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Paraná finaliza colheita de cevada com aumento na produção e inicia safra de batata

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Colheita de cevada supera expectativas

O Paraná encerrou a colheita da cevada, última cultura de inverno, com uma produção estimada em 286 mil toneladas na safra 2023/24. Esse volume representa um crescimento de 8% em relação às 265,4 mil toneladas do ciclo anterior. Apesar da área cultivada ter sido 7% menor, totalizando 78 mil hectares contra 83,5 mil no ano passado, a produção superou o desempenho anterior, mas ficou abaixo da estimativa inicial de 340 mil toneladas devido às condições climáticas desfavoráveis durante o desenvolvimento da planta.

A região de Guarapuava manteve sua liderança na produção, com cerca de 124 mil toneladas, mesmo com área plantada menor que a de Ponta Grossa, região que enfrentou impacto negativo pelo tempo seco.

Qualidade do cereal em melhora

Segundo Carlos Hugo Godinho, analista de cevada do Deral, a qualidade do produto nesta safra deve ser superior à da anterior. “Há uma fração maior de cevada com padrão adequado para fabricação de malte em comparação a 2023”, afirmou. No ano passado, cerca de 30% da cevada foi destinada à ração devido às chuvas excessivas, reduzindo a oferta para a indústria e aumentando a necessidade de importação, que já soma 363 mil toneladas até outubro de 2024, bem acima das 165 mil toneladas importadas em 2023.

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Batata inicia safra de verão com perspectivas positivas

O Paraná deu início à colheita da batata, primeira cultura de verão da safra 2024/25. Foram plantados 16,6 mil hectares, dos quais já foram colhidos 342 hectares. A expectativa é de produção de 527,9 mil toneladas, 34% acima do volume de 393,7 mil toneladas da safra anterior.

Na Ceasa Curitiba, a saca de 25 quilos está cotada a R$ 85,00, valor 34,6% menor que o da semana passada e 15% inferior ao do mês anterior. No varejo, porém, o preço da batata subiu 23,8% em outubro, chegando a R$ 6,40 o quilo. O engenheiro agrônomo Paulo Andrade, do Deral, projeta que os preços ao consumidor devem cair à medida que a colheita avança e o abastecimento aumenta.

Exportações de soja em alta

Entre janeiro e outubro, as exportações paranaenses do complexo soja cresceram 11,7% em relação ao mesmo período de 2023, totalizando 15,1 milhões de toneladas ante 13,5 milhões. A soja em grão liderou o crescimento, seguida pelo farelo.

A safra 2024/25 caminha para a conclusão do plantio dos 5,8 milhões de hectares previstos, com as lavouras apresentando bom desenvolvimento e perspectivas de produção superiores a 22 milhões de toneladas.

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Preços do leite alcançam maior valor do ano

Em outubro, o preço médio do litro de leite entregue à indústria no Paraná atingiu R$ 2,87, o maior valor registrado em 2024, em um mês que normalmente apresenta preços mais estáveis.

No entanto, para o consumidor final, o preço do leite longa vida — o mais consumido — subiu 35% em relação a outubro de 2023, passando de R$ 3,94 para R$ 5,34, refletindo a alta geral nos alimentos.

Recorde nas exportações de carne suína

O Paraná bateu recorde pelo segundo mês consecutivo na exportação de carne suína. Em outubro, foram exportadas 20,5 mil toneladas, gerando receita de US$ 50,9 milhões, aumento de 2 mil toneladas e US$ 5 milhões em receita comparado a setembro.

Hong Kong retomou a liderança como principal comprador, seguido pelo Vietnã. As Filipinas, que começaram a adquirir grandes volumes em julho, avançaram para a terceira posição, com 3,33 mil toneladas compradas em outubro.

Este panorama integra o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho: preços recuam em Chicago e na B3 enquanto mercado aguarda relatório do USDA e negociações seguem travadas no Brasil

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Os preços do milho iniciaram esta terça-feira (30) em queda nos mercados futuros de Chicago e da B3, refletindo a expectativa dos investidores pela divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), considerados decisivos para a formação dos preços internacionais dos grãos.

Além da cautela no cenário externo, o mercado brasileiro continua marcado pela baixa liquidez, com negociações pontuais e compradores abastecidos no curto prazo, enquanto o avanço da colheita da segunda safra mantém pressão sobre as cotações em diversas regiões produtoras.

Mercado internacional acompanha expectativa pelo USDA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros do milho operavam em baixa durante a manhã desta terça-feira.

