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Nova plataforma otimiza logística de veículos no campo e reduz custos no agronegócio
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Com o objetivo de tornar mais eficiente a movimentação de veículos no campo, a Senior, em parceria com a GAtec — empresa recentemente adquirida — desenvolveu o Roteirizador de Campo, uma solução digital composta por plataforma Web e aplicativo mobile. A tecnologia é voltada especialmente para operações agrícolas de multicultivos, usinas, cooperativas e agroindústrias.
Ao integrar dados personalizados da malha viária das propriedades com mapas públicos, o sistema permite traçar rotas inteligentes, reduzindo o tempo de deslocamento, os custos operacionais e o desperdício de recursos.
Logística inteligente para um agro mais eficiente
O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do planeta, com uma vasta diversidade de cultivos e papel estratégico na segurança alimentar global. Para garantir competitividade, a logística das operações agrícolas precisa acompanhar essa escala.
Segundo Fernando Bortolazzo, líder da equipe de desenvolvimento da Senior, o Roteirizador de Campo permite mapear de forma personalizada as vias das propriedades e regiões de difícil acesso, fornecendo informações que não estão disponíveis em aplicativos de navegação convencionais.
Operação mesmo sem conexão com a internet
Um dos grandes diferenciais da ferramenta é sua funcionalidade offline. A sincronização dos dados ocorre previamente, e o sistema continua operando normalmente em áreas sem cobertura de rede — realidade comum em muitas regiões agrícolas. Isso garante mais agilidade e precisão nas operações em campo.
Funcionalidades adaptadas à realidade rural
O Roteirizador de Campo oferece uma série de recursos voltados para a operação no agro:
- Navegação personalizada de acordo com o tipo e dimensões do veículo;
- Recálculo automático de rotas em caso de imprevistos;
- Administração de ocorrências logísticas;
- Coleta de feedback em tempo real dos motoristas;
- Classificação de trechos por tipo de acesso (treminhões, caminhões leves, etc.) e velocidade média estimada.
“Se um trecho não é adequado para veículos pesados, o sistema indica e reprograma a rota”, destaca Bortolazzo.
Benefícios diretos para o campo
A utilização do Roteirizador de Campo traz impactos significativos:
- Redução de custos com manutenção, combustível, lubrificantes e desgaste de máquinas;
- Diminuição do tempo de deslocamento entre colheita e carregamento;
- Otimização do tempo dos operadores e aumento da produtividade diária;
- Aplicação prática em diferentes frentes: colheita, pulverização, monitoramento ou atendimentos emergenciais no campo.
Sustentabilidade e rastreabilidade
Além dos ganhos operacionais, a plataforma contribui para a sustentabilidade das operações:
- Redução da emissão de CO₂;
- Conformidade com práticas ambientais;
- Rastreabilidade completa das atividades no campo;
- Dashboards com dados em tempo real para tomada de decisões estratégicas.
“Se a rota deveria durar 30 minutos, mas está levando 45, o sistema alerta. Isso permite ajustar o planejamento rapidamente”, explica o líder de desenvolvimento da Senior.
Integração com sistemas de gestão
O Roteirizador de Campo pode ser integrado a qualquer ERP, facilitando o controle centralizado da operação logística. A solução é ideal para grandes grupos agroindustriais que necessitam de alto desempenho e precisão na movimentação de veículos em campo.
Lançamento oficial no Congresso Conecta Agro
O lançamento oficial do Roteirizador de Campo ocorrerá entre os dias 2 e 4 de julho de 2025, durante o Congresso Conecta Agro (CCAgro), em Campinas (SP). O evento reunirá as principais lideranças do agronegócio, incluindo o Top Farmers, o ENCA (Encontro Nacional das Cooperativas Agropecuárias) e o Encontro de Gestão dos Cafeicultores.
