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Paraná lidera o país em produtos com Indicação Geográfica reconhecida pelo INPI

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Paraná assume liderança nacional em Indicações Geográficas (IGs)

O Paraná tornou-se o Estado com o maior número de produtos reconhecidos com Indicação Geográfica (IG) no Brasil. O feito foi consolidado com o reconhecimento da poncã de Cerro Azul pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), elevando para 21 o total de registros paranaenses.

Com esse número, o Estado ultrapassa Minas Gerais, que contabiliza 20 indicações próprias e uma compartilhada com São Paulo. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Sete novos produtos paranaenses ganharam selo em 2025

De acordo com o Deral, apenas em 2025, sete novos produtos do Paraná conquistaram o selo de IG. São eles:

  • Poncã de Cerro Azul
  • Cracóvia de Prudentópolis
  • Carne de onça de Curitiba
  • Café de Mandaguari
  • Urucum de Paranacity
  • Queijo colonial do Sudoeste do Paraná
  • Broas de centeio de Curitiba

Esses itens somam-se aos 14 produtos já certificados nos anos anteriores, como:

  1. Aguardente de cana e cachaça de Morretes
  2. Goiaba de Carlópolis
  3. Uvas de Marialva
  4. Barreado do Litoral
  5. Bala de banana de Antonina
  6. Melado de Capanema
  7. Queijo da Colônia Witmarsum
  8. Café do Norte Pioneiro
  9. Mel da região Oeste
  10. Mel de Ortigueira
  11. Erva-mate de São Mateus do Sul
  12. Morango do Norte Pioneiro
  13. Camomila de Mandirituba
  14. Vinhos de Bituruna
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Paraná ultrapassa outros Estados no ranking nacional

Com os 21 registros, o Paraná lidera o ranking nacional de IGs, superando Estados tradicionalmente fortes na agroindústria. Veja os números:

  • Paraná: 21
  • Rio Grande do Sul: 15
  • Espírito Santo: 11
  • Santa Catarina: 10
  • São Paulo: 10
Indicações geográficas valorizam produtos e fortalecem a economia local

Segundo o Deral, a certificação de IG representa um importante diferencial competitivo e fortalece a economia regional ao valorizar produtos com características únicas.

“A Indicação Geográfica é um ativo de Propriedade Industrial concedido pelo INPI que identifica a origem de produtos ou serviços com qualidades específicas relacionadas ao seu território de origem”, explica o órgão.

Esses produtos refletem a combinação entre recursos naturais — como solo, clima e paisagem — e práticas culturais e produtivas das comunidades locais. Além disso, essa certificação facilita a entrada em mercados externos.

Brasil já possui 139 produtos certificados com IG

No cenário nacional, o INPI já concedeu 139 registros de IG desde que o selo foi criado, há mais de 20 anos. O processo de reconhecimento exige uma análise técnica rigorosa, que inclui:

  • Delimitação da área geográfica
  • Elaboração de um caderno de especificações técnicas
  • Comprovação das características únicas do produto
  • Certificação envolve articulação entre produtores e entidades
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A solicitação de uma IG pode ser feita por associações, sindicatos ou cooperativas, com apoio técnico do Governo do Estado e do Sebrae-PR. Para conquistar o selo, os produtores devem adotar padrões de qualidade, rastreabilidade e manejo sustentável.

Dois tipos de IG estão previstos na legislação brasileira

A legislação brasileira sobre Indicação Geográfica está regulamentada pela Lei da Propriedade Industrial e pela Portaria 04/2022 do INPI. Existem dois tipos principais de IG:

  • Indicação de Procedência (IP): refere-se a regiões reconhecidas por serem tradicionais na produção de determinado bem.
  • Denominação de Origem (DO): aplica-se a produtos cujas qualidades e características são exclusivamente atribuídas ao meio geográfico de origem.

O avanço do Paraná no número de produtos com Indicação Geográfica é reflexo de um trabalho coordenado entre produtores, governo e entidades de apoio técnico. Além de garantir valorização comercial, as IGs ajudam a preservar tradições locais e promover o desenvolvimento sustentável de regiões produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Peixes ornamentais: Aeroporto de Guarulhos concentra 95,5% das licenças de exportação

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou de reuniões com representantes do setor da Aquariofilia nesta sexta-feira (14), em São Paulo. Entre as ações destacadas está o Projeto Aqua Brasil, que é uma iniciativa do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). “Criamos esse projeto direcionado para dar visibilidade à cadeia de ornamentais, olhando para o pequeno produtor que está na lida diária, cultivando e capturando esses peixes ornamentais. Também com um olhar especial para as exportações. O pescado para fins de ornamentação e aquariofilia tem alcançado outros países”, destacou. A meta de crescimento das exportações do setor com o projeto era de 6%. O crescimento alcançado em 2025 foi de 10,5%. Valor exportado em 2025: US$ 4,49 milhões.

São Paulo é o terceiro maior estado em número de empresas exportadoras. Concentra 12,1% das empresas brasileiras do segmento de organismos aquáticos ornamentais. Especificamente, o Aeroporto Internacional de Guarulhos concentra 95,5% das Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCOs) de exportação emitidas pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

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Dados do Projeto Aqua Brasil

Visa promover a excelência de empresas brasileiras do setor da Aquariofilia com foco na expansão e qualificação no comércio internacional de organismos aquáticos ornamentais.

  • 60 empresas participantes;
  • 28 empresas capacitadas para exportação;
  • Aproximadamente 47% das empresas capacitadas;
  • 19 palestras técnicas gravadas;
  • Plataforma exclusiva de capacitação.

Como parte do projeto, em 2025, foi criado o primeiro painel setorial brasileiro de peixes ornamentais com integração de dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), do MPA e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Edipo Araujo também participou da feira Pet South America e de reuniões com representantes da Associação Brasileira de Lojas de Aquariofilia (ABLA). No sábado (15), também estão previstas as visitas ao evento Reef Day Brasil Aquarium Expo e participação na abertura da 2ª Assembleia do Instituto Nacional de Aquarismo (INA).

Ana Célia Costa

Matheus Silveira 

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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