Por volta das 9h05 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em julho/2026 era negociado a US$ 4,01 por bushel, com queda de 0,25 ponto. O vencimento setembro/2026 recuava para US$ 4,08, enquanto dezembro/2026 era cotado a US$ 4,28 e março/2027 a US$ 4,43, ambos também registrando perdas.

Segundo analistas internacionais, o mercado permanece praticamente paralisado enquanto aguarda os números oficiais do USDA, que poderão redefinir as perspectivas de oferta para a safra norte-americana.

Mesmo após o órgão norte-americano reduzir inesperadamente as avaliações das lavouras na atualização semanal, os investidores mantiveram postura defensiva.

De acordo com a consultoria Farm Futures, as chuvas registradas recentemente em boa parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos aliviaram parte das preocupações climáticas, enquanto a onda de calor prevista para esta semana tende a perder intensidade após o feriado de 4 de julho.

Outro fator que chama atenção é o forte posicionamento vendido dos fundos de investimento.

Nas últimas semanas, os investidores ampliaram significativamente suas apostas na queda dos preços, inclusive com vendas líquidas estimadas em cerca de 20 mil contratos apenas na sessão anterior. Esse cenário pode aumentar a volatilidade caso os números do USDA surpreendam positivamente o mercado.

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B3 acompanha Chicago e opera no campo negativo

No mercado brasileiro de futuros, a Bolsa Brasileira (B3) também iniciou o dia em baixa, acompanhando o movimento internacional.

Durante a manhã, o contrato julho/2026 era negociado a R$ 64,51 por saca, com recuo de 0,15%. O vencimento setembro/2026 girava em torno de R$ 67,60, enquanto janeiro/2027 permanecia próximo de R$ 73,65, praticamente estável.

Apesar do suporte oferecido pelo dólar, a pressão exercida pela Bolsa de Chicago e a expectativa pelos dados norte-americanos limitaram qualquer reação mais consistente dos preços domésticos.

Mercado físico segue travado com baixa liquidez

No encerramento da segunda-feira (29), o mercado físico apresentou comportamento misto e volume reduzido de negócios.

Segundo a TF Agroeconômica, a combinação entre demanda enfraquecida, compradores abastecidos e expectativa em relação ao comportamento da segunda safra manteve o ritmo lento das negociações em praticamente todas as regiões produtoras.

Na B3, o contrato julho encerrou cotado a R$ 64,61, com leve valorização diária. Setembro fechou a R$ 67,64, enquanto novembro terminou em R$ 70,87, refletindo um mercado sem direção definida.

Embora o avanço da colheita da segunda safra continue ampliando a oferta, o fator perdeu parte da força como elemento de pressão sobre os preços em algumas regiões. Ao mesmo tempo, as baixas temperaturas registradas recentemente passaram a preocupar produtores quanto ao desenvolvimento das lavouras remanescentes.

Cotações variam entre os principais estados produtores

No Rio Grande do Sul, as indicações oscilaram entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com média próxima de R$ 59,11.

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Em Santa Catarina, vendedores mantiveram ofertas ao redor de R$ 65, enquanto compradores indicavam valores próximos de R$ 60 por saca.

No Paraná, o mercado permaneceu praticamente parado, com referências de R$ 65 para vendedores e cerca de R$ 60 CIF para compradores. A colheita da segunda safra alcançou aproximadamente 3% da área, com produção estimada em 17,6 milhões de toneladas.

Já em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilaram entre R$ 49 e R$ 52 por saca. A colheita atingiu cerca de 2% da área cultivada, e a elevada oferta, somada aos estoques disponíveis e à postura cautelosa dos compradores, continuou limitando a recuperação dos preços, mesmo diante da demanda crescente da indústria de etanol de milho.

Mercado deve ganhar volatilidade após divulgação dos relatórios

A expectativa agora está concentrada na divulgação dos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do USDA, considerados alguns dos principais indicadores para o mercado mundial de milho.

Caso os números apontem redução na área cultivada ou estoques menores que os projetados, os preços poderão encontrar espaço para recuperação tanto em Chicago quanto na B3. Por outro lado, dados que confirmem uma oferta mais robusta tendem a manter a pressão sobre as cotações nos próximos dias.

Enquanto isso, o mercado brasileiro segue monitorando o avanço da colheita da safrinha, o comportamento do câmbio, a demanda doméstica e o cenário internacional para definir a tendência dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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