CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Poder de Compra do Suinocultor Paulista Cai com Alta do Milho

Publicados

AGRONEGOCIOS

O poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho registrou queda pelo sexto mês consecutivo nesta parcial de março, até o dia 17, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A principal causa é a forte valorização do milho, enquanto os preços do suíno vivo permanecem praticamente estáveis.

Preço do suíno vivo mantém leve alta

No período, o suíno vivo posto na indústria foi comercializado à média de R$ 6,94/kg em SP-5, representando leve alta de 0,5% em relação a fevereiro. Apesar da estabilidade do preço do animal, o aumento do cereal afeta diretamente a rentabilidade do produtor.

Milho registra maior valorização desde março de 2025

O valor médio do milho no mercado de lotes de Campinas (SP) atingiu R$ 70,96/sc de 60 kg, com avanço de 4,6% em comparação a fevereiro. Essa é a variação mais expressiva registrada desde março de 2025, pressionando a relação de troca do suinocultor.

Relação de troca do suinocultor cai em março

Com a valorização do milho, o suinocultor paulista consegue adquirir apenas 5,87 kg de milho com a venda de um quilo de suíno vivo, uma queda de 3,9% frente a fevereiro. Apesar da perda mensal, a comparação anual ainda apresenta leve melhora de 2% na relação de troca.

Leia Também:  Arroba em alta melhora margem do pecuarista, mostra Cepea
Oferta restrita e demanda aquecida impulsionam preço do milho

Pesquisadores do Cepea apontam que a valorização do milho está ligada à oferta restrita no mercado spot e à demanda aquecida para formação de estoques, em um cenário marcado por incertezas nos conflitos do Oriente Médio, que têm impactado o comércio de grãos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Hortitec 2026 deve movimentar R$ 750 milhões e reforça avanço tecnológico do hortifrúti brasileiro

Publicados

em

A Hortitec 2026, considerada a principal feira do setor hortifrutícola da América Latina, será realizada entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP), consolidando-se mais uma vez como vitrine de inovação, tecnologia e oportunidades para produtores de horticultura, fruticultura e floricultura.

Em sua 31ª edição, a Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas deve reunir 520 expositores nacionais e internacionais, com expectativa de receber cerca de 32 mil visitantes e movimentar aproximadamente R$ 750 milhões em negócios durante e após o evento.

O crescimento da feira acompanha a expansão do mercado hortifrutícola brasileiro, impulsionado pela demanda crescente por alimentos mais saudáveis, frescos e práticos, além do avanço tecnológico no campo e da profissionalização das cadeias produtivas.

Mercado hortícola brasileiro movimenta bilhões e amplia consumo

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort) mostram que o setor de horticultura movimenta cerca de R$ 3 bilhões por ano no Brasil e reúne aproximadamente 1.200 produtores distribuídos em 12 estados e no Distrito Federal.

O setor vem sendo impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor, com mais de 70% dos brasileiros priorizando alimentos saudáveis e de maior conveniência no dia a dia. Produtos frescos, higienizados e prontos para consumo ganham cada vez mais espaço no varejo nacional.

Além disso, fatores como redução do tamanho das famílias, envelhecimento da população e condições climáticas favoráveis ao cultivo fortalecem a expansão contínua da horticultura no país.

Apesar do crescimento, o segmento ainda enfrenta desafios importantes, como falta de mão de obra qualificada, gargalos na cadeia de frio e baixa percepção de valor agregado pelo consumidor. Em contrapartida, o avanço da tecnologia, da integração produtiva e do aproveitamento de resíduos abre novas oportunidades para inovação e aumento da competitividade.

Leia Também:  Acordo Mercosul-União Europeia deve impulsionar competitividade do tabaco brasileiro no mercado europeu
Fruticultura brasileira bate recorde de exportações

A fruticultura também segue em expansão no Brasil. O país ocupa atualmente a posição de terceiro maior produtor de frutas do mundo e aparece entre os principais exportadores globais do setor.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o valor bruto da produção da fruticultura alcançou R$ 91,5 bilhões em 2024.

As exportações brasileiras de frutas registraram novo recorde em 2025, pelo terceiro ano consecutivo, com crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume em relação ao ano anterior, movimentando US$ 1,45 bilhão.

Hoje, a atividade ocupa mais de 2,8 milhões de hectares e gera cerca de 5 milhões de empregos diretos e indiretos em todo o país.

Floricultura retoma crescimento e amplia geração de empregos

O setor de flores e plantas ornamentais também vive um movimento de recuperação e crescimento. Dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) apontam que o PIB da cadeia produtiva alcançou R$ 21,23 bilhões em 2024, alta de 9,95% sobre o ano anterior.

A retomada foi impulsionada principalmente pelo fortalecimento do consumo interno e pela expansão da produção nacional, que atualmente envolve cerca de 8.300 produtores em uma área cultivada de mais de 16 mil hectares.

O estado de São Paulo segue liderando o mercado nacional, concentrando 40% do PIB do setor e registrando consumo per capita anual de R$ 181,85, quase o dobro da média brasileira.

Leia Também:  Brasil se consolida como líder global em bioinsumos e movimenta mais de R$ 7 bilhões na safra 2024/2025

Além da relevância econômica, a floricultura também se destaca pela forte geração de empregos. Em 2024, o segmento foi responsável por cerca de 264 mil empregos diretos e 800 mil indiretos, mantendo elevada participação feminina na atividade agropecuária.

Hortitec 2026 apresenta soluções em IA, automação e agricultura de precisão

A edição de 2026 da Hortitec deve apresentar ao mercado um amplo conjunto de tecnologias voltadas à modernização da produção hortifrutícola.

Entre os destaques estão soluções em agricultura de precisão, inteligência artificial, automação, cultivo protegido, irrigação, biotecnologia, nutrição vegetal, sementes, defensivos agrícolas, embalagens e maquinários voltados à eficiência produtiva e ao uso racional de água e energia.

A feira também contará com instituições financeiras oferecendo linhas de crédito rural para investimento e custeio, ampliando o acesso de produtores às tecnologias de modernização e expansão das operações.

Segundo o diretor-geral da Hortitec, Renato Opitz, o evento se consolida como um ambiente estratégico para atualização técnica, geração de negócios e integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

“A Hortitec 2026 forma um verdadeiro ecossistema hortifrutícola, com amplas oportunidades de atualização, geração de negócios e networking”, afirma o executivo.

Com o avanço da demanda por alimentos frescos, saudáveis e sustentáveis, a Hortitec reforça seu papel como principal plataforma de inovação do setor hortifrutícola brasileiro e um dos mais importantes pontos de conexão do agronegócio na América Latina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA