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Porto de Paranaguá bate recorde histórico com movimentação de mais de 78 mil toneladas de fertilizantes em único navio
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A embarcação estabeleceu um recorde ao movimentar mais de 78 mil toneladas de sulfato de amônio, superando o volume anteriormente registrado por outro navio no terminal paranaense.
Novo recorde de movimentação
O navio Tai Knighthood atracou na última sexta-feira (2), procedente da China, com um carregamento de 78.325 toneladas de sulfato de amônio, marca que representa o maior volume de fertilizantes descarregado por uma única embarcação no Porto de Paranaguá.
Esse volume supera o recorde anterior, registrado em 26 de março deste ano, quando o navio Red Marlin desembarcou 77.911 toneladas do insumo agrícola.
Importância estratégica do Porto de Paranaguá
Com esse desempenho, o Porto de Paranaguá reforça sua posição como o principal canal de entrada de fertilizantes no Brasil, sendo responsável por mais de 25% do total importado pelo país.
Segundo Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, a tendência é que o porto continue a registrar números expressivos. “Com o aumento do calado, a elevação dos nossos números será cada vez mais comum”, afirmou.
Aprofundamento do calado amplia capacidade operacional
O avanço logístico foi viabilizado pelo aumento do calado operacional — distância entre a quilha do navio e a superfície da água. No final de 2023, diversos berços do porto passaram a contar com 30 centímetros a mais de profundidade, permitindo a atracação de navios de maior porte.
Hoje, os terminais operam com calado de 13,1 metros, conforme autorizado pela Portaria nº 306/2024, que regula o tráfego marítimo e a permanência nos portos de Paranaguá e Antonina.
Para o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, essa adequação é essencial para acompanhar o crescimento do comércio exterior:
“O comércio exterior avançou muito nos últimos anos, e, com isso, surgiu a necessidade de navios maiores, com maior capacidade, para a redução do custo logístico. Nós estamos preparados para essa mudança.”
Derrocagem foi decisiva para a ampliação do calado
A obra que permitiu esse ganho de profundidade foi a derrocagem da Pedra da Palangana, concluída em novembro de 2023. Essa formação rochosa submersa limitava a área de manobra e representava um risco à navegação no canal de acesso à baía de Paranaguá.
A intervenção removeu cerca de 20 mil metros cúbicos de rocha, o equivalente a 10% da massa total estimada, que supera os 200 mil metros cúbicos.
A obra seguiu as diretrizes ambientais estabelecidas pelo licenciamento federal nº 1144/2016, emitido pelo Ibama, e foi considerada essencial para garantir segurança, eficiência operacional e competitividade ao porto.
Com investimentos em infraestrutura e modernização, o Porto de Paranaguá consolida-se cada vez mais como um dos mais importantes hubs logísticos do país, não apenas batendo recordes, mas também se preparando para atender à crescente demanda do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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