CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Percevejo-marrom pode reduzir até 30% da produtividade da soja, alertam especialistas

Publicados

AGRONEGOCIOS

Percevejo-marrom é a principal praga da soja

O percevejo-marrom (Euschistus heros) é considerado o maior inimigo da soja no Brasil, podendo comprometer até 30% da produtividade da safra.

Segundo Luiz Henrique Marcandalli, head de marketing da Rainbow Agro, mais de 50 milhões de toneladas de soja são afetadas pelo inseto, evidenciando a importância de medidas eficazes de controle.

A Embrapa estima que os prejuízos causados pelos percevejos na última safra da soja chegaram a aproximadamente R$ 12 bilhões.

Como a praga danifica a lavoura

Os percevejos perfuram partes da planta e sugam os nutrientes, enfraquecendo vagens, ramos e liberando toxinas prejudiciais ao desenvolvimento da cultura.

A pesquisadora Cecília Czepak, da Universidade Federal de Goiás, ressalta que o controle preventivo desde os estágios iniciais da praga é fundamental para reduzir infestações e proteger a colheita.

Manejo Integrado de Pragas como estratégia preventiva

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é considerado a principal ferramenta de proteção contra percevejos. Ele combina:

  • Monitoramento constante da lavoura
  • Critérios técnicos de aplicação
  • Uso racional de inseticidas
Leia Também:  Exportações de carne bovina crescem 13,9% no Brasil com demanda firme da China e dólar acima de R$ 5,40

Com essas estratégias, o agricultor consegue minimizar perdas e preservar o potencial produtivo da soja, aumentando a rentabilidade da safra.

Tecnologias de controle disponíveis

Entre as soluções oferecidas pela Rainbow Agro, o Aceway se destaca por sua eficácia contra percevejos e outras pragas.

O produto combina dois ingredientes ativos:

  • Acetamiprido: neonicotinoide sistêmico que age por ingestão, afetando o sistema nervoso do inseto
  • Bifentrina: piretroide que atua por contato, proporcionando efeito de choque e repelência

Essa combinação permite controle de percevejos adultos, ação rápida e prolongada, versatilidade de aplicação e redução de reinfestações graças ao efeito residual.

Proteção da lavoura e preservação da qualidade

De acordo com Marcandalli, o uso de soluções eficazes como o Aceway garante:

  • Redução de perdas na lavoura
  • Preservação da qualidade dos grãos
  • Minimização de penalizações na comercialização

O especialista destaca que a integração de tecnologia e orientação técnica é essencial para proteger a soja de forma eficiente e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

Publicados

em

Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

Leia Também:  Milho mantém valorização no Brasil e nos EUA em meio a demanda firme e ajustes do USDA

O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

Leia Também:  Qualidade de defensivos e adjuvantes é chave para eficiência e sustentabilidade no campo

Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA