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MPA divulga 5ª rodada de leilão para concessão de Terminais Pesqueiros Públicos

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) divulgou a 5ª rodada do leilão para concessão de três Terminais Pesqueiros Públicos (TPPs) localizados em Aracaju (SE), Santos (SP) e Cananéia (SP). A concessão concede ao setor privado o direito de explorar economicamente os terminais por 20 anos, com previsão de investimentos na casa dos milhões de reais para a modernização e entrada em operação das instalações.   

 Principais pontos do edital   

 Objetivo: concessão administrativa para exploração econômica dos Terminais Pesqueiros Públicos de Aracaju, Santos e Cananéia.    

 Prazo da concessão: 20 anos de exploração privada.   

 Investimento: previsão de aportes na casa dos milhões de reais para viabilizar modernização, adequação e operação dos terminais.    

 Benefício direto: transformação dos terminais em ativos operacionais e atrativos para a cadeia pesqueira, com potencial impacto positivo na logística e na comercialização de pescado.    

 Vantagens da concessão  

 De acordo com o coordenador-geral de Infraestrutura e Fomento do MPA, Clecius Nerby, a concessão oferece oportunidade de participar da estruturação e operação de infraestrutura portuária voltada ao setor pesqueiro, com horizonte de longo prazo (20 anos). “Os investimentos previstos permitem modernizar instalações e iniciar operações, criando potencial de geração de receita e agregação de valor à cadeia produtiva. As localizações dos terminais são estratégicas, sendo Aracaju, Santos e Cananéia locais relevantes para a atividade pesqueira e logística de pescado no país”, afirmou.    

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 Chamamento para investidores  

O edital foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Interessados e potenciais investidores devem consultar o texto integral do edital no site do MPA e acompanhar as publicações e orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura para obter informações sobre requisitos, procedimentos de habilitação e fases do leilão. “O MPA convida empresas e investidores do setor pesqueiro, portuário e logístico a analisar o edital e considerar as oportunidades de participação na 5ª rodada de concessões. Trata‑se de uma oportunidade única para contribuir com a modernização de infraestrutura pública e explorar, de forma sustentável e rentável, ativos relevantes para a cadeia do pescado”, destacou Clécius.   

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico

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O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.

Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história

O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.

A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.

Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras

Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.

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A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.

Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento

A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.

Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.

Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas

Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.

O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.

Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.

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Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.

As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.

Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior

Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.

Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.

“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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