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Parlamentares da FPA criticam alta de impostos e cobram ações do governo em defesa do agronegócio

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Durante audiência da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (11), integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) expressaram preocupação com o aumento contínuo de impostos e a ausência de medidas concretas do Governo Federal em apoio ao setor agropecuário. A reunião contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Críticas à falta de ações no Rio Grande do Sul

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) destacou a ausência de respostas do governo às promessas feitas durante a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul. Segundo ele, mais de um ano após o desastre, os compromissos assumidos pelo Executivo ainda não foram cumpridos.

“O meu estado continua sofrendo com as consequências da calamidade pública. O ministro da Agricultura nos ouve e diz que a responsabilidade é da Fazenda. Cobramos o ministro da Fazenda e ele também não age. Não dá para esperar mais”, afirmou van Hattem.

O parlamentar também lembrou do encontro com membros do governo federal no auge da tragédia e criticou o que classificou como descaso com a população e com o setor produtivo.

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Rejeição à política fiscal e aumento de tributos

Van Hattem também criticou a condução da política fiscal, especialmente o reajuste do IOF por decreto, sem que houvesse contrapartidas como redução de gastos ou venda de ativos.

“A cada 37 dias há um novo aumento de imposto. O governo transfere mais uma vez a conta para o povo e diz que está tudo bem. Está tudo péssimo”, disse o deputado.

Nikolas Ferreira critica postura do governo

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou contra a política econômica adotada e criticou a postura do governo durante a audiência.

“Eu vejo o ministro e vários deputados rindo aqui como se o Brasil estivesse vivendo um ambiente perfeito. Parece que o senhor acha que é ministro na Suíça. Vá ao mercado e veja a realidade do nosso país”, declarou Ferreira.

Manifesto em defesa da responsabilidade fiscal

Na semana passada, a Coalizão de Frentes Parlamentares do setor produtivo divulgou um manifesto contra as recentes medidas fiscais propostas pelo governo, com destaque para a “recalibragem” do IOF.

“Tais ações estão longe da real solução do problema, que passa pela inadiável redução da máquina pública com sustentabilidade fiscal, e aprofundam a asfixia econômica que já compromete a capacidade de investimento, a geração de empregos e a competitividade do nosso país”, afirma o texto.

A audiência reforçou o descontentamento crescente de parlamentares ligados ao agronegócio com as medidas econômicas do governo e a cobrança por respostas efetivas às demandas do setor, especialmente diante de crises como a enfrentada pelo Rio Grande do Sul.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inadimplência no crédito rural chega a 6,5% e impulsiona solução que mede risco produtivo no agronegócio

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Inadimplência no crédito rural cresce e pressiona sistema financeiro do agronegócio

O aumento da inadimplência no crédito rural e a pressão sobre as carteiras agrícolas das instituições financeiras têm acelerado a busca por novas ferramentas de avaliação de risco no agronegócio.

De acordo com dados do Banco Central, o volume de dívidas rurais renegociadas no país já soma R$ 37 bilhões, enquanto a inadimplência do crédito rural alcançou cerca de 6,5% em 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior.

O cenário é influenciado por custos elevados de produção, volatilidade das commodities agrícolas e eventos climáticos extremos que afetam diretamente a produtividade no campo.

Modelo tradicional de crédito não considera capacidade produtiva do campo

Apesar dos avanços nas análises financeiras, a avaliação de risco no crédito rural ainda é baseada, em grande parte, no histórico financeiro e no comportamento de pagamento dos produtores.

Na prática, a capacidade produtiva das propriedades rurais não costuma ser incorporada de forma estruturada, o que cria uma lacuna importante na análise de risco do setor.

Picsel lança primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro

Para reduzir essa lacuna, a Picsel, empresa especializada em inteligência de dados aplicada ao agronegócio, lançou o primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro.

A solução tem como objetivo medir a capacidade produtiva das lavouras e oferecer a bancos, cooperativas de crédito e empresas do setor uma nova camada de informação para apoiar decisões financeiras no campo.

Tecnologia utiliza mais de 30 anos de dados agrícolas

O modelo desenvolvido pela empresa analisa mais de 30 anos de dados agrícolas, contemplando até 30 safras por área produtiva.

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As cinco safras mais recentes recebem maior peso na análise, permitindo que o indicador reflita com mais precisão as condições atuais das propriedades rurais.

A base de dados cobre todo o território nacional, com foco nas culturas de soja e milho, que juntas representam cerca de 88% da produção de grãos do Brasil.

Integração de satélite, clima e solo aumenta precisão do score

Para gerar o Score de Risco Produtivo, a solução integra diferentes fontes de dados, como imagens de satélite, informações climáticas históricas, características de solo e bases públicas como MapBiomas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Também são utilizados dados de satélites como Sentinel e da NASA, além de informações meteorológicas e indicadores de produtividade agrícola.

Essas informações são processadas por modelos proprietários de inteligência artificial, que resultam em um índice único de risco produtivo por área analisada.

Avaliação é feita por área produtiva e não por produtor rural

Um dos diferenciais da tecnologia é que a análise é realizada por área produtiva específica, e não diretamente pelo produtor rural.

Isso significa que um mesmo produtor pode apresentar diferentes níveis de risco de acordo com cada propriedade ou talhão agrícola.

Score varia de 0 a 1000 e estima capacidade produtiva

O resultado do modelo é uma pontuação que varia de 0 a 1000, em que valores mais altos indicam menor risco produtivo e maior estabilidade na produção agrícola.

Além da pontuação, a plataforma também estima a capacidade produtiva média da área analisada, em quilos por hectare, permitindo maior precisão na projeção de receitas no campo.

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Ferramenta apoia bancos, cooperativas e empresas do agro

Na prática, o indicador funciona como um termômetro de risco agrícola para bancos, fintechs, cooperativas de crédito, tradings e empresas da cadeia agroindustrial.

Com essas informações, as instituições podem ajustar políticas de crédito, calibrar taxas de juros, exigir garantias adicionais ou ampliar limites para produtores com menor risco produtivo.

A ferramenta também permite relacionar diretamente quebra de safra e inadimplência, contribuindo para a gestão de risco e para o provisionamento de perdas de crédito (PDD).

Integração entre produção e crédito amplia precisão na análise de risco

Segundo o CEO da Picsel, Vitor Ozaki, a incorporação da dimensão produtiva torna a avaliação de risco mais completa e alinhada à realidade do agronegócio.

Ele destaca que, ao considerar a capacidade de produção, o mercado financeiro passa a entender melhor o impacto de eventos como quebras de safra na capacidade de pagamento dos produtores rurais.

Inteligência de dados tende a ganhar espaço no financiamento do agro

Para a empresa, o uso combinado de inteligência de dados, histórico produtivo e modelagem algorítmica tende a se tornar cada vez mais relevante no financiamento do agronegócio.

A expectativa é que esse tipo de solução contribua para decisões mais precisas, maior segurança nas operações de crédito e melhor adequação das ofertas ao perfil de cada produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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