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PIB do Paraná cresce 5% no 1º trimestre, quase o dobro da média nacional e supera grandes economias globais

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná registrou um crescimento de 5% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. O dado, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base nos dados do IBGE, é quase o dobro da média nacional, que ficou em 2,8%, e supera economias importantes como a dos Estados Unidos (2,1%) e diversos países europeus.

Valor total da produção e participação dos setores

Entre janeiro e março, o Paraná produziu R$ 210,9 bilhões. Desse montante, R$ 37,9 bilhões vieram do setor agropecuário (18%), R$ 41,4 bilhões da indústria (19,6%) e R$ 108,1 bilhões dos serviços (51,3%). Os impostos representaram 11,1% do total, equivalendo a R$ 23,5 bilhões.

Agropecuária lidera crescimento com alta de 13,08%

O destaque do trimestre foi o setor agropecuário, que cresceu 13,08%, acima da média nacional de 10,17%. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas cooperativas locais, que apresentaram produção recorde de carne de frango, suína e bovina nos três primeiros meses do ano. Apesar de perdas climáticas, a safra de milho também deverá ser a maior da história do Estado em 2025.

Indústria avança 5,92% com novos investimentos

A indústria paranaense teve um crescimento expressivo de 5,92%, superando o índice nacional de 2,4%. Esse avanço foi fomentado pela instalação de novas fábricas em diversas regiões, beneficiadas por um ambiente favorável, infraestrutura moderna, segurança jurídica e incentivos fiscais. Setores como automotivo, farmacêutico, alimentício, madeireiro, eletrônico e agroindústria de alta tecnologia foram os principais motores desse crescimento.

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Um exemplo recente é o anúncio da fábrica da multinacional chinesa Linglong Tire, em parceria com a brasileira XBRI Pneus, que investirá US$ 1,2 bilhão (aproximadamente R$ 6,7 bilhões) em uma planta de pneus de última geração em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

Serviços crescem 3,44%, impulsionados pelo consumo local

O setor de serviços cresceu 3,44%, superando o avanço nacional de 2,09%. O desempenho foi puxado pelos serviços voltados às famílias, como alojamento e alimentação, estimulados pelo aumento da renda média da população e maior consumo. O Paraná encerrou o último trimestre de 2024 com a menor taxa histórica de desemprego, de 3,3%. Além disso, a renda média dos trabalhadores cresceu 19,2%, o maior avanço entre os estados das regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste.

Análises de especialistas e perspectivas para 2025

O presidente do Ipardes, Jorge Callado, ressaltou que os dados refletem uma tendência de crescimento sustentado nas pesquisas econômicas. Segundo ele, o avanço conjunto da agropecuária, indústria, comércio e serviços tem promovido a elevação dos salários e a baixa taxa de desemprego, criando um cenário otimista para o restante do ano.

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O secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia, atribuiu o desempenho à efetividade das políticas públicas do Governo do Estado, que priorizam o apoio ao setor produtivo, o equilíbrio fiscal e os investimentos em infraestrutura. “São ações coordenadas que colocam o Paraná em destaque entre os estados brasileiros”, afirmou.

Paraná supera crescimento de importantes países

Em comparação com economias globais no mesmo período, o crescimento do Paraná também se destaca. O Estado teve desempenho superior a países como Espanha (2,6%), Estados Unidos (2,1%), Holanda (2,0%), Suécia (0,6%), França (0,3%), Itália (0,3%) e Alemanha, que registrou queda de 0,2%.

Ranking do crescimento do PIB no 1º trimestre de 2025
  • Paraná 5,0%
  • Dinamarca 4,0%
  • Polônia 3,7%
  • Brasil 2,8%
  • Bulgária 2,8%
  • Espanha 2,6%
  • Estados Unidos 2,1%
  • Holanda 2,0%
  • Suécia 0,6%
  • França 0,3%
  • Itália 0,3%
  • Alemanha -0,2%

O desempenho consistente do Paraná no início de 2025 sinaliza uma economia pujante, impulsionada por setores diversificados e políticas públicas eficazes, que colocam o Estado em posição de destaque no cenário nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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