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Oferta elevada derruba preços da batata ágata especial nos principais mercados atacadistas
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Queda acentuada nos preços
Os preços da batata tipo ágata especial seguem em queda nos mercados atacadistas desde meados de junho. De acordo com levantamento da Equipe de Hortifrúti do Cepea, o movimento de baixa se intensificou na última semana (de 7 a 11 de julho), pressionado pelo aumento da oferta no mercado interno.
Nova frente de colheita em São Paulo
Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea explicam que o início da colheita em Vargem Grande do Sul (SP) foi um dos fatores que impulsionaram a maior disponibilidade do produto. A entrada desse volume extra contribuiu diretamente para a queda nas cotações.
Outras regiões também reforçam a oferta
Além de Vargem Grande do Sul, o Sudoeste Paulista segue com ritmo intenso de colheita. Atacadistas também relatam a chegada de grandes volumes da batata oriunda do Sul do país, do Cerrado Mineiro e da região de Cristalina (GO).
Desempenho nos mercados atacadistas
A maior oferta teve reflexo direto nos preços:
- São Paulo (SP): média de R$ 42 por saca de 25 kg, recuo de 20,4% em relação à semana anterior;
- Belo Horizonte (MG): média de R$ 39 por saca, queda de 23%;
- Rio de Janeiro (RJ): média de R$ 41 por saca, baixa de 20,4%.
Tendência para as próximas semanas
A expectativa do setor é de que a oferta continue crescendo nas próximas semanas. Isso porque o pico da safra de inverno deve ocorrer entre os meses de agosto e setembro, o que pode manter a pressão sobre os preços no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Tecnologia no agro: como o MAPA usa ciência para combater a adulteração de mel no Brasil
Mel fake: tecnologia molecular fortalece combate a fraudes e garante autenticidade do produto
O mel está entre os alimentos mais fraudados do mundo, e a evolução dos métodos de adulteração tem exigido avanços igualmente sofisticados nos sistemas de fiscalização. Para proteger consumidores e assegurar a integridade da cadeia produtiva, Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Affas) utilizam tecnologias de alta precisão capazes de identificar fraudes que passam despercebidas em análises convencionais.
Nos laboratórios oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), uma das principais ferramentas empregadas no combate às adulterações é a análise isotópica do carbono C4. A técnica utiliza espectrometria de massa para rastrear a origem molecular dos açúcares presentes no mel, permitindo detectar a adição de substâncias externas derivadas de matérias-primas como cana-de-açúcar e milho.
Tecnologia identifica adulterações invisíveis
A metodologia é considerada uma das mais eficientes para verificar a autenticidade do mel. Além de identificar açúcares adicionados artificialmente ao produto, o sistema também consegue detectar práticas mais complexas, como a alimentação das abelhas com xaropes açucarados durante a produção.
Esse tipo de manipulação altera a composição natural do mel e pode comprometer sua autenticidade sem deixar sinais perceptíveis em análises laboratoriais tradicionais. Com a tecnologia isotópica, os especialistas conseguem não apenas confirmar a fraude, mas também quantificar a quantidade de açúcar externo incorporada ao produto.
Fiscalização vai além das análises convencionais
O trabalho realizado pelos laboratórios oficiais complementa as análises físico-químicas de rotina exigidas pela legislação brasileira. Esses exames verificam parâmetros como teor de umidade, presença de enzimas naturais, proteínas, açúcares e grãos de pólen, além de outros critérios estabelecidos pelo Regulamento de Identidade e Qualidade (RIQ) do mel.
Os números mostram a importância desse monitoramento. Dados do Anuário 2025 do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA), vinculado ao MAPA, apontam que 26,15% das amostras oficiais de mel e produtos apícolas analisadas apresentaram algum tipo de inconformidade em relação aos padrões exigidos.
Ciência e fiscalização protegem o mercado
De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo Macedo, o avanço tecnológico é fundamental para acompanhar a sofisticação das fraudes alimentares e garantir maior segurança ao consumidor.
Segundo ele, a combinação entre conhecimento científico, estrutura laboratorial e fiscalização especializada permite identificar adulterações que seriam impossíveis de detectar visualmente, fortalecendo a confiança no produto brasileiro e valorizando os produtores que seguem as normas de qualidade.
Segurança alimentar e valorização da produção legal
A atuação dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários tem papel estratégico na manutenção da segurança alimentar e da credibilidade da apicultura nacional. O trabalho de fiscalização contribui para reduzir riscos sanitários, combater fraudes e garantir a conformidade dos produtos comercializados no mercado interno e externo.
Especialistas alertam que os riscos de adulteração tendem a ser maiores em produtos comercializados fora dos sistemas oficiais de inspeção. Por isso, a recomendação aos consumidores é priorizar a compra de mel com selo de inspeção federal, estadual ou municipal, garantindo maior segurança, rastreabilidade e qualidade do alimento.
Em um cenário de fraudes cada vez mais sofisticadas, a ciência aplicada à fiscalização se torna uma ferramenta indispensável para preservar a confiança do mercado e assegurar que o mel chegue ao consumidor com sua composição genuína e dentro dos padrões exigidos pela legislação brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


