AGRONEGOCIOS
MPA representa o Brasil em reunião da ICCAT sobre monitoramento e controle pesqueiro
AGRONEGOCIOS
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) representou o Brasil na reunião do Grupo de Trabalho sobre Medidas de Monitoramento Integrado (IMM) da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT), realizada entre os dias 17 e 20 de junho, em Bruxelas, na Bélgica.
A delegação brasileira foi liderada pela secretária Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura (SERMOP), Carolina Doria, e contou com a participação do diretor do Departamento de Pesquisa e Estatística (DPEPA), Alex Lira, do coordenador da Assessoria Internacional (AI), André Bispo, e do capitão de fragata Alexandre Fonseca, do Estado-Maior da Armada da Marinha do Brasil, que participou virtualmente.
A reunião do IMM é considerada uma instância estratégica no âmbito da ICCAT, por embasar futuras recomendações e resoluções voltadas ao monitoramento e controle das atividades pesqueiras.
Durante o encontro, a secretária Carolina Doria destacou os temas prioritários para o Brasil. “Neste espaço, o país atuou para harmonizar os interesses nacionais nas discussões sobre monitoramento eletrônico, esquemas de documentação de captura, inspeção e poluição marinha”, afirmou.
As deliberações da reunião servirão de subsídio para a próxima reunião anual da ICCAT, especialmente no Grupo de Trabalho para o Aperfeiçoamento das Medidas de Conservação e Estatísticas (PWG), que ocorrerá em novembro, na cidade de Sevilha, Espanha.
O MPA mantém seu compromisso com a conservação e a exploração sustentável dos recursos pesqueiros, promovendo o fortalecimento das políticas públicas para o setor e a construção de uma pesca de atuns e espécies afins cada vez mais sustentável, competitiva e reconhecida nacional e internacionalmente.
AGRONEGOCIOS
Rentabilidade do arroz pode provocar forte redução de área no Brasil e acende alerta para safra 2026/27
A baixa rentabilidade da produção de arroz pode desencadear uma das maiores reduções estruturais de área cultivada dos últimos anos no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do cereal. O cenário é apontado por análises de mercado e reflete a combinação de preços pressionados, custos elevados e margens negativas persistentes.
De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, mesmo com uma menor pressão vendedora após a colheita, o setor ainda enfrenta forte desequilíbrio econômico.
Preços seguem abaixo dos custos e mantêm margens negativas
Segundo o especialista, a atual formação de preços continua insuficiente para cobrir os custos de produção e permanece abaixo do preço mínimo oficial, o que mantém a relação de troca desfavorável ao produtor.
Esse cenário prolongado reduz a atratividade da orizicultura e amplia o desestímulo para investimentos na próxima safra. A consequência direta é o aumento das discussões sobre migração de áreas de arroz para culturas como soja e outras alternativas mais rentáveis.
Migração de área pode se intensificar no Sul do país
A tendência de mudança de culturas ganha força principalmente no Rio Grande do Sul, onde produtores buscam maior previsibilidade financeira e redução de riscos. Além disso, o menor volume de estoques de passagem também influencia o comportamento do mercado, mas sem ser suficiente para reverter a pressão de rentabilidade.
Caso o movimento de substituição de áreas se consolide, o setor pode enfrentar uma das maiores reduções estruturais de área cultivada dos últimos anos.
Projeções indicam queda na área e possível impacto na produção
As estimativas iniciais para a safra 2026/27 apontam retração de pelo menos 5% na área plantada, com projeções variando entre 830 mil e 850 mil hectares no Rio Grande do Sul.
No cenário projetado por analistas, uma queda mínima de produtividade média nacional, combinada com a redução de área, pode levar a produção brasileira para níveis próximos ou até abaixo de 10 milhões de toneladas.
Ainda assim, estoques de passagem estimados em cerca de 2 milhões de toneladas devem ajudar a amortecer eventuais impactos mais fortes na oferta interna.
Oferta e demanda projetadas indicam ajuste no mercado
As projeções para 2027 indicam uma oferta total próxima de 13,3 milhões de toneladas, abaixo das cerca de 14,2 milhões de toneladas estimadas para 2026. Isso representa uma redução potencial de quase 1 milhão de toneladas no período.
Preços do arroz têm leve alta semanal no RS
No mercado físico, a saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (25) cotada a R$ 59,45, alta de 1,40% na comparação semanal.
Em relação ao mês anterior, o recuo foi de 0,21%, enquanto na comparação com o mesmo período de 2025, a desvalorização chega a 10,39%, reforçando o cenário de pressão sobre a rentabilidade do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


