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Oferta limitada impulsiona preços do feijão em janeiro; carioca lidera as valorizações, aponta Cepea
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Preços do feijão iniciam 2026 em alta
Os preços do feijão carioca e preto registram aumento neste início de ano, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O destaque vai para o feijão carioca, que apresentou valorização praticamente generalizada em todas as praças acompanhadas pelo centro de pesquisa.
De acordo com o Cepea, o principal fator para o avanço das cotações é a menor oferta disponível no mercado. A escassez de produto tem elevado o preço nas negociações entre produtores e atacadistas, mesmo diante de uma demanda ainda cautelosa no varejo.
Oferta restrita limita ritmo de negócios
Apesar da alta, os agentes de mercado seguem atuando com prudência, monitorando a capacidade do consumidor em absorver os reajustes. O comportamento mais conservador reflete a combinação entre queda na produção da primeira safra e movimento de reposição mais lento no comércio.
Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado continua ajustando-se ao cenário de oferta restrita e demanda controlada, o que mantém o equilíbrio instável entre preços e volume disponível.
Atraso na colheita reforça pressão sobre os preços
No campo, o andamento da primeira safra de feijão 2025/26 segue atrasado. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até 10 de janeiro, cerca de 80,4% da área nacional havia sido semeada. A colheita atingia apenas 16,5% da área total, percentual inferior ao verificado no mesmo período do ano passado (24,8%) e também abaixo da média dos últimos cinco anos (28,7%).
Esse atraso tem contribuído para a redução da oferta imediata, o que reforça o movimento de alta nas cotações observadas neste início de 2026.
Produção nacional deve cair levemente, diz Conab
Embora a Conab tenha elevado em 1,4% sua estimativa de produção nacional de feijão em relação ao relatório anterior, o volume projetado para a safra 2025/26, de 3,05 milhões de toneladas, ainda é 0,5% inferior ao registrado na temporada anterior (2024/25).
O cenário indica que, mesmo com ajustes positivos pontuais, o mercado deve permanecer sensível à oferta limitada até o avanço das colheitas regionais, especialmente nas principais áreas produtoras do Paraná, Minas Gerais, Goiás e Bahia.
Perspectivas para o setor
Com a colheita atrasada e o consumo doméstico estável, o mercado de feijão deve seguir com preços firmes nas próximas semanas, até que o avanço da colheita alivie a escassez no atacado.
Analistas apontam que a demanda por feijão carioca, tradicional nas mesas brasileiras, tende a sustentar os preços no curto prazo, enquanto o feijão preto pode apresentar variações moderadas conforme o ritmo das entregas e a disponibilidade regional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do suíno vivo segue pressionado pela oferta elevada e preocupa produtores
O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.
Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.
De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo. Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.
Expectativa de melhora no consumo nas próximas semanas
Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas. Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.
A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.
Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada. O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.
Média nacional do suíno vivo recua
Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 5,38 para R$ 5,36 ao longo da semana.
No mercado atacadista, a média dos cortes de carcaça permaneceu em R$ 8,83 por quilo, enquanto o pernil registrou preço médio de R$ 11,40 por quilo.
Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.
Cotações regionais do suíno vivo
- São Paulo: arroba recuou de R$ 102,00 para R$ 101,00;
- Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 5,70/kg; mercado independente caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
- Santa Catarina: integração mantida em R$ 5,70/kg; mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 5,00/kg;
- Paraná: estabilidade em R$ 5,00/kg no mercado livre e R$ 5,75/kg na integração;
- Mato Grosso do Sul: queda de R$ 5,15 para R$ 5,10/kg em Campo Grande; integração mantida em R$ 5,65/kg;
- Goiás: recuo de R$ 5,35 para R$ 5,25/kg;
- Minas Gerais: estabilidade em R$ 5,60/kg no interior e R$ 5,80/kg no mercado independente;
- Mato Grosso: estabilidade em R$ 5,50/kg em Rondonópolis e R$ 5,70/kg na integração.
Exportações de carne suína mantêm crescimento em volume
Apesar da desaceleração observada em maio na comparação com meses anteriores, as exportações brasileiras de carne suína continuam apresentando resultados positivos.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína in natura geraram receita de US$ 278,27 milhões durante os 20 dias úteis de maio. A média diária foi de US$ 13,91 milhões.
O volume exportado alcançou 111,16 mil toneladas no período, com média diária de 5,56 mil toneladas. Já o preço médio da carne embarcada ficou em US$ 2.503,30 por tonelada.
Na comparação com maio de 2025, houve:
- Crescimento de 1,4% na receita média diária;
- Aumento de 4,9% no volume médio diário exportado;
- Redução de 3,3% no preço médio por tonelada.
Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda
O desempenho das exportações continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira. No entanto, especialistas avaliam que uma recuperação mais consistente dos preços dependerá principalmente de um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.
Enquanto isso, produtores acompanham com atenção o comportamento do consumo interno e a evolução dos embarques internacionais, na expectativa de que esses fatores contribuam para reduzir a pressão sobre as cotações do suíno vivo nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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