AGRONEGOCIOS
Pesca e aquicultura brasileiras marcam presença no congresso internacional IFC Amazônia
AGRONEGOCIOS
Entre os dias 23 e 25 de abril, o Ministério da Pesca e Aquicultura marcou presença no IFC Amazônia em Belém do Pará, congresso internacional que promove o debate sobre a pesca e aquicultura na Região. O IFC também conta com a Fish Expo, feira de tecnologia e negócios dos setores, e foi realizado paralelamente ao 23º Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca (Conbep), que trata da Engenharia de Pesca e economia azul, sustentabilidade e enfrentamento às mudanças climáticas.
O ministro André de Paula (MPA) participou da abertura do evento, onde pôde falar sobre a importância fundamental da Região Amazônica para a pesca e aquicultura mundiais.
“Esse evento é um sucesso e uma grande oportunidade de troca de experiência com as comunidades tradicionais, pesquisadores e todos os atores da cadeia produtiva que estão aqui. Doze por cento das reservas de água doce do mundo estão no Brasil e 3,2% no Pará. Estamos aqui para apresentar o trabalho que o Ministério vem desempenhando para o avanço desses setores no país e para debater sobre o futuro das atividades pesqueira e aquícola. Em 2023 iniciamos a organização, planejamento e atuação do MPA. Em 2024, lançamos as redes e estamos pescando os resultados dos nossos esforços. Em 2025 e 2026 pretendemos nos manter embarcados, seguindo com nossas atribuições e responsabilidades para que, ao final dos 4 anos de gestão, possamos comemorar os avanços e melhorias na pesca e aquicultura brasileiras”.
O secretário-executivo do MPA, Edipo Araujo, doutor em Ecologia Aquática e Pesca pela Universidade Federal do Pará, apresentou o painel “Políticas públicas para o desenvolvimento da Aquicultura e Pesca na Amazônia”, junto aos secretários estaduais dos setores. O secretário apresentou os projetos e ações do MPA voltados à Região.
“Segundo os registros do MPA, temos 538 mil pescadores artesanais registrados na Amazônia, 10 mil aquicultores registrados na Região Norte e mais de 70 mil pescadores amadores e esportivos. Construir políticas públicas é a nossa existência, e essa construção deve acontecer ao lado dos principais atores que estão aqui nesse evento. Essa sinergia entre a União e os estados é necessária para que alcancemos de forma sólida e eficaz aqueles que dependem da nossa atuação”.
O MPA também participou dos painéis e debates sobre políticas de crédito para a pesca e aquicultura e como acessá-las; desafios e soluções para o desenvolvimento da pesca sustentável na Região Amazônica; registro de pescadores e monitoramento da pesca na Região, e também marcou presença no I Simpósio Internacional de Aquariofilia.
Para saber mais sobre o evento, acesse as redes do MPA clicando aqui.
AGRONEGOCIOS
Etanol ganha sustentação com chuvas no Centro-Sul e amplia vantagem sobre a gasolina em oito estados e no DF
As chuvas registradas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil continuam impactando o mercado de etanol. A menor oferta do biocombustível, provocada pelas dificuldades nas operações industriais das usinas, sustentou a valorização dos preços pela terceira semana consecutiva, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com os pesquisadores, as precipitações interromperam o ritmo de moagem e de produção em diversas unidades industriais, reduzindo a disponibilidade de etanol no mercado. Com isso, muitas usinas elevaram os preços pedidos pelo combustível para compensar a menor oferta.
Apesar da tendência de alta, o mercado ainda apresenta liquidez limitada. Em algumas regiões, produtores optaram por negociar volumes pontuais com preços mais baixos, refletindo diferentes estratégias comerciais diante das condições de mercado.
Pelo lado da demanda, distribuidoras seguem adotando uma postura cautelosa. Os compradores acompanham a evolução da safra 2026/27, que apresenta bom desempenho produtivo até o momento, fator que pode ampliar a oferta nas próximas semanas e influenciar o comportamento dos preços.
Etanol mantém vantagem econômica frente à gasolina
Enquanto a oferta restrita sustenta as cotações, o etanol segue competitivo para os consumidores brasileiros. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente ao período de 21 a 27 de junho, mostra que o biocombustível foi economicamente mais vantajoso do que a gasolina em oito estados e no Distrito Federal.
Na média nacional, a relação entre os preços do etanol e da gasolina ficou em 61,93%, percentual considerado favorável ao consumo do biocombustível, já que a referência tradicional de competitividade é de até 70%.
Os estados onde o etanol apresentou vantagem econômica foram:
- Mato Grosso: 55,65%
- São Paulo: 59,22%
- Mato Grosso do Sul: 61,79%
- Distrito Federal: 63,96%
- Paraná: 63,50%
- Goiás: 64,46%
- Minas Gerais: 65,98%
- Bahia: 69,02%
- Santa Catarina: 69,23%
Especialistas do setor destacam que, em veículos flex mais modernos e eficientes, o etanol pode permanecer vantajoso mesmo quando a paridade supera o patamar de 70%, dependendo do rendimento específico de cada modelo.
Mercado acompanha clima e ritmo da safra
A combinação entre restrições momentâneas na oferta e demanda cautelosa mantém o mercado de etanol em um cenário de equilíbrio delicado. As condições climáticas nas regiões produtoras continuarão sendo determinantes para o ritmo da moagem da cana e para a disponibilidade do biocombustível nas próximas semanas.
Ao mesmo tempo, a evolução da safra 2026/27 será monitorada por produtores, distribuidoras e consumidores, já que uma recuperação mais consistente da produção poderá ampliar a oferta e influenciar a trajetória dos preços no mercado brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


