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Oferta recorde de citros pressiona preços no Rio Grande do Sul
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Produção robusta e fruta de qualidade
A safra de citros no Rio Grande do Sul mantém elevado padrão de qualidade, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Nos pomares de Caxias do Sul, a carga de frutas é abundante e bem formada, ainda que o excesso de oferta tenha limitado a absorção pelo mercado.
Bergamota em promoção e remuneração ao produtor
No varejo local, a bergamota chega ao consumidor a R$ 2,99 o quilo em promoções. Já para os agricultores, o valor por caixa de 20 quilos varia entre R$ 20,00 e R$ 28,00, refletindo a pressão exercida pela elevada disponibilidade.
Laranjas de mesa ganham espaço em Erechim
Na região administrativa de Erechim, segue firme a venda das variedades Salustiana, Iapar, Rubi e Hamlin, todas com índice acidez/brix superior a 13°, considerado ideal para consumo in natura. O preço médio atinge R$ 800,00 por tonelada.
Valência fora do mercado — por enquanto
A comercialização da laranja Valência permanece suspensa porque o índice acidez/brix está abaixo do mínimo de 13°. Mesmo assim, técnicos da Emater/RS-Ascar antecipam que a variedade deve superar as expectativas, com produtividade média acima de 35 t/ha.
Expectativas para os próximos meses
Com o pico da safra, a tendência é de manutenção da pressão sobre os preços, exigindo dos produtores estratégias de escoamento e armazenamento para minimizar perdas e garantir melhor rentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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