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Nikkei renova recorde impulsionado por ações de tecnologia e expectativa política no Japão
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O principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei 225, encerrou o pregão desta terça-feira (7) em máxima recorde pelo terceiro dia consecutivo, sustentado pelo bom desempenho das ações ligadas ao setor de semicondutores. O movimento acompanhou a tendência positiva dos papéis norte-americanos, embora parte dos investidores tenha aproveitado a valorização recente para realizar lucros.
O índice fechou praticamente estável, com leve alta de 0,01%, aos 47.950,88 pontos, após atingir durante a sessão o pico histórico de 48.527,33 pontos, um avanço de até 1%.
Lucros realizados limitam ganhos após sequência de altas
Segundo Kazuaki Shimada, estrategista-chefe da IwaiCosmo Securities, parte dos investidores optou por vender ações após o índice atingir o recorde intradiário. “Os investidores realizaram lucros na máxima do Nikkei, de modo que os avanços foram fracos, mas o impulso ainda é forte”, afirmou o analista.
Na sessão anterior, o Nikkei havia disparado 4,8%, seu maior ganho diário desde abril, impulsionado pela confirmação de Sanae Takaichi como provável nova primeira-ministra do Japão. O cenário político elevou as expectativas de novos estímulos fiscais e da manutenção de uma política monetária flexível, fatores que animaram o mercado.
Ações de tecnologia se destacam com foco em chips e inteligência artificial
Entre os destaques do pregão, a fabricante de equipamentos para teste de chips Advantest subiu 0,64%, enquanto o conglomerado SoftBank Group, investidor em empresas de inteligência artificial, avançou 1,11%, tornando-se o maior impulsionador do índice japonês.
Mercados asiáticos operam mistos com feriados e movimentos regionais
Em outras praças asiáticas, o desempenho foi variado. O índice Hang Seng, de Hong Kong, e o Kospi, da Coreia do Sul, permaneceram fechados. Na China continental, os índices SSEC (Xangai) e CSI300 (Xangai e Shenzhen) também não tiveram operações.
Já em Taiwan, o Taiex registrou alta expressiva de 1,68%, encerrando a 27.211 pontos. Em Cingapura, o Straits Times valorizou-se 1,14%, a 4.472 pontos, enquanto em Sydney, o S&P/ASX 200 recuou 0,27%, fechando em 8.956 pontos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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