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Paridade de importação mantém mercado de trigo pressionado e com poucos negócios no Brasil

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O mercado de trigo no Brasil encerrou a semana com baixa liquidez e preços em queda, impactado principalmente pela paridade de importação. Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, a redução no custo do trigo importado e a recente desvalorização da soja estimularam produtores a escoar o cereal de inverno no início da semana. Aproveitando esse movimento, compradores reduziram os valores ofertados, o que gerou um descompasso entre as propostas de compra e venda e, consequentemente, diminuiu o volume de negócios.

Trigo importado ganha competitividade e limita recuperação dos preços

De acordo com o analista Luiz Bento, a escassez de trigo no mercado interno tem deixado os preços sujeitos à competitividade do produto importado. Além disso, a proximidade da colheita no Hemisfério Norte e a ampla oferta do trigo argentino no mercado internacional dificultam qualquer perspectiva de valorização expressiva no cenário global. Com o câmbio relativamente estável, a tendência é de que o mercado doméstico continue pressionado.

Negociações pontuais nas principais praças produtoras

No mercado interno, os negócios seguem pontuais. No Rio Grande do Sul, compradores iniciaram ofertas em torno de R$ 1.300 por tonelada, enquanto produtores resistem em aceitar valores abaixo de R$ 1.400. Pequenos lotes chegaram a ser negociados por cerca de R$ 1.350, após concessões de ambas as partes.

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Já no Paraná, os moinhos mostraram interesse de compra a R$ 1.500 por tonelada, mas os produtores mantêm as pedidas próximas de R$ 1.600. Segundo Bento, os moinhos estão abastecidos até o final de junho e enfrentam um mercado de farinha em retração, o que aumenta a atratividade do trigo importado.

Preços acumulam queda de até 8% no mês

As principais regiões produtoras do Brasil registraram queda acumulada de aproximadamente 8% nos preços do trigo em relação ao mês anterior. A recente alta nos preços das bolsas norte-americanas gerou certa cautela entre os produtores brasileiros, que passaram a apostar em uma possível recuperação do mercado. No entanto, a estabilidade nos preços do trigo argentino revela o ceticismo do setor em relação à sustentabilidade dessa valorização, especialmente diante da proximidade da colheita nos Estados Unidos.

Avanço do plantio na Argentina está abaixo da média

Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que o plantio da safra 2025/26 já cobre 3,4% dos 6,7 milhões de hectares projetados — um atraso de 10 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado e de 4 pontos frente à média das últimas cinco safras.

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Já a Bolsa de Cereais e Produtos de Bahía Blanca (BCP) projeta aumento de 5% na área plantada na região, chegando a 1,66 milhão de hectares. A produção esperada é de 4,6 milhões de toneladas, um avanço de 12% em relação à safra anterior, com produtividade média estimada em 3.000 quilos por hectare.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Workshop discute adequação do Brasil ao Acordo sobre Subsídios à Pesca da OMC

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Com foco na análise de políticas pesqueiras conforme as regras internacionais, foi realizado nesta quinta-feira (17) o primeiro dia de Workshop sobre o Projeto de Diagnóstico de Conformidade do Brasil com o Acordo sobre Subsídios à Pesca da Organização Mundial do Comércio (OMC), na sede do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em Brasília. O evento é promovido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO). O encontro reúne pesquisadores e especialistas das instituições envolvidas.

Durante a programação, a primeira apresentação aborda o Acordo de Subsídios da OMC e o Projeto Fish Fund, com informações sobre regras internacionais relacionadas a subsídios pesqueiros, pesca INDR, estoque sobre pescados e outros subsídios. Assim como o projeto utilizado como referência para o desenvolvimento dos trabalhos no Brasil. Na sequência, são apresentados os resultados preliminares da matriz de subsídios, etapa que busca organizar os diferentes tipos de apoio público relacionados ao setor, permitindo uma visão ampla das políticas existentes. A análise também contempla o Plano Safra, considerando as linhas de crédito, financiamento e demais instrumentos de apoio que abrangem as atividades de pesca e aquicultura.

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O workshop também realiza uma apresentação de resultados preliminares com avaliações de estoques, tema que envolve a análise das informações disponíveis sobre as populações de espécies exploradas pela pesca e constitui um elemento importante para compreender a situação dos recursos pesqueiros e subsidiar sua gestão. Os resultados apresentados evidenciam a necessidade de aumentar o esforço nacional destinado à atualização dos estoques avaliados. A programação inclui ainda uma apresentação sobre a proposta de criação do Programa Permanente de Avaliação de Estoques Pesqueiros (PROESTOQUES), iniciativa apresentada como uma proposta de estrutura permanente para organizar e fortalecer a produção e a sistematização de informações científicas utilizadas na avaliação dos estoques. Nesse contexto, destaca-se que conhecer o estado dos estoques é condição para qualificar a gestão pesqueira e orientar o uso sustentável dos recursos, reforçando a relevância de mecanismos permanentes de produção para subsidiar a tomada de decisões e o ordenamento da atividade pesqueira.

Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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