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MPA abre inscrições gratuitas para o curso “Requisitos higiênico-sanitários para embarcações pesqueiras de produção primária”

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 Estão abertas as inscrições para a primeira turma de 2026 do curso “Requisitos higiênico-sanitários para embarcações pesqueiras de produção primária”. Os interessados têm até o dia 21 de abril para garantir uma das 100 vagas ofertadas. 

 O curso é voltado a profissionais graduados em cursos superiores, devidamente reconhecidos pelo MEC, nas áreas de Aquicultura, Ciências Biológicas, Engenharia Agronômica, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Aquicultura, Engenharia de Pesca, Oceanografia, Medicina Veterinária, Nutrição, Zootecnia, entre outras correlatas à atuação em Controle de Qualidade e Segurança do Pescado. 

 A novidade deste edital é a inclusão de profissionais das áreas de Oceanografia e Oceanologia. A participação desses profissionais é incentivada como forma de promover uma visão sistêmica da cadeia, aliando conhecimento técnico às demandas de qualidade exigidas pelos mercados consumidores. 

 A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), Campus Piúma. O objetivo é fortalecer a segurança alimentar e a conformidade na cadeia primária da pesca. Nesse sentido, o curso busca preencher lacunas técnicas na abordagem dos controles de conformidade higiênico-sanitária nas atividades a bordo. 

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 A estrutura curricular foi desenvolvida para integrar os controles sanitários preventivos à realidade das operações durante a atividade pesqueira. O conteúdo programático inclui módulos que abordam temas como: 

  •  conteúdos teóricos sobre as embarcações; 
  • modalidades de pesca; 
  • métodos de conservação do pescado; 
  • elaboração de documentos do programa de autocontrole. 

 Além disso, estão previstas atividades práticas que simulam o processo de certificação higiênico-sanitária das embarcações, permitindo que os participantes vivenciem todas as etapas reais desse processo na cadeia primária da pesca. 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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