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Porto de Paranaguá amplia capacidade logística e reforça protagonismo nas exportações do agronegócio brasileiro
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Porto de Paranaguá registra alta nas exportações e fortalece papel estratégico
O Porto de Paranaguá segue em trajetória de expansão e reforço de sua relevância no comércio exterior brasileiro. Nos cinco primeiros meses de 2026, o complexo portuário exportou 277,5 mil toneladas de carne bovina, consolidando-se como o segundo maior exportador do país no segmento, com participação de 24,7% das vendas nacionais.
Os principais destinos das cargas foram China, Estados Unidos e Rússia, evidenciando a diversificação e a força da proteína animal brasileira no mercado internacional.
Terminal de contêineres e cargas gerais mantêm crescimento
Entre janeiro e maio, o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) movimentou 690 mil TEUs, impulsionado pelo avanço das operações de importação e exportação.
No mesmo período, a movimentação total de cargas também apresentou expansão:
- Exportações: 3,5 milhões de toneladas (alta de 8% na comparação anual);
- Importações: 1,3 milhão de toneladas (crescimento de 6%).
O desempenho reforça a importância do complexo como eixo logístico estratégico para o escoamento da produção agroindustrial brasileira.
Governo destaca avanço e investimentos no setor portuário
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ressaltou o papel do porto no fortalecimento das exportações de proteína animal e no aumento da eficiência logística nacional.
Segundo ele, o crescimento da movimentação de cargas é acompanhado por investimentos estruturais que ampliam a capacidade operacional e melhoram o fluxo de escoamento da produção brasileira.
Moegão é destaque em modernização da infraestrutura
Entre os principais projetos em andamento está o Moegão, novo sistema de descarga ferroviária do corredor de exportação do porto. O empreendimento é considerado o maior projeto público portuário em execução no Brasil.
- Mais de 95% de execução concluída;
- Investimentos superiores a R$ 500 milhões;
- Financiamento do BNDES;
- Capacidade ferroviária ampliada em cerca de 60%;
- Movimento previsto: de 550 para 900 vagões por dia.
A obra deve melhorar significativamente o fluxo logístico e contribuir para o reequilíbrio da matriz de transporte da região.
Concessão do canal de acesso amplia eficiência operacional
Outro avanço relevante é a concessão do canal de acesso ao porto, que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos.
O contrato inclui serviços de dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária, garantindo maior previsibilidade operacional e segurança na navegação até o terminal.
Sustentabilidade ganha espaço no complexo portuário
O Porto de Paranaguá também tem avançado em iniciativas ambientais, com destaque para a instalação de sistemas de energia solar em terminais do complexo.
As medidas contribuem para a redução das emissões de carbono e fortalecem o alinhamento do setor portuário às exigências ambientais do comércio internacional.
Paraná bate recorde histórico de movimentação portuária
Em 2025, os portos paranaenses alcançaram cerca de 73,5 milhões de toneladas movimentadas, o maior volume já registrado no estado.
Localizado em uma das principais rotas logísticas do Sul do Brasil, o Porto de Paranaguá se consolida como um dos mais importantes corredores de exportação do agronegócio brasileiro, conectando a produção nacional aos principais mercados globais.
Perspectiva
Com a combinação de modernização da infraestrutura, ampliação da capacidade logística e avanços em sustentabilidade, o terminal reforça sua posição como um dos principais hubs portuários da América do Sul e peça-chave para o crescimento das exportações brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Baixa liquidez e avanço da segunda safra pressionam mercado de milho no Brasil
O mercado brasileiro de milho iniciou a semana com baixa liquidez e tendência de pressão sobre os preços, tanto no mercado físico quanto na Bolsa B3. O movimento é influenciado pela queda do dólar, recuo das cotações em Chicago e pelo avanço da segunda safra, que aumenta a oferta interna do cereal.
Segundo análise da TF Agroeconômica, o cenário externo menos favorável reduziu a competitividade do milho brasileiro nas exportações, impactando diretamente a formação de preços no mercado doméstico.
Milho na B3 encerra semana com perdas nos principais vencimentos
Os contratos futuros de milho fecharam a segunda-feira em queda. O vencimento de julho de 2026 encerrou cotado a R$ 63,65 por saca, com recuo diário de R$ 0,26 e baixa acumulada de R$ 0,69 na semana.
O contrato de setembro fechou a R$ 66,65, com queda de R$ 0,21 no dia e recuo semanal de R$ 0,33. Já o vencimento de novembro registrou baixa de R$ 0,15, encerrando a R$ 70,11 por saca.
O movimento reflete a pressão combinada do câmbio mais fraco e da menor atratividade das exportações brasileiras diante do cenário internacional.
Mercado físico tem baixa liquidez e produtores seguram vendas
No mercado interno, o avanço da colheita da segunda safra amplia a disponibilidade de milho e aumenta a cautela dos compradores. De acordo com o Cepea, há pressão tanto de consumidores domésticos quanto dos portos, o que contribui para a lentidão nas negociações.
Ao mesmo tempo, parte dos produtores opta por restringir as vendas, sem necessidade imediata de caixa ou liberação de espaço em armazéns, o que reduz ainda mais a fluidez do mercado.
A queda das cotações internacionais também reduz a paridade de exportação, limitando movimentos de recuperação dos preços internos.
Colheita avança e preços variam entre regiões produtoras
No Rio Grande do Sul, a colheita do milho alcançou 99% da área, com preços variando entre R$ 57 e R$ 63 por saca. A média estadual está em R$ 58,91.
Em Santa Catarina, as indicações de compra estão próximas de R$ 65 por saca, enquanto a demanda efetiva gira em torno de R$ 60, diferença que tem limitado o fechamento de negócios.
No Paraná, o mercado também apresenta baixa liquidez. Os compradores estão abastecidos e acompanham o avanço da colheita, que chegou a apenas 1% da área, abaixo da média histórica de 8,2%, devido ao excesso de umidade nas lavouras.
Mato Grosso do Sul tem suporte do setor de bioenergia
Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 49 e R$ 52 por saca. A colheita da safrinha também avançou para 1% da área.
Apesar da pressão geral de oferta, a demanda da indústria de bioenergia contribui para sustentar parte do consumo regional. Ainda assim, o mercado segue limitado por estoques elevados e pela expectativa de maior disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
Cenário segue de pressão com oferta elevada
O mercado de milho permanece sob influência da combinação entre aumento da oferta interna, avanço da segunda safra e cenário externo menos favorável. Esses fatores, somados aos estoques elevados no Brasil e no exterior, mantêm a liquidez baixa e dificultam uma recuperação mais consistente dos preços no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


