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PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026 e agropecuária lidera expansão da economia
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PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026 com forte contribuição do agronegócio
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, em relação ao quarto trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 3,3 trilhões, sendo R$ 2,8 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 461,2 bilhões correspondentes aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.
Agropecuária lidera crescimento do PIB no início de 2026
Pela ótica da produção, o principal destaque foi a Agropecuária, com alta de 2,0%, reforçando seu papel estratégico na economia brasileira.
Também apresentaram crescimento:
- Indústria: +1,0%
- Serviços: +0,5%
O desempenho do setor agropecuário foi sustentado principalmente pelo avanço da produção agrícola, com destaque para a soja, beneficiada por condições climáticas favoráveis e expansão de área plantada.
Indústria cresce com impulso da extração mineral e construção civil
Entre as atividades industriais, os principais resultados foram:
- Indústrias extrativas: +3,6%
- Construção civil: +2,9%
- Transformação: +0,1%
- Eletricidade e gás, água e esgoto: -0,3%
O avanço do setor foi puxado principalmente por atividades ligadas à extração mineral e à retomada gradual da construção civil.
Serviços registram crescimento moderado no trimestre
O setor de serviços apresentou expansão de 0,5%, com destaque para:
- Informação e comunicação: +2,4%
- Atividades imobiliárias: +1,2%
- Comércio: +0,6%
- Administração pública, saúde e educação: +0,4%
Por outro lado, houve retração em:
- Transporte e armazenagem: -0,7%
- Atividades financeiras e seguros: -0,6%
Consumo das famílias cresce e investimentos apresentam volatilidade
Na ótica da demanda, os principais indicadores foram:
- Consumo das famílias: +1,0%
- Consumo do governo: +0,4%
- Formação Bruta de Capital Fixo: +3,5% no trimestre
Apesar do avanço trimestral, o investimento apresentou recuo de 1,4% na comparação anual do período, refletindo queda na produção de bens de capital.
Exportações recuam no trimestre e importações avançam
No setor externo:
- Exportações de bens e serviços: -1,7%
- Importações de bens e serviços: +4,4%
O resultado indica maior demanda interna por produtos importados e menor dinamismo das exportações no período.
PIB cresce 1,8% na comparação com o 1º trimestre de 2025
Em relação ao mesmo período de 2025, o PIB avançou 1,8%, com crescimento em todos os grandes setores:
- Serviços: +2,1%
- Indústria: +1,6%
- Agropecuária: +0,7%
Destaques adicionais:
- Indústrias extrativas: +13,1%
- Informação e comunicação: +7,6%
- Construção civil: +1,3%
Agropecuária sustenta expansão com safra recorde de soja
O desempenho do setor agropecuário foi impulsionado pelo aumento de produtividade e condições climáticas favoráveis, com destaque para a soja, que registrou crescimento de produção de 4,8% e alcançou nível recorde na série histórica.
Outras culturas importantes apresentaram queda:
- Milho: -2,5%
- Arroz: -10,6%
PIB acumula alta de 2,0% em quatro trimestres
No acumulado dos últimos quatro trimestres encerrados em março de 2026, o PIB brasileiro cresceu 2,0%, com:
- Agropecuária: +7,5%
- Indústria: +1,3%
- Serviços: +1,8%
O resultado reforça a liderança do agronegócio como principal vetor de crescimento da economia brasileira no período analisado, ao mesmo tempo em que evidencia a importância do consumo das famílias como sustentação da atividade econômica, a volatilidade dos investimentos e as oscilações do setor externo, que seguem influenciando o ritmo de expansão do PIB.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Laranja 2026/27: Indústrias iniciam negociações com preços abaixo da safra anterior, aponta mercado citrícola
Início da safra 2026/27 da laranja tem sinalização de preços mais baixos
As primeiras movimentações do mercado para a safra 2026/27 de laranja já começaram no cinturão citrícola de São Paulo e no Triângulo Mineiro, com início das discussões de contratos e renegociações logo após a divulgação da estimativa inicial do Fundecitrus.
Segundo pesquisadores do Cepea, as indústrias iniciaram o processo oferecendo valores abaixo dos praticados na temporada anterior. Até o momento, não há registros de negócios efetivamente fechados, apenas propostas iniciais e movimentos de reposicionamento de mercado.
Contexto de mercado muda em relação à safra passada
De acordo com o Cepea, o cenário atual é diferente do observado na última temporada. No ciclo anterior, o setor enfrentava forte preocupação com o abastecimento industrial, estoques historicamente baixos e expectativa de oferta limitada de frutas.
Esse ambiente sustentou negociações mais firmes e maior pressão compradora por parte das indústrias.
Agora, embora a nova safra também seja considerada menor, o mercado inicia 2026/27 com percepção diferente de risco de desabastecimento, o que altera a dinâmica de preços.
Estoques de suco e demanda global reduzem pressão de compra
Ainda segundo o Cepea, o aumento dos estoques de suco de laranja e a demanda internacional mais lenta vêm reduzindo a urgência das processadoras em garantir matéria-prima.
Na prática, as indústrias de processamento entram na nova temporada em posição mais confortável, o que diminui a disposição para repetir os patamares de preços observados no ciclo anterior.
Expectativa é de avanço gradual nas negociações
A tendência, conforme avaliação do Cepea, é de que as negociações evoluam de forma gradual nas próximas semanas, acompanhando o desenvolvimento da colheita de frutas de meia-estação.
A expectativa do setor é de que o ritmo industrial ganhe força a partir da segunda quinzena de junho, quando a disponibilidade de matéria-prima tende a aumentar e o mercado deve ganhar mais liquidez.
Panorama final
O início da safra 2026/27 da laranja aponta para um ambiente de negociação mais cauteloso, com indústrias testando preços mais baixos diante de estoques elevados e demanda externa ainda moderada. O comportamento das próximas semanas será decisivo para definir o rumo dos contratos no cinturão citrícola brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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