no estado, Fávaro também mencionou a ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), que permite o comércio interestadual de produtos de origem animal inspecionados por estados e municípios. “De 2006 a 2022, apenas 331 municípios tinham o selo. Hoje, com o governo do presidente Lula, já são 1.488 municípios com o Sisbi, o que representa um avanço expressivo na regularização e expansão dos pequenos e médios produtores”, afirmou.
Em sua fala, o ministro Renan Filho ressaltou que as máquinas foram adquiridas por meio de emendas parlamentares e vão colaborar com o desenvolvimento do estado de Alagoas, um dos mais produtivos do país na agricultura e referência internacional. “Os equipamentos que entregamos são importantes para o produtor rural e para quem reside na zona rural das cidades. Porque uma máquina como essa eleva a produtividade, facilita o escoamento daquilo que é produzido, melhora as estradas para que o estudante chegue com mais facilidade à escola ou à creche, e também garante mais segurança para o transporte de pessoas que precisam acessar uma unidade de saúde”, afirmou.
Renan Filho também destacou a inauguração da sede da Embrapa Alimentos e Territórios, em Maceió, prevista para dezembro de 2025, um marco importante para a pesquisa agroalimentar no Nordeste brasileiro, que vai promover inclusão social, sustentabilidade e inovação. “A Embrapa vai aumentar a produtividade da nossa agricultura e ajudar a gerar emprego no campo. A unidade de Alagoas será estruturada na base de alimentos funcionais e de sabores, com uma integração muito grande com restaurantes e a culinária regional”, disse.
Nesta etapa, os municípios beneficiados foram: Delmiro Gouveia, Cajueiro, Carneiros, Inhapi, Mata Grande, Murici, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, Maragogi, Maribondo, Messias, Palestina, Rio Largo, São José da Tapera, Canapi, Arapiraca, Batalha, Cacimbinhas, Chã Preta, Capela, Estrela de Alagoas, Novo Lino, São Brás, São Miguel dos Milagres, Santana do Mundaú e Taquarana.
Até o final de 2025, está prevista a entrega de mais 22 máquinas para Alagoas, totalizando 52 equipamentos. Além de modernizar a infraestrutura agrícola, o Promaq fortalece a agricultura familiar, aumenta a eficiência produtiva e promove a sustentabilidade no campo.
Informação à imprensa
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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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