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Pernambuco passa a integrar o sistema Mapa-Conecta

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Pernambuco se junta aos estados de Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará, que aderiram ao protocolo de intenções para fortalecer a inovação nos sistemas agropecuários do estado, cujo objetivo estimular a formação de um ecossistema de pesquisa, desenvolvimento tecnológico, inovação e fomento a novos negócios em todas as cadeias agropecuárias. A iniciativa foi denominada Mapa-Conecta. 

A assinatura do protocolo foi realizada entre o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI), Pedro Neto, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e os secretários de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (SDA), Cícero Moraes, e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Mauricélia Vidal, cujas pastas irão responder pela condução dos trabalhos, atuando na formação da Comissão Gestora Estadual Agropecuária.

Com duração de cinco anos, o protocolo de intenções prevê que o Mapa disponibilize cooperação técnica, mentoria e suporte ao desenvolvimento de empresas inovadoras.

O superintendente de Agricultura e Pecuária no estado de Pernambuco (SFA-PE), Flávio Sotero, destacou que a agricultura pernambucana tem várias experiências exitosas, graças à pesquisa e à tecnologia aplicadas ao campo, como no caso das frutas nos perímetros irrigados no Sertão do São Francisco. “Pernambuco tem vocação para a inovação e para o empreendedorismo, haja vista experiências bem-sucedidas, como a do Porto Digital, no Recife. Vamos agora canalizar nossos esforços ainda mais em favor do agronegócio, que é de suma importância para o PIB brasileiro”, disse ele.

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Ocorreu ainda, na sede da SFA-PE, o plantio de mudas de Ipê-amarelo-Craibeira (Tabebuia aurea), árvore-símbolo de Brasília. Já para o Parque de Exposições do Cordeiro, foram escolhidas mudas de Baobá (Adansonia digitata), espécie que, embora africana, é muito comum no Recife.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Frio favorece plantio, mas produtores seguem cautelosos com custos e clima

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A chegada da primeira massa de ar polar de 2026 mudou o ambiente das lavouras de inverno no Sul do Brasil e trouxe um cenário diferente para cada fase do trigo no país. Enquanto o frio atual tende a beneficiar áreas recém-plantadas no Paraná, produtores do Rio Grande do Sul seguem cautelosos diante das incertezas climáticas e econômicas para a próxima safra.

O trigo é uma cultura típica de clima frio, mas os efeitos das baixas temperaturas variam conforme o estágio da lavoura. Neste momento, o frio ajuda mais do que atrapalha.

No Paraná, onde o plantio da safra 2025/26 já começou, cerca de 17% da área prevista havia sido semeada até a última semana, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral). As áreas implantadas estão principalmente em germinação e crescimento vegetativo inicial.

Nessa fase, temperaturas mais baixas favorecem o desenvolvimento da cultura. O frio ajuda na emergência uniforme das plantas, reduz parte do estresse térmico e cria um ambiente mais adequado para o crescimento vegetativo inicial.

Por isso, a onda de frio que derruba as temperaturas no Centro-Sul neste início de maio tende a ser positiva para o trigo recém-semeado no Paraná e em parte de Santa Catarina. O cenário muda completamente mais adiante, durante o florescimento e o enchimento de grãos. Nessas fases, geadas fortes podem provocar perdas severas de produtividade e qualidade, queimando espigas e comprometendo o potencial industrial do cereal. É justamente esse risco futuro que mantém parte dos produtores cautelosa neste início de safra.

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No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional de trigo, a semeadura ainda não começou. Os produtores seguem em fase de planejamento da temporada, avaliando custos, clima e perspectivas de mercado antes de ampliar os investimentos.

Além da preocupação climática, o setor acompanha um cenário econômico mais apertado. Fertilizantes mais caros, custos elevados com operações mecanizadas, dificuldades no seguro rural e maior cautela no crédito vêm reduzindo o apetite por expansão da área cultivada.

Ao mesmo tempo, o mercado oferece sustentação importante aos preços. A baixa disponibilidade de trigo argentino com qualidade adequada para panificação continua limitando a oferta no Mercosul e fortalecendo as cotações no Brasil.

No Rio Grande do Sul, os preços seguem ao redor de R$ 1.300 por tonelada no interior. No Paraná, as referências se aproximam de R$ 1.400 por tonelada nos moinhos.

A dificuldade de encontrar trigo argentino com teor de proteína acima de 11,5% também vem levando parte da indústria brasileira a buscar produto nos Estados Unidos, operação mais cara e logisticamente mais complexa.

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Esse ambiente ajuda a sustentar os preços internos justamente no momento em que o produtor começa a decidir quanto investir na nova safra.

Mesmo assim, a preocupação com o clima permanece no radar. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS), a previsão de maior frequência de chuvas durante o inverno e a primavera pode elevar riscos nas fases mais sensíveis da cultura, especialmente florescimento e enchimento de grãos.

Por isso, muitos produtores vêm adotando uma postura mais conservadora, reduzindo o pacote tecnológico, diminuindo investimentos em insumos e até substituindo parte da área de trigo por outras culturas de inverno.

O próprio Deral projeta queda de 15% na produção paranaense de trigo na safra 2025/26, reflexo principalmente da redução da área cultivada.

Neste início de maio, porém, o frio ainda joga a favor do trigo brasileiro. O desafio do setor será transformar esse começo climático positivo em uma safra rentável em meio aos altos custos, às incertezas do mercado internacional e aos riscos climáticos que costumam ganhar força ao longo do inverno.

Fonte: Pensar Agro

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