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Oferta elevada derruba preços da batata ágata especial nos principais mercados atacadistas
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Queda acentuada nos preços
Os preços da batata tipo ágata especial seguem em queda nos mercados atacadistas desde meados de junho. De acordo com levantamento da Equipe de Hortifrúti do Cepea, o movimento de baixa se intensificou na última semana (de 7 a 11 de julho), pressionado pelo aumento da oferta no mercado interno.
Nova frente de colheita em São Paulo
Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea explicam que o início da colheita em Vargem Grande do Sul (SP) foi um dos fatores que impulsionaram a maior disponibilidade do produto. A entrada desse volume extra contribuiu diretamente para a queda nas cotações.
Outras regiões também reforçam a oferta
Além de Vargem Grande do Sul, o Sudoeste Paulista segue com ritmo intenso de colheita. Atacadistas também relatam a chegada de grandes volumes da batata oriunda do Sul do país, do Cerrado Mineiro e da região de Cristalina (GO).
Desempenho nos mercados atacadistas
A maior oferta teve reflexo direto nos preços:
- São Paulo (SP): média de R$ 42 por saca de 25 kg, recuo de 20,4% em relação à semana anterior;
- Belo Horizonte (MG): média de R$ 39 por saca, queda de 23%;
- Rio de Janeiro (RJ): média de R$ 41 por saca, baixa de 20,4%.
Tendência para as próximas semanas
A expectativa do setor é de que a oferta continue crescendo nas próximas semanas. Isso porque o pico da safra de inverno deve ocorrer entre os meses de agosto e setembro, o que pode manter a pressão sobre os preços no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Agro pede R$ 570 bilhões no Plano Safra 2026/2027 e pressiona por flexibilização do crédito rural
O setor agropecuário brasileiro apresentou ao governo federal uma proposta robusta para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027, com pedido de R$ 570 bilhões em recursos. O documento foi entregue pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) ao ministro da Agricultura, André de Paula, na última terça-feira (28).
A agenda, construída em conjunto com federações estaduais — entre elas a Sistema Farsul — também prevê reforço de R$ 3 bilhões no orçamento do seguro rural ainda em 2026, como forma de reduzir impactos de eventos climáticos extremos sobre a produção.
Proposta do agro inclui crédito, seguro rural e revisão de regras ambientais
O documento entregue ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) reúne uma série de demandas consideradas prioritárias pelo setor, com foco em crédito rural, gestão de risco e segurança jurídica no campo.
Entre os principais pontos, as entidades defendem:
- Ampliação do Plano Safra para R$ 570 bilhões
- Reforço de R$ 3 bilhões no seguro rural
- Redução de entraves burocráticos e ambientais no crédito agrícola
- Ajustes em políticas de monitoramento ambiental que impactam financiamentos
Segundo a CNA e a Farsul, o atual modelo de análise ambiental aplicado por instituições financeiras tem provocado bloqueios automáticos de crédito rural em algumas operações.
Prodes e crédito rural entram no centro do debate
Um dos principais pontos de preocupação do setor é o uso de dados do Prodes (Programa de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal por Satélite) no Sistema Nacional de Crédito Rural.
As entidades argumentam que o sistema pode identificar supressão de vegetação sem diferenciar desmatamento legal e ilegal, o que estaria afetando produtores que operam dentro das regras do Código Florestal.
A demanda do setor é por maior precisão e critérios técnicos mais adequados à realidade produtiva brasileira, especialmente em operações de financiamento agrícola.
Apoio ao uso do Fundo Social para renegociação de dívidas rurais
Na pauta legislativa, o agro manifestou apoio ao Projeto de Lei 5122/2023, que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do pré-sal para renegociação de dívidas do setor rural.
A proposta é vista pelas entidades como uma alternativa para conter o avanço da inadimplência no campo, especialmente em regiões fortemente impactadas por eventos climáticos recorrentes, como o Sul do país.
Arroz, carbono e seguro rural entram na lista de reivindicações
Além do crédito e da renegociação de dívidas, o setor incluiu demandas técnicas consideradas estratégicas:
- Arroz: A Farsul cobra maior rigor na classificação do arroz beneficiado importado, com o objetivo de evitar distorções no mercado interno e proteger a competitividade do produto brasileiro.
- Mercado de carbono: O setor defende a chamada “tropicalização” das metodologias de mensuração de carbono, argumentando que modelos internacionais não refletem a dinâmica da agricultura tropical, com múltiplas safras e alto potencial de sequestro de carbono no solo.
- Seguro rural e Proagro: As entidades pedem revisão estrutural dos programas de seguro agrícola e Proagro, alegando que o modelo atual é caro, burocrático e pouco eficiente na cobertura de perdas climáticas.
Governo promete análise rápida e diálogo com o setor
Durante o encontro, o ministro André de Paula afirmou que o governo pretende avançar rapidamente na análise das propostas apresentadas.
“Estou disposto a marcar a minha passagem no ministério para compreender e ajudar a fortalecer o setor”, declarou o ministro, reforçando a disposição para diálogo com as entidades do agro.
Segundo ele, o objetivo é manter abertura com a CNA e demais representantes do setor produtivo. O governo pretende anunciar oficialmente o Plano Safra 2026/2027 entre o fim de maio e o início de junho.
Reunião contou com ampla participação do setor produtivo
Além do presidente da CNA, João Martins, participaram da reunião lideranças do setor e representantes de entidades estaduais e nacionais, incluindo dirigentes da CNA, da Farsul, parlamentares e técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Ministério da Agricultura e Pecuária).
O encontro reforçou a articulação do setor agropecuário em torno do Plano Safra, considerado o principal instrumento de financiamento da produção agrícola no país e peça central para a competitividade do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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