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PGPAF: Cana em Pernambuco e Rio Grande do Norte é incluída na lista de produtos com bônus

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O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) divulgou a lista de produtos beneficiados com o bônus mensal para novembro. A Portaria SAF/MDA nº 349, de 6 de novembro de 2025, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (10) e traz os produtos, estados contemplados e percentuais de bonificação, calculados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com base nos preços médios de mercado e de garantia.

Novidades na lista de produtos beneficiados

Entre as principais alterações em relação a outubro, a cana-de-açúcar cultivada em Pernambuco e no Rio Grande do Norte foi incluída na lista de bonificação. Por outro lado, alguns produtos deixaram de receber o bônus:

  • Banana no Paraná
  • Cará/inhame no Espírito Santo
  • Cebola no Paraná e no Distrito Federal
  • Feijão caupi no Pará
  • Laranja no Rio Grande do Sul
Alterações por estado e produto

Outras mudanças relevantes incluem:

  • Arroz: bonificação passa a valer para produtores do Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo
  • Banana: benefício alcança produtores do Ceará e Goiás
  • Castanha: bônus passa a ser concedido no Ceará
  • Leite: inclusão da produção de Sergipe na lista
  • Trigo: Distrito Federal passa a receber bonificação
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Como funciona o bônus do PGPAF

O bônus do PGPAF é concedido quando o valor de mercado de algum produto do programa fica abaixo do preço de referência. O valor pode ser usado como desconto no pagamento ou amortização das parcelas de financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Os valores do bônus são divulgados mensalmente pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A Conab utiliza os custos de produção como principal referência para o cálculo da bonificação.

O Pronaf tem como objetivo financiar a implantação, ampliação ou modernização das estruturas de produção, beneficiamento e indústrias no meio rural e em áreas comunitárias rurais, garantindo suporte financeiro aos pequenos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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