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Oferta equilibrada e exportações sustentam preços firmes da carne suína no mercado nacional

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Oferta ajustada mantém firmeza dos preços

Na última semana, os preços da carne suína apresentaram alta tanto para o suíno vivo quanto para os cortes no atacado. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Allan Maia, os suinocultores independentes indicam que a oferta de animais está em linha com a demanda da indústria, o que tem garantido sustentação aos valores praticados.

Expectativas para o curto prazo

Apesar da tendência de queda no consumo por parte do consumidor final — reflexo do período pós-Páscoa e da descapitalização das famílias até o fim do mês — a expectativa do mercado é de manutenção da firmeza nos preços no curto prazo.

Exportações seguem como fator positivo

Segundo Maia, as exportações brasileiras de carne suína continuam a exercer influência positiva na formação dos preços internos. O elevado volume embarcado reduz a disponibilidade da proteína no mercado doméstico, o que contribui para a valorização do produto.

Evolução dos preços no mercado interno

Dados da Safras & Mercado mostram que a média nacional do preço do quilo do suíno vivo subiu de R$ 7,75 para R$ 7,80 na semana.

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Nos cortes, o pernil no atacado passou de R$ 14,19 para R$ 14,24, enquanto a carcaça teve aumento de R$ 12,55 para R$ 12,78.

Confira os preços por região:

  • São Paulo: arroba suína passou de R$ 162,50 para R$ 163,00
  • Rio Grande do Sul: quilo vivo permaneceu em R$ 6,60 na integração e subiu de R$ 8,20 para R$ 8,25 no interior
  • Santa Catarina: preço na integração ficou em R$ 6,60; no interior, subiu de R$ 8,10 para R$ 8,15
  • Paraná: estabilidade no quilo vivo, mantido em R$ 8,25 no mercado livre e R$ 6,65 na integração
  • Mato Grosso do Sul (Campo Grande): quilo vivo em R$ 7,70 e integração em R$ 6,60
  • Goiânia: valorização de R$ 8,20 para R$ 8,40
  • Minas Gerais (interior): preço subiu de R$ 8,40 para R$ 8,60; no mercado independente, de R$ 8,60 para R$ 8,80
  • Mato Grosso (Rondonópolis): alta de R$ 7,60 para R$ 7,70; integração manteve-se em R$ 7,05
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Exportações crescem em abril

As exportações brasileiras de carne suína “in natura” alcançaram US$ 186,835 milhões nos 13 primeiros dias úteis de abril, com média diária de US$ 14,372 milhões. O volume total exportado foi de 75,027 mil toneladas, o equivalente a uma média diária de 5,771 mil toneladas. O preço médio por tonelada ficou em US$ 2.490,2.

Em comparação com abril de 2024, houve:

  • Aumento de 42,1% no valor médio diário exportado
  • Crescimento de 31,2% na quantidade média diária
  • Alta de 8,2% no preço médio da tonelada exportada

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa e Conab alinham ações para fortalecer armazenagem, estoques públicos e abastecimento

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Nesta quinta-feira (28), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu a diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para tratar de temas estratégicos relacionados à política agrícola e ao abastecimento nacional. Entre os assuntos debatidos estiveram a modernização e ampliação da capacidade de armazenagem, a formação de estoques públicos, o acompanhamento da safra de grãos e instrumentos de apoio à comercialização e à segurança alimentar.

Durante o encontro, o ministro destacou o papel estratégico da Conab na formulação e execução das políticas públicas para o setor agropecuário. “A Conab continua sendo a principal responsável pelos levantamentos de safra, custos de produção, estoques públicos e perspectivas para a agropecuária, informações que servem de base para a construção das políticas do Ministério”, afirmou André de Paula.

O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou a atuação da Companhia como principal braço operacional do Ministério em ações de subvenção econômica, aquisições públicas e operações de equalização de preços. Segundo ele, a atuação da Conab contribui para reduzir distorções de mercado. “Quando o mercado apresenta distorções que prejudicam tanto o produtor quanto o consumidor, é a Conab que atua para garantir maior equilíbrio na cadeia produtiva”, disse.

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O diretor-presidente da Conab, Sílvio Isoppo Porto, destacou a importância do diálogo institucional entre os órgãos do governo federal. “Esse diálogo com o Mapa e com o MDA é fundamental para nós. A construção da política agrícola brasileira se dá de forma conjunta entre os dois ministérios, especialmente na definição dos Planos Safra e nas ações de suporte ao produtor rural”.

Durante a reunião, também foram discutidas ações relacionadas ao Seguro Rural e ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), instrumentos voltados à proteção do produtor rural e ao financiamento de ações estratégicas para a cafeicultura brasileira. 

Outro tema abordado foi a definição dos preços mínimos para a safra de verão. O Mapa e a Conab já trabalham conjuntamente nas discussões sobre a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), instrumento que assegura remuneração mínima ao produtor rural em momentos de queda excessiva dos preços de mercado.

A Conab também apresentou informações sobre a capacidade de armazenagem e a gestão dos estoques públicos de alimentos no país. Atualmente, os armazéns da Companhia possuem capacidade estática próxima de 1,7 milhão de toneladas, com cerca de 1,2 milhão de toneladas armazenadas. A Conab também trabalha em ações voltadas à modernização da infraestrutura e à ampliação da capacidade operacional da rede armazenadora federal.

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Entre as medidas debatidas, esteve a liberação de R$ 54,3 milhões em crédito suplementar pela Casa Civil para antecipação da compra de milho e formação de estoques reguladores preventivos diante dos possíveis impactos do fenômeno El Niño em 2026. A reunião também tratou da atuação brasileira em operações de ajuda humanitária internacional. A Conab participa da logística e disponibilização de alimentos destinados a ações de cooperação humanitária, incluindo o envio de arroz e leite em pó para apoio à Bolívia e ações de assistência alimentar a Cuba.

A atuação conjunta entre o Mapa e a Conab é considerada estratégica para o monitoramento da produção, do abastecimento e da comercialização de alimentos, contribuindo para a estabilidade dos mercados agropecuários e para a segurança alimentar do país.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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