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Missão do Brasil à União Europeia realiza reuniões de alto nível em Bruxelas
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, no dia 2 de outubro, de uma série de reuniões em Bruxelas, com diretorias-gerais da Comissão Europeia. A comitiva brasileira foi liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Mapa, Luís Rua, acompanhado pelo diretor de Negociações Não Tarifárias da SCRI, Augusto Billi, e pelos adidos agrícolas brasileiros que atuam na União Europeia, Glauco Bertoldo e Nilton de Morais, além do apoio estratégico da Representação do Brasil junto à União Europeia, liderada pelo embaixador Pedro Miguel.
A delegação participou de três reuniões no mesmo dia com as diretorias-gerais de Agricultura (DG AGRI), Saúde e Segurança Alimentar (DG SANTE) e Comércio (DG TRADE).
Os encontros trataram de temas sanitários e de acesso a mercados, demonstrando um interesse mútuo no aprimoramento da cooperação entre o governo brasileiro e a União Europeia.
Nas conversas com a DG SANTE, o secretário reiterou cinco pedidos prioritários do lado brasileiro: retirar os controles reforçados sobre carnes de aves e carne bovina; restabelecer o pre-listing para esses produtos; avançar nas tratativas para o retorno dos pescados; reconhecer mutuamente a regionalização para doenças como influenza aviária de alta patogenicidade, doença de Newcastle, peste suína africana e febre aftosa; e atualizar o reconhecimento do país como livre de febre aftosa sem vacinação em todo o território, com a consequente adequação dos certificados de exportação. Sugeriu também instalar, ainda neste ano, um diálogo SPS de alto nível para acompanhar entregas técnicas pendentes.
Com a DG AGRI, o foco foi a retomada do instrumento de diálogo agrícola Brasil–UE, o interesse em ampliar o acesso a mercados mutuamente e a coordenação de pautas de sustentabilidade e rastreabilidade. Ademais, tratou-se da futura visita do comissário da DG AGRI ao Brasil, no final de outubro.
No encontro com a DG TRADE, o Brasil alinhou a necessidade de avanços sanitários e facilitação de comércio, assim como se discutiram os próximos passos em relação ao acordo comercial Mercosul–União Europeia.
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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

