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PGPAF amplia lista de produtos com bônus em julho e atualiza regras para agricultores familiares
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Programa concede mais benefícios a agricultores familiares
O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) foi ampliado neste mês de julho com a inclusão de novos produtos e estados na lista de culturas que receberão bônus. A portaria com os novos valores foi publicada nesta terça-feira (8) pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, com base em relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O bônus é um mecanismo que concede descontos nas parcelas de financiamentos contratados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), quando os preços de mercado caem abaixo do valor de garantia estabelecido para cada produto.
Culturas e estados incluídos no bônus de julho
O relatório da Conab ampliou a abrangência do benefício em relação ao mês anterior. Cinco produtos que já estavam contemplados seguem bonificados, agora com inclusão de novas unidades da federação:
- Banana – agora também em Santa Catarina
- Cará/Inhame – com inclusão do Espírito Santo
- Feijão caupi – passa a incluir Pernambuco
- Mel de abelha – agora também no Piauí
- Raiz de mandioca – adicionada no estado de São Paulo
Além disso, seis novos produtos passam a integrar o programa:
- Batata-doce (SP)
- Borracha natural (MG)
- Cebola (SC)
- Milho (BA e PI)
- Sisal (BA e PB)
Exclusões da lista de bonificação
Algumas culturas deixaram de ser contempladas por não apresentarem preços abaixo do valor de garantia durante o período analisado. São elas:
- Batata (RS e SC)
- Castanha-de-caju (PB)
- Feijão caupi (BA)
- Maracujá (BA)
- Mel de abelha (RN e SE)
- Trigo (SP)
Cálculo do bônus e atualização dos preços de garantia
Os percentuais de desconto são definidos com base nos preços médios de mercado apurados pela Conab em estados com comercialização significativa. A partir desses dados, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, por meio da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, determina os bônus aplicáveis a cada produto e localidade.
Além da definição das culturas bonificadas, a portaria atualizou os preços de garantia que servem como referência para o cálculo do benefício, utilizando os custos de produção apurados pela Conab.
Novas regras facilitam acesso ao benefício
Para adequar o funcionamento do PGPAF à realidade dos produtores, o Conselho Monetário Nacional publicou a Resolução nº 5.231/2025, no dia 1º de julho. Entre as mudanças está a autorização para que o bônus seja concedido mesmo quando a venda dos produtos ocorrer fora do município onde está localizada a propriedade rural, beneficiando quem comercializa em cidades vizinhas ou centros urbanos.
Outra alteração importante é a flexibilização da exigência documental: agora, comprovantes de venda também podem estar em nome do cônjuge ou companheiro do agricultor, atendendo a uma antiga demanda das famílias rurais.
Triticale é retirado do PGPAF
Mesmo com preços abaixo do valor de garantia, o triticale foi oficialmente excluído da lista de produtos bonificáveis. A decisão foi tomada pelo Comitê Gestor do programa durante a 31ª reunião ordinária, realizada em junho.
Validade da nova portaria
A portaria com os valores do bônus de julho entra em vigor no dia 10 de julho e terá validade até 9 de agosto. Ela foi publicada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, com base nas informações levantadas pela Conab.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 65,7 bilhões nos dois primeiros meses da safra 2026/2027
Nos dois primeiros meses da safra 2026/2027, de julho a agosto de 2026, os produtores rurais enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os Demais Produtores Rurais contrataram R$ 65,7 bilhões em operações de crédito rural.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil.
As Cédulas de Produto Rural (CPRs), títulos que permitem ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entrega futura de produtos agropecuários, responderam por R$ 32,4 bilhões do total contratado no bimestre, o equivalente a 49,2% das operações. O volume ficou acima do registrado nas operações de custeio convencional, que somaram R$ 23 bilhões, ou 34,9% do total.
Do total destinado ao custeio da produção, os demais produtores empresariais responderam por R$ 12 bilhões, equivalentes a 52,2% do custeio contratado. Os produtores enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões, correspondentes a 47,8%.
Para a comercialização da produção agropecuária, foram contratados R$ 4 bilhões em crédito no período. Já as operações destinadas à industrialização somaram R$ 2,9 bilhões. Em ambos os casos, os recursos ficaram concentrados entre médios e grandes produtores.
As operações de investimento, destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, somaram R$ 3,5 bilhões no bimestre. Entre os programas específicos, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões em contratações, enquanto o RenovAgro somou R$ 413 milhões.
SEGMENTAÇÃO POR PORTE DO PRODUTOR
Na análise por segmento, os demais produtores rurais, fora do Pronamp, responderam por R$ 22 bilhões, equivalentes a 33,5% do total concedido no período. O Pronamp registrou R$ 11,4 bilhões em concessões, o equivalente a 17,3% do total.
Ao todo, a agricultura empresarial registrou 70.657 contratos de crédito rural no bimestre. Desse total, 23.478 foram operações de CPRs, que representaram parcela significativa das contratações realizadas nos dois primeiros meses da safra.
Entre as regiões do país, o Sul concentrou o maior número de contratos, com 22.631 operações, e registrou R$ 11,7 bilhões em crédito. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 9,6 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 7,2 bilhões. O Nordeste e o Norte registraram, respectivamente, R$ 3,2 bilhões e R$ 1,7 bilhão em concessões no bimestre.
O levantamento também mostra diferenças no valor médio das operações entre as regiões. O Nordeste apresentou o maior valor médio por contrato, de R$ 1,05 milhão, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 1,03 milhão. O Sul, apesar de registrar o maior número de contratos e o maior volume de crédito entre as regiões, apresentou o menor valor médio, de R$ 516,5 mil.
FONTES DE RECURSOS
Entre as fontes de recursos utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios (parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem destinar ao crédito rural) foram a principal fonte controlada no período, com R$ 9,9 bilhões, equivalentes a 41% do total de fontes controladas.
A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada somou R$ 6,7 bilhões, correspondentes a 28% das fontes controladas.
Entre as fontes não controladas, formadas por recursos captados livremente pelas instituições financeiras no mercado, a LCA Livre foi a principal, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.
RECURSOS EQUALIZÁVEIS
A programação orçamentária de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 totaliza R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170, de 22 de julho de 2026. Esses recursos são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo Governo Federal, com a equalização da diferença em relação às taxas de mercado.
Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis.
Entre os programas de investimento com recursos equalizáveis, o RenovAgro registrou o maior volume de contratações no período, com R$ 412,9 milhões, seguido pelo Pronamp, com R$ 380,3 milhões, e pelo Moderfrota, com R$ 250,2 milhões.
Nas operações equalizáveis de investimento, Banco do Brasil e BNDES concentraram, juntos, cerca de 77% das concessões do período, com participações de 39,8% e 36,8%, respectivamente.
Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil respondeu por 45,6% das concessões, seguido pelo Sicredi, com 16,7%, e pela Cresol, com 12,9%.
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