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Pernambuco recebe R$ 2,5 milhões da Conab para apoiar a compra de alimentos da agricultura familiar
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A medida, que integra o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), visa combater a insegurança alimentar no estado, por meio da compra de produtos que serão doados a populações em situação de vulnerabilidade. A ação faz parte da 2ª edição da Caravana Federativa de Pernambuco, que reúne diversas iniciativas para fortalecer a agricultura familiar e apoiar a segurança alimentar.
Aquisição de alimentos: apoio a 22,7 toneladas de produção local
O programa anunciado pela Conab visa a compra de 22,7 toneladas de alimentos, que serão entregues a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional em Pernambuco. Os recursos de aproximadamente R$ 2,52 milhões, repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), serão usados na modalidade Compra com Doação Simultânea do PAA.
O objetivo da iniciativa é apoiar agricultores familiares organizados em cooperativas e associações, permitindo que sua produção seja adquirida para doação a comunidades necessitadas.
Projetos aprovados: benefícios para diversas regiões do estado
A Conab formalizou parcerias com cinco associações pernambucanas, com destaque para a Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Engenho Sítio do Meio, localizada no município de Belém de Maria. Esta associação será responsável por fornecer cerca de 40 toneladas de alimentos ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade. O projeto beneficiará 1.326 pessoas com a comercialização de hortifrutícolas de 13 produtores locais.
Em Caruaru, a Rede Produtiva de Avicultores da Agricultura Familiar irá destinar 23,5 toneladas de frango caipira a cozinhas solidárias em Olinda, Pedra e Recife. A ação envolverá 63 produtores e beneficiará mais de 8 mil pessoas atendidas pelas instituições sociais.
Outro projeto aprovado é da Associação dos Trabalhadores Rurais do Assentamento Santa Helena, de Amaraji, que fornecerá 102,42 toneladas de alimentos, incluindo banana-da-terra, para cozinhas comunitárias em Caruaru, Paulista, Camaragibe, Recife, Pedra e Olinda. Aproximadamente 10.421 pessoas serão atendidas por esta iniciativa, que envolve 41 agricultores.
Parcerias adicionais: inclusão de piscicultores e produtores de hortifrúti
Outros dois projetos também foram formalizados com a Conab. A Associação dos Piscicultores Amigos de Petrolândia (APAP) contribuirá com 28,62 toneladas de tilápia resfriada, destinadas à Organização Religiosa Vivendo o Sagrado, que atende 2.485 pessoas. Já a Associação dos Produtores Rurais da Agricultura Familiar do Sítio Quandus, em Belém de Maria, fornecerá 28,18 toneladas de hortifrutícolas ao CRAS da cidade, com a participação de 12 agricultores.
Orientações e esclarecimentos sobre o PAA
Após a formalização dos projetos, técnicos da Superintendência Regional da Conab em Pernambuco realizaram reuniões com representantes das entidades fornecedoras e consumidoras. Durante os encontros, foram fornecidas orientações detalhadas sobre o funcionamento do PAA, incluindo normas, documentação necessária, controle sanitário e qualidade dos produtos.
Objetivo do PAA: apoio à agricultura familiar e segurança alimentar
A modalidade Compra com Doação Simultânea do PAA tem como objetivo principal o apoio a agricultores familiares organizados em cooperativas e associações. A produção adquirida é destinada a redes de assistência social, equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, além de outras entidades que atendem populações em vulnerabilidade, com acompanhamento pelos conselhos municipais e estaduais de políticas públicas.
A Conab segue comprometida com o fortalecimento da agricultura familiar e a promoção de políticas públicas de segurança alimentar, ampliando o alcance do PAA no estado e gerando impactos positivos nas comunidades mais carentes de Pernambuco.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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El Niño 2026: saiba detalhes sobre o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do fenômeno no Brasil
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) divulgaram nesta segunda-feira (29), o Boletim nº 1 com o objetivo de apresentar o monitoramento, previsões e os possíveis impactos do El Niño no Brasil em 2026.
O documento é resultado do trabalho realizado em parceria pelos órgãos nacionais e oficiais sobre monitoramento, regulação do uso das águas, gestão de riscos e previsão do clima e tempo. Mensalmente, o conteúdo será atualizado para disponibilizar informações acerca do fenômeno e, assim, apoiar os órgãos federais e estaduais além de contribuir para a tomada de decisões governamentais referentes ao País.
De acordo com o boletim, em junho de 2026 as condições observadas de temperatura da superfície do mar mostram um padrão típico do fenômeno El Niño. Este padrão se apresenta na forma de uma faixa de águas quentes em grande parte do Oceano Pacífico Equatorial que, próximo à costa da América do Sul, são superiores a 2°C.
Previsão para os próximos meses
A previsão climática para o trimestre julho-agosto-setembro de 2026 indica, de forma geral, chuvas acima da média em áreas da Região Sul do Sul e, chuvas abaixo da média no centro-norte do País.
Ainda, as previsões indicam alta probabilidade de temperaturas acima de média no segundo semestre que, podem aumentar os eventos de onda de calor e a ocorrência de incêndios florestais.
Sobre a previsão da persistência do El Niño e sua intensidade, os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno até, pelo menos o início de 2027, com alta probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, quando as anomalias/desvios de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial ficam acima de 2,0°C, entre a primavera e o verão de 2026.
Monitoramento contínuo e previsão de impactos
O boletim destaca a importância do acompanhamento das atualizações diárias e mensais dos órgãos para informações acerca de possíveis impactos na agricultura, níveis de rios e reservatórios prioritários além de riscos para inundações e deslizamentos.
Importante também as recomendações e orientações da Defesa Civil Nacional, especialmente sobre as medidas de autoproteção para a população.
A atuação antecipada e coordenada entre os diferentes níveis de governo e instituições parceiras é fundamental para reduzir os impactos do fenômeno El Niño sobre a população brasileira. O monitoramento contínuo, o planejamento integrado e a adoção tempestiva de medidas de preparação e resposta constituem elementos essenciais para o fortalecimento da gestão de riscos e desastres no país.
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