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MPA recebe 29 novos servidores temporários
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Acabou a espera para 29 profissionais aprovados no Processo Seletivo Simplificado do Ministério da Pesca e Aquicultura: os novos servidores temporários foram recebidos pela primeira vez em um Workshop de Acolhimento, nesta segunda-feira (09/06), realizado na sede do MPA, em Brasília.
Na abertura do evento, a subsecretária de Gestão e Administração, Marcela Asfora, falou sobre a missão do Ministério e a responsabilidade de desenvolver políticas públicas para o setor pesqueiro. “Nós temos uma luta, um desafio: desenvolver a pesca e transformar a vida dos pescadores”, destacou.
Esta é a 4ª convocação de servidores temporários. Ao todo, foram convocados 66 aprovados no Processo Seletivo realizado no segundo semestre do ano passado.
Logo no início do Workshop, os novos servidores puderam se apresentar aos colegas. Boa parte deles é de Brasília, mas muitos vieram de diversos lugares do país como Piauí, Maranhão, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
João Helder Deleo é um dos convocados. O oceanógrafo de 56 anos e se diz pronto para trazer a experiência dele para o Ministério. “Foi uma boa surpresa ser chamado. Estou pronto e bem animado para enfrentar o desafio”, ressaltou.
Já para a zootecnista Williane Meneses, trabalhar no MPA pode ser uma grande oportunidade de desenvolvimento profissional. Ela tem doutorado em nutrição de peixes e garante que está muito animada para começar no novo trabalho. “Por mais que seja uma oportunidade temporária, eu vou poder contar que tive essa experiência. Com certeza vai ser uma passagem que vai me abrir novos caminhos”, acrescentou.
Por dentro do MPA – Durante os 2 dias de Workshop (09 e 10/06) os novos servidores temporários puderam conhecer um pouco sobre a estrutura e o trabalho desenvolvido pelo MPA. Eles foram apresentados a algumas das principais secretarias e departamentos, além das assessorias especiais. Ao final, os convocados conheceram as instalações do Ministério e suas chefias imediatas, sendo direcionados para o novo local de trabalho.
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Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27
Isan Rezende
“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.
Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.
O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.
Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.
Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.
O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.
Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.
Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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