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Porto Nacional consolida título de “Capital do Agro”: exportou R$ 3 bilhões

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Porto Nacional (60 km da capital, Palmas) consolida, em 2025, a imagem de “Capital do Agro” de Tocantins, com um desempenho que chama a atenção mesmo em um cenário de preços internacionais mais baixos. De janeiro a novembro, o município exportou  quase 3 bilhões de reais, alta de 28% em relação ao mesmo período do ano passado. Na prática, a cidade caminha para o quarto ano consecutivo na liderança estadual em vendas externas, com folga superior a 200 milhões de dólares sobre Palmas, segunda colocada no ranking tocantinense.

A base desse desempenho está nos grãos. A soja responde por 65% do valor exportado, com 890 mil toneladas embarcadas em 2025, confirmando o papel do óleo e do grão como principal ativo agropecuário do município e do Estado. Resíduos de soja, usados principalmente na fabricação de ração, já somam 274 mil toneladas e representam 18% das vendas externas, cerca de 530 milhões de reais. O milho completa a lista dos líderes: 345 mil toneladas, que respondem por 12% das exportações, algo em torno de R$ 380 milhões de reais.

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O mapa dos destinos confirma a forte integração de Porto Nacional às rotas globais do agro. A China, maior compradora de commodities agrícolas do mundo, absorve 52% de tudo o que o município vende ao exterior, algo próximo de 1,6 bilhão de reais. Em seguida aparecem a Espanha, com 14% das compras, cerca de R$ 440 milhões de reais, e o Egito, com R$ 200 milhões de reais, além de outros 23 países que completam a carteira de clientes. Para o produtor, essa diversificação reduz o risco de depender de um único mercado, mesmo com o peso dominante do gigante asiático.

Os números também ajudam a explicar por que o agronegócio se tornou o principal motor da economia local. Com safras melhores em 2025 e recuperação em relação ao ano anterior, o aumento de 28% nas exportações tende a se espalhar pela cidade, impulsionando comércio, serviços, transporte, armazenagem e contratação de mão de obra. Em um momento em que a arrecadação das prefeituras sofre com queda de receitas e repasses, o campo funciona como um “amortecedor” da crise: mais cargas saindo pelo porto seco ou pelas rotas rodoviárias significam mais impostos, renda e circulação de dinheiro na praça.

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Na infraestrutura, o município tenta fazer a sua parte para que esse ciclo se mantenha. A gestão local destaca a manutenção de estradas vicinais e a construção de mais de 20 pontes nos últimos anos como ações que beneficiam tanto os grandes exportadores quanto os pequenos produtores, facilitando o acesso das propriedades às rodovias e aos armazéns.

Para o agronegócio de Porto Nacional, o desafio agora é transformar esse bom momento em base permanente de competitividade: seguir investindo em produtividade, armazenagem e logística, ao mesmo tempo em que busca diversificar mercados e produtos, para que o título de “Capital do Agro do Tocantins” venha acompanhado de renda e estabilidade no campo e na cidade.

Fonte: Pensar Agro

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Santa Catarina avança na exportação de maçãs com certificação local e embarque direto pelos portos do estado

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Exportação de maçãs ganha eficiência com certificação na origem

A cadeia produtiva da maçã em Santa Catarina passa por um avanço importante na safra 2025/2026. A partir deste ciclo, os produtores passaram a contar com a certificação fitossanitária realizada diretamente nos municípios de São Joaquim e Fraiburgo, permitindo o embarque da fruta pelos portos catarinenses.

Com condições climáticas favoráveis, a safra apresenta bom desempenho, e a expectativa é de que o estado exporte cerca de 20 mil toneladas da fruta. A nova logística representa um ganho relevante em eficiência e competitividade para o setor.

Redução de custos e ganho de qualidade no transporte

Com a descentralização da certificação, os produtores agora podem optar por embarcar a produção diretamente por portos mais próximos, como o Porto de Imbituba.

