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MPA lança PROPESCA para recuperar o setor pesqueiro e aquícola na região da Bacia do Rio Doce
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Os Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com os Institutos Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e dos governos dos estados de Minas Gerais, por meio da Superintendência Central de Reparação do Rio Doce (SCRRD), e do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado de Recuperação do Rio Doce (SERD), lançaram o Plano de Reestruturação da Gestão da Pesca e Aquicultura (PROPESCA), que prevê investimentos de R$ 2,44 bilhões na região da Bacia Hidrográfica do Rio Doce. A área foi afetada pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015, que vitimou 19 pessoas e trouxe danos materiais, culturais, ambientais e econômicos, impactando diretamente 49 municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo.
O ministro André de Paula acredita que o PROPESCA pode trazer um alento a uma população que sofre há quase 10 anos. “Desde a recriação do Ministério, estamos tentando construir políticas públicas para recuperar a pesca na região. Agora, esse plano vai ser fundamental para promover a transformação na vida dessas famílias”, ressaltou.
O plano é resultado do Novo Acordo do Rio Doce. Ele traz um conjunto de ações a serem desenvolvidas pelo poder público para recuperar a produção pesqueira e aquícola na região. Além disso, busca promover a conservação dos recursos naturais, a sustentabilidade e a melhoria na qualidade de vida das comunidades envolvidas.
Do total investido, R$ 1,5 bilhão vai ser gerido pela União, R$ 489 milhões pelo estado de Minas Gerais e R$ 450 milhões pelo estado do Espírito Santo. Os investimentos serão feitos tanto no curto prazo quanto no longo prazo, com a adoção de políticas para o desenvolvimento da região.
O PROPESCA foi construído considerando oitivas à população atingida, por meio do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), do Fórum Nacional da Pesca Artesanal e da Caravana Interministerial do Acordo Rio Doce. A execução do plano será monitorada pelo Conselho Federal de Participação Social, que será responsável também por indicar caminhos para a sua atualização, de acordo com as demandas da população.
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Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

