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USDA projeta safra de laranja 2026/27 robusta no Brasil, enquanto produção nos EUA permanece em níveis históricos baixos
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Produção de laranja nos EUA permanece em mínimos históricos
A primeira estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a safra 2026/27 de laranja indica que a produção norte-americana deve se manter próxima às mínimas históricas.
Na Flórida, principal estado produtor, a safra é projetada em 12 milhões de caixas, queda de 1,6% em relação ao ciclo anterior. Desse total, cerca de 7,5 milhões de caixas correspondem à variedade Valência, destinada principalmente à produção de suco.
O levantamento aponta que o número de árvores produtivas caiu 18%, enquanto o aumento do número de frutos por árvore contribuiu para elevar a produtividade média.
Brasil projeta crescimento da produção em 2026/27
No Brasil, o USDA estima uma safra de 330 milhões de caixas, representando alta de 3,7% em relação à previsão para 2025/26, favorecida por condições climáticas mais favoráveis.
A projeção para suco de laranja indica produção de 1,03 milhão de toneladas em FCOJ, crescimento de 1,9% frente ao ciclo anterior, reforçando o papel do país como líder mundial na produção e exportação de suco de laranja.
Oportunidades de exportação com acordo Mercosul-União Europeia
Segundo a CitrusBR, a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia deve beneficiar o comércio internacional de suco de laranja brasileiro:
Para o suco NFC, a eliminação de tarifas pode ocorrer em até quatro anos, gerando impacto mais imediato;
Para o FCOJ, a redução tarifária será gradual, entre cinco e dez anos, com potencial economia acumulada de cerca de US$ 320 milhões em cinco anos.
Essas medidas devem fortalecer a competitividade do produto brasileiro no mercado europeu e favorecer a expansão das exportações de suco de laranja a longo prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço dos legumes sobe até 14,3% no Sudeste e lidera alta dos alimentos em maio, revela estudo
As temperaturas mais baixas registradas em maio impactaram a produção agrícola e provocaram forte alta nos preços das hortaliças em todo o Brasil. Levantamento da Neogrid mostra que os legumes lideraram a inflação dos alimentos no mês, com avanço médio de 15,1% no país e de 14,3% na Região Sudeste, refletindo os efeitos da sazonalidade e da menor oferta de produtos.
O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões” aponta que o preço médio da categoria passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 entre abril e maio, consolidando os legumes como o principal responsável pela pressão sobre o orçamento das famílias.
Clima mais frio reduz oferta de hortaliças
Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, as condições climáticas exerceram influência direta sobre o comportamento dos preços.
De acordo com o especialista, o frio reduz a produtividade e desacelera o desenvolvimento de diversas culturas, diminuindo a disponibilidade de produtos no mercado e elevando os preços ao consumidor.
Além dos impactos na produção, Alves destaca que uma gestão mais eficiente da cadeia de abastecimento torna-se ainda mais importante em períodos de maior volatilidade.
Segundo ele, ferramentas de previsão de demanda e maior visibilidade dos estoques ajudam supermercados e distribuidores a realizar reposições mais precisas, reduzindo perdas, desperdícios e rupturas no abastecimento.
Leite em pó e feijão também registram alta
Além dos legumes, outras categorias importantes da cesta de consumo apresentaram aumento de preços em maio.
O leite em pó registrou alta de 9%, passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão avançou 5%, enquanto o molho de tomate teve elevação de 3,3% e a água mineral subiu 3,5% no período.
Os resultados reforçam a pressão exercida por produtos básicos sobre a inflação dos alimentos.
Ovos, café, óleo de soja e carne suína ficam mais baratos
Em contrapartida, algumas categorias contribuíram para aliviar os gastos das famílias.
Os ovos apresentaram a maior redução do mês, com queda de 6,5%, fazendo o preço médio por unidade recuar de R$ 0,97 para R$ 0,90.
Também registraram redução de preços:
- Massas alimentícias secas: -3,0%;
- Café em pó e em grãos: -2,5%;
- Carne suína: -1,4%;
- Açúcar: -1,1%;
- Óleo de soja: -0,9%.
Entre esses produtos, o óleo de soja foi o único a apresentar queda em todas as regiões brasileiras.
Legumes acumulam alta de mais de 44% em 2026
No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes permanecem como a categoria com maior valorização no varejo alimentar.
Os preços avançaram 44,2% no período, passando de R$ 5,50 para R$ 7,93.
Na sequência aparecem:
- Feijão: 26,5%;
- Leite UHT: 23,9%;
- Carne bovina: 6%;
- Ovos: 6%.
O levantamento evidencia como fatores climáticos continuam exercendo forte influência sobre os preços dos alimentos frescos.
El Niño pode ampliar volatilidade dos preços
Segundo a Neogrid, o mercado segue atento às projeções climáticas para os próximos meses, especialmente diante da possibilidade de consolidação do fenômeno El Niño.
Caso o aquecimento do Oceano Pacífico provoque alterações significativas no regime de chuvas e nas temperaturas, novas oscilações poderão atingir a produção agrícola, principalmente nas cadeias de hortifrútis e lácteos.
Nesse cenário, o fortalecimento da logística, do planejamento de estoques e da gestão da cadeia de abastecimento será fundamental para reduzir os impactos sobre o consumidor.
Sudeste registra maior pressão sobre hortaliças
Na Região Sudeste, os legumes lideraram as altas de preços em maio, com avanço de 14,3%.
Também apresentaram elevação:
- Feijão: 6,3%;
- Farinha de mandioca: 4,5%;
- Leite em pó: 2,9%;
- Molho de tomate: 2,7%.
Entre as maiores quedas registradas na região estão os ovos (-7,8%), massas alimentícias secas (-2,9%), café (-2,7%), óleo de soja (-2,7%) e leite UHT (-2,6%), amenizando parcialmente a pressão inflacionária sobre a cesta de alimentos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


