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Ministros do Mapa e MDA recebem bananicultores de todo o país
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O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, receberam nesta terça-feira (30) representantes de produtores de banana de várias regiões do Brasil. Acompanharam os produtores o senador Jaime Bagatolli, os deputados Enio Tatto, do (PT-SP), Jorge Gotten (Rep-SC), Sandra Kennedy, secretária nacional de Articulação Institucional do Ministério das Mulheres, vereadores e prefeitos de diversas cidades.
Os produtores vieram conversar sobre a abertura do mercado brasileiro para importar a produção de banana do Equador e a preocupação com algumas questões fitosanitárias na produção daquele país, particularmente o fungo Fusarium oxysporum raça 4.
Também foi apontado pelos produtores a importância econômica e social da banana em várias regiões do Brasil, como no Vale do Ribeira, em São Paulo, regiões irrigadas no norte de Minas e Ceará, Bahia, Tocantins, Ceará e Espírito Santo, além da importância da produção de bananas de pequenas propriedades e comunidades quilombolas e indígenas.
O ministro Fávaro apontou a solidez da vigilância sanitária brasileira como referência mundial, garantindo que haverá extrema atenção quanto a qualquer risco, ressaltando que não há casos de Fusarium oxysporum raça 4 no Equador, e destacou que o Governo do Brasil já superou mais de 400 novos mercados e pode chegar a 500 mercados até o fim da gestão, sendo que o recorde anterior era a abertura de cerca de 100 mercados.
“Osistema sanitário brasileiro é muito robusto e já superamos diversos desafios. Ninguém no mundo tem um sistema tão eficiente. Também tratamos das oportunidades no mercado externo para a fruta brasileira. O Mapa e o MDA são a casa do produtor brasileiro, estamos aqui para colaborar e buscar oportunidades. Não vamos deixar nenhum produtor precarizado”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
Os ministros se comprometeram com os produtores que acompanharão toda a análise sanitária da questão da banana do Equador, evitarão qualquer ação de dumping e disseram que não só não haverá prejuízos para os produtores brasileiros de banana no mercado interno, como também é possível trabalhar junto com o setor por oportunidades para abrir mercados no exterior, ampliando o consumo de banana brasileira.
O ministro Paulo Teixeira afirmou que as portas dos ministérios estarão sempre abertas para o diálogo com o setor e para monitorar a situação da banana do Equador. “Não vamos pensar apenas as políticas defensivas, mas também as ofensivas, para aumentar a capacidade de exportação e espaço para a banana brasileira nos mercados interno e externo”, concluiu.
Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento
O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).
A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.
Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.
A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.
O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.
As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.
Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.
Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.
Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.
Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.
Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.
Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.
O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.
Fonte: Pensar Agro



