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Plano Safra 2025/26: Governo defende mais irrigação, mecanização e tecnologia para impulsionar a produção agrícola

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Autoridades, parlamentares e representantes do setor produtivo participaram nesta terça-feira (28), em Brasília, do seminário “Plano Safra – Tecnologia Agrícola na Oferta de Alimentos e Controle da Inflação”, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ). O evento debateu propostas e desafios para o Plano Safra 2025/26, com foco em produtividade, modernização do campo e segurança alimentar.

Ministro Paulo Teixeira defende modernização e mais apoio à agricultura familiar

Durante a abertura do seminário, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou a necessidade de acelerar a modernização da produção agrícola, principalmente entre pequenos e médios produtores.

“A enxada é coisa do passado e por isso nós temos que mecanizar”, afirmou o ministro, defendendo investimentos em mecanização, irrigação e tecnologia como formas de aumentar a produtividade, garantir renda no campo e assegurar a segurança alimentar.

Teixeira também propôs que o seminário seja o início de um diálogo permanente entre governo, indústria e setor produtivo. O objetivo, segundo ele, é construir um Plano Safra mais forte e alinhado com os desafios atuais do agro brasileiro. O ministro sugeriu ainda a ampliação das linhas de crédito por meio do BNDES e outros agentes financeiros, especialmente para aquisição de maquinário, sistemas de irrigação e tecnologias que melhorem o desempenho no campo.

ABIMAQ destaca papel estratégico do Plano Safra na economia nacional

Para o presidente executivo da ABIMAQ, José Velloso, o Plano Safra deve ser compreendido não apenas como um programa de crédito, mas como uma política pública essencial ao desenvolvimento econômico e social do país.

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“É maior rentabilidade para o produtor e mais alimentos à população”, declarou. “Com juros altos, cenário pouco atrativo para investimentos e rentabilidade reduzida na agropecuária, o Plano Safra é fundamental para estimular o plantio e os investimentos.”

Velloso também chamou atenção para o déficit de armazenagem no Brasil, que tem capacidade para estocar apenas 212 milhões de toneladas de grãos, frente a uma safra estimada em 330 milhões de toneladas. Segundo ele, esse gargalo compromete a qualidade dos produtos e reduz a margem de lucro dos produtores.

“Investir em silos, secagem e infraestrutura logística é tão estratégico quanto plantar”, reforçou.

Irrigação é apontada como chave para ampliar produção e ocupar áreas marginais

Outro ponto destacado por Velloso foi o potencial da irrigação para ampliar o número de safras por ano e tornar produtivas áreas antes consideradas inadequadas à agricultura.

“Nosso objetivo com este seminário é contribuir para o aprimoramento das políticas públicas do setor. Queremos colaborar para um Plano Safra que seja motor da economia, ferramenta de combate à inflação e promotor da geração de renda no campo e na cidade”, concluiu.

Segurança alimentar depende da capacidade produtiva, afirma presidente do Conselho da ABIMAQ

Gino Paulucci, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, reforçou que a segurança alimentar está diretamente ligada à capacidade de produção do país:

“Segurança alimentar se faz produzindo”, afirmou.

Ministério da Agricultura reconhece papel ampliado do Plano Safra

Presente ao seminário, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos Júnior, lembrou que o Plano Safra, hoje, vai além do financiamento da atividade agrícola. Ele destacou a importância de acompanhar as necessidades criadas pelos avanços do setor, como logística, irrigação e armazenagem.

“O produtor brasileiro desbravou locais impensáveis há 50 anos. Hoje, transformou o Brasil no maior exportador de alimentos do mundo”, afirmou.

Deputado Alceu Moreira aponta falta de planejamento e gargalos na armazenagem

O deputado federal Alceu Moreira também participou da abertura e chamou atenção para a falta de planejamento de longo prazo no agro brasileiro. Ele alertou para o impacto negativo da baixa capacidade de armazenagem sobre a rentabilidade do produtor.

“Não conseguimos armazenar nem 30% do que produzimos. Os compradores sabem disso e pagam o preço que querem, porque sabem que precisamos vender. Armazenagem é o impeditivo. Se corrigirmos isso, o produtor brasileiro pode alcançar uma rentabilidade muito maior”, destacou.

Painéis técnicos encerram o seminário com foco em soluções estruturantes

O seminário foi encerrado com painéis técnicos voltados aos principais temas discutidos ao longo do evento: irrigação, armazenagem e tecnologia agrícola. Especialistas, representantes do governo e lideranças do setor produtivo participaram dos debates, reforçando o compromisso com a construção de um Plano Safra mais eficiente e sustentável para o ciclo 2025/26.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Workshop discute adequação do Brasil ao Acordo sobre Subsídios à Pesca da OMC

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Com foco na análise de políticas pesqueiras conforme as regras internacionais, foi realizado nesta quinta-feira (17) o primeiro dia de Workshop sobre o Projeto de Diagnóstico de Conformidade do Brasil com o Acordo sobre Subsídios à Pesca da Organização Mundial do Comércio (OMC), na sede do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em Brasília. O evento é promovido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO). O encontro reúne pesquisadores e especialistas das instituições envolvidas.

Durante a programação, a primeira apresentação aborda o Acordo de Subsídios da OMC e o Projeto Fish Fund, com informações sobre regras internacionais relacionadas a subsídios pesqueiros, pesca INDR, estoque sobre pescados e outros subsídios. Assim como o projeto utilizado como referência para o desenvolvimento dos trabalhos no Brasil. Na sequência, são apresentados os resultados preliminares da matriz de subsídios, etapa que busca organizar os diferentes tipos de apoio público relacionados ao setor, permitindo uma visão ampla das políticas existentes. A análise também contempla o Plano Safra, considerando as linhas de crédito, financiamento e demais instrumentos de apoio que abrangem as atividades de pesca e aquicultura.

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O workshop também realiza uma apresentação de resultados preliminares com avaliações de estoques, tema que envolve a análise das informações disponíveis sobre as populações de espécies exploradas pela pesca e constitui um elemento importante para compreender a situação dos recursos pesqueiros e subsidiar sua gestão. Os resultados apresentados evidenciam a necessidade de aumentar o esforço nacional destinado à atualização dos estoques avaliados. A programação inclui ainda uma apresentação sobre a proposta de criação do Programa Permanente de Avaliação de Estoques Pesqueiros (PROESTOQUES), iniciativa apresentada como uma proposta de estrutura permanente para organizar e fortalecer a produção e a sistematização de informações científicas utilizadas na avaliação dos estoques. Nesse contexto, destaca-se que conhecer o estado dos estoques é condição para qualificar a gestão pesqueira e orientar o uso sustentável dos recursos, reforçando a relevância de mecanismos permanentes de produção para subsidiar a tomada de decisões e o ordenamento da atividade pesqueira.

Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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