A Senior estará presente no estande H08, apresentando não apenas o Roteirizador de Campo, mas também outras soluções inovadoras, como o ERP especializado para o Agro, ferramentas de originação de grãos, inteligência artificial aplicada à operação e tecnologias de logística inteligente.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pesquisas com drones agrícolas na Ufes buscam aumentar eficiência em lavouras estratégicas do Espírito Santo
O avanço da agricultura de precisão no Espírito Santo ganha novo impulso com pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com a Fotus Agro. Os estudos investigam o uso de drones agrícolas em culturas estratégicas para a economia capixaba, como café conilon e pimenta-do-reino, com foco no aumento da eficiência operacional e na melhoria da aplicação de insumos no campo.
As pesquisas estão sendo conduzidas no campus da Ufes em São Mateus, uma das principais regiões produtoras do estado, e buscam gerar conhecimento técnico aplicável à realidade do produtor rural.
O projeto ganha relevância em um momento de forte valorização do agronegócio capixaba. Segundo dados da Seag, o valor da produção de café no Espírito Santo cresceu quase 77% em 2024, alcançando R$ 16,7 bilhões. Já a pimenta-do-reino, segmento no qual o estado lidera a produção nacional, ultrapassou R$ 2,2 bilhões em valor de produção.
Drones agrícolas ampliam eficiência e precisão no manejo
De acordo com Edney Leandro da Vitória, professor responsável pelos estudos na Ufes, o objetivo central é transformar a tecnologia em soluções práticas para o agronegócio.
“Os estudos têm como foco gerar conhecimento aplicado, que possa futuramente orientar o uso mais eficiente dessas tecnologias no campo”, destaca.
As pesquisas analisam diferentes frentes da aplicação de drones agrícolas, incluindo eficiência da deposição de gotas, uniformidade da pulverização e tecnologia de aplicação em taxa variável.
Esse modelo permite direcionar defensivos e insumos conforme a necessidade específica de cada área da lavoura, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência operacional.
Estudos avaliam custos, logística e viabilidade econômica
Além da pulverização de precisão, os pesquisadores também investigam aspectos operacionais do uso de drones no dia a dia das propriedades rurais.
Entre os fatores analisados estão tempo de operação, logística de campo, consumo de baterias e custo por hectare aplicado.
Segundo os especialistas, essas informações são fundamentais para que os produtores consigam avaliar a viabilidade econômica da tecnologia em diferentes cenários produtivos.
Outro foco importante da pesquisa é a utilização dos drones para dispersão de materiais sólidos, como fertilizantes e sementes, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia além da pulverização convencional.
Topografia do Espírito Santo favorece uso da tecnologia
Os estudos desenvolvidos pela Ufes consideram diferentes culturas agrícolas e áreas de relevo acidentado, característica comum no Espírito Santo e que frequentemente limita o uso de maquinário tradicional.
Nesse contexto, os drones agrícolas surgem como alternativa para operações em terrenos de difícil acesso, oferecendo maior flexibilidade operacional e redução de impactos sobre a lavoura.
A iniciativa foi viabilizada após a doação de um drone modelo EAVision pela Fotus Agro à universidade. O equipamento possui sensores de alta precisão e capacidade de operação em áreas complexas.
Para Rodolfo Stanke, Head da empresa, a aproximação entre universidade e setor produtivo fortalece a evolução tecnológica no agronegócio.
“O objetivo é estar cada vez mais conectado com a pesquisa e com a realidade do campo. Essa troca com a universidade permite evoluir o produto com base em evidências técnicas, ao mesmo tempo em que apoia a formação de novos profissionais”, afirma.
Agricultura de precisão ganha espaço no agronegócio brasileiro
O avanço das pesquisas reforça a tendência de expansão da agricultura de precisão no Brasil, especialmente em culturas de alto valor agregado e regiões com desafios operacionais mais complexos.
A expectativa é que os resultados obtidos pela Ufes sejam transformados em recomendações práticas para produtores rurais, contribuindo para maior eficiência, redução de custos e uso mais sustentável de insumos agrícolas nas principais cadeias produtivas do Espírito Santo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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