A mudança traz benefícios importantes:

  • Redução dos custos com transporte
  • Menor tempo de espera em terminais portuários
  • Aumento da vida útil da fruta, que é altamente perecível

Esses fatores contribuem para melhorar a qualidade do produto entregue ao mercado internacional e fortalecer a competitividade da maçã catarinense.

Fim da dependência de outros estados para certificação

Antes da mudança, os produtores precisavam encaminhar a carga para outros locais para obtenção da certificação fitossanitária. As principais alternativas eram:

  • Envio para Vacaria (RS), para inspeção
  • Transporte até o porto de Itajaí, com espera pela liberação

Ambas as opções geravam custos adicionais, seja com logística ou com armazenagem dos contêineres até a autorização para exportação.

Medida atende demanda histórica do setor produtivo

A descentralização da certificação atende a uma reivindicação antiga dos produtores de maçã do estado. A nova estrutura elimina etapas burocráticas e agiliza o processo de exportação.

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Além disso, a medida reforça a posição de Santa Catarina como principal produtor de maçã do Brasil, permitindo que a fruta chegue mais rapidamente aos mercados internacionais.

Certificação local já apresenta resultados na safra atual

Em São Joaquim, um dos principais polos produtores, já foram certificadas cerca de 530 toneladas de maçã diretamente na origem nesta safra.

A expectativa é que, com a consolidação do novo modelo, o volume certificado localmente aumente ao longo dos próximos ciclos, ampliando os ganhos logísticos para toda a cadeia.

Sanidade vegetal segue como pilar da competitividade

A certificação fitossanitária é uma exigência dos países importadores e garante que a fruta esteja livre de pragas e doenças. Nesse contexto, o controle sanitário desempenha papel fundamental na manutenção da presença da maçã catarinense no mercado externo.

Entre os principais avanços, destaca-se a erradicação da Cydia pomonella, praga considerada uma das mais prejudiciais à cultura da maçã. O controle foi possível por meio de monitoramento intensivo, uso de armadilhas e eliminação de focos contaminados.

Outro ponto de atenção é o controle do cancro europeu das pomáceas, causado pelo fungo Neonectria ditissima, que afeta a estrutura da planta e compromete a produtividade. Atualmente, a doença está sob controle no estado.

Além das ações de monitoramento, também há fiscalização rigorosa de cargas e orientação aos produtores, incluindo recomendações como:

  • Não transportar mudas ou sementes sem certificação
  • Adquirir plantas apenas em estabelecimentos regularizados
  • Utilizar mudas com certificação fitossanitária na implantação de pomares
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Santa Catarina lidera produção nacional de maçãs

Santa Catarina é responsável por mais da metade da produção brasileira de maçãs, que supera 1 milhão de toneladas por ano.

Para a safra atual, as estimativas indicam:

  • Mais de 265 mil toneladas da variedade gala
  • Cerca de 234 mil toneladas da variedade fuji

Além do aumento no volume, a qualidade das frutas também apresenta evolução em relação ao ciclo anterior.

Exportações ganham relevância em anos de maior oferta

O consumo interno de maçã in natura no Brasil gira em torno de 750 mil toneladas por ano. Em períodos de maior produção, como o atual, a exportação torna-se fundamental para equilibrar o mercado.

O escoamento para o exterior contribui para sustentar os preços internos, evitando excesso de oferta e garantindo melhor remuneração ao produtor.

Apesar das boas perspectivas, fatores externos, como o conflito no Oriente Médio, ainda podem impactar o desempenho das exportações ao longo de 2026.

Perspectivas: ganhos logísticos fortalecem a cadeia produtiva

A certificação fitossanitária na origem e o embarque direto pelos portos catarinenses representam um marco para a pomicultura do estado.

A expectativa é de que a medida:

  • Reduza custos operacionais
  • Amplie a competitividade internacional
  • Melhore a qualidade do produto exportado

Com isso, Santa Catarina tende a consolidar ainda mais sua posição de destaque no mercado global de maçãs.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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