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Pecuária 4.0: iBOI lança brinco IoT com tecnologia Qualcomm para monitoramento inteligente de rebanhos
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A Hardtech Agro iBOI, em parceria com a Qualcomm, lançou a quarta geração do brinco IoT iBOI, trazendo a digitalização completa para a pecuária brasileira. Com 19 gramas, chipset Qualcomm, conectividade 4G NB-IoT, GPS, RFID e bateria recarregável, o dispositivo permite monitoramento em tempo real, rastreabilidade e suporte a práticas ESG auditáveis.
Tecnologia avançada para gestão de rebanhos
O iBOI combina hardware inteligente, software proprietário e conectividade multioperadora para coletar dados do rebanho, transformando informações em inteligência operacional. O dispositivo permite gestão completa de lotes, monitoramento de movimentação entre pastagens, rotas percorridas e histórico comportamental, como número de passos, padrões de atividade e detecção de inatividade.
Além disso, indicadores zootécnicos, como Ganho Médio Diário (GMD) e peso em arrobas, podem ser monitorados, enquanto a plataforma fornece alertas de cerca virtual e informações para certificações e rastreabilidade internacional.
“Mais do que apenas um brinco IoT, o iBOI representa um ecossistema que conecta a pecuária à gestão, ao crédito e à rastreabilidade. Nossa missão é democratizar o acesso à tecnologia no campo e acelerar a Pecuária 4.0 no Brasil”, afirma Felippe Antonelle, VP Executivo da UP2Tech.
Design leve e sensores inteligentes
A nova versão do iBOI foi redesenhada para ser mais leve e ergonômica, pesando apenas 19 gramas. Entre os principais recursos estão:
- Chipset Qualcomm: garante desempenho confiável em aplicações IoT mesmo em áreas remotas.
- GPS e contador de passos: rastreia rotas e níveis de atividade do animal.
- Sensor de temperatura corporal: permite identificar precocemente alterações fisiológicas.
- RFID passivo integrado: compatível com leitores do mercado, substituindo o brinco eletrônico tradicional.
- Conectividade 4G NB-IoT multioperadora: assegura transmissão contínua de dados essenciais.
O dispositivo possui bateria recarregável via USB-C com autonomia de até 24 meses e é fabricado em polipropileno com classificação IP67, garantindo resistência à água e vida útil de 5 anos, podendo ser reutilizado após o ciclo de desgaste.
Benefícios para produtividade e sustentabilidade
O iBOI permite transformar cada animal em um ativo digital, facilitando a gestão eficiente do rebanho, a implementação de modelos de crédito rural e a redução de custos operacionais. A plataforma aberta também possibilita integração com sistemas de gestão, instituições financeiras e órgãos certificadores, promovendo rastreabilidade completa e suporte a mercados internacionais.
“Na Qualcomm, acreditamos no poder da tecnologia para transformar setores e impulsionar o progresso global. Esta parceria com o iBOI leva conectividade avançada e confiabilidade à pecuária brasileira, contribuindo para um setor mais produtivo e sustentável”, afirma Diego Aguiar, Head de Vendas da Qualcomm Brasil.
Pecuária digital: o futuro está na orelha
Com sensores de saúde, rastreabilidade por GPS e conectividade IoT, o iBOI representa a evolução da Pecuária 4.0 no Brasil, unindo tecnologia, sustentabilidade e produtividade. A iniciativa posiciona o setor brasileiro na vanguarda da inovação agropecuária, com monitoramento inteligente de rebanhos e dados auditáveis para ESG.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27
O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.
Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.
Demanda doméstica continua sendo principal sustentação
A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.
Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.
As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.
El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada
Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.
De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.
Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.
Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal
Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.
Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.
Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.
Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global
Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.
Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.
Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

