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Óleo de soja: aliado da saúde, do sabor e do equilíbrio na alimentação dos brasileiros

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Óleo de soja está presente em quase todos os lares brasileiros

Elemento indispensável na culinária nacional, o óleo de soja está presente em cerca de 97% dos lares brasileiros, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Em 2024, o produto representou 87% do consumo total de óleos vegetais comestíveis no Brasil, atingindo 9,9 milhões de toneladas — um crescimento de 14% em relação a 2023.

O consumo médio nas famílias brasileiras é de 1 litro por pessoa ao mês, principalmente em preparações como frituras e refogados. Essa ampla presença reflete não apenas a tradição culinária, mas também a confiança no produto, reconhecido por sua versatilidade, sabor e acessibilidade.

Entendendo o papel do óleo de soja na alimentação saudável

Apesar da popularidade, ainda há dúvidas sobre o papel do óleo de soja em uma dieta equilibrada. Muitas pessoas associam o consumo de óleos vegetais apenas a calorias, esquecendo que as gorduras boas, como as poli-insaturadas, são essenciais para o organismo.

Essas gorduras, presentes em abundância no óleo de soja, atuam como aliadas da saúde, contribuindo para o funcionamento adequado do coração, do cérebro e do metabolismo.

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Com o objetivo de esclarecer essas questões, a Vitaliv, em parceria com a consultoria Equilibrium, desenvolveu um levantamento técnico sobre a composição nutricional e as aplicações culinárias do óleo de soja, reunindo informações atualizadas e baseadas em ciência.

Estudo reforça benefícios e importância do equilíbrio

De acordo com Deborah Nascimento, analista de marketing da Vitaliv para a área de óleos envasados, o levantamento busca corrigir informações desencontradas sobre o produto.

“O óleo de soja é um ingrediente acessível e versátil, com benefícios nutricionais comprovados. Nosso objetivo é mostrar que ele pode ser um aliado do sabor, da saúde e do cuidado com a família”, afirma Deborah.

Ela destaca que, quando usado de forma consciente e dentro de uma dieta variada, o óleo de soja une praticidade, economia e bem-estar — valores importantes para a rotina alimentar das famílias brasileiras.

Nutrientes essenciais: energia e proteção para o organismo

O óleo de soja se destaca por oferecer uma combinação equilibrada de nutrientes:

  • Ômega-6 e Ômega-3: ácidos graxos essenciais que auxiliam na saúde cardiovascular, no funcionamento cerebral e no equilíbrio metabólico.
  • Vitamina E: antioxidante natural que ajuda a proteger as células contra os radicais livres, fortalecendo o sistema imunológico e contribuindo para a longevidade.
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Além disso, respeitar o ponto de fumaça e optar por métodos de preparo mais saudáveis, como grelhar e assar, ajudam a preservar os nutrientes do óleo e potencializar seus benefícios.

Consumo equilibrado é o segredo para aproveitar os benefícios

Para a nutricionista Lívia Queirós, Especialista Técnica e de Desenvolvimento da ADM, o óleo de soja é uma escolha inteligente dentro de uma alimentação equilibrada.

“Ele pode estar presente em receitas fritas, refogados, grelhados e assados, trazendo sabor e nutrientes que o corpo precisa. A chave está no equilíbrio e na diversidade do prato”, explica.

A especialista reforça ainda que pequenos cuidados fazem a diferença, como evitar a reutilização do óleo em frituras e respeitar as porções recomendadas.

“Com informação, praticidade e consumo consciente, o óleo de soja continua sendo uma escolha inteligente para a mesa dos brasileiros — sem culpa e com muito sabor”, conclui Lívia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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