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Portos do Paraná movimentam 55 milhões de toneladas em 2025 e registram crescimento de 6,2%
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A Portos do Paraná já movimentou 55,3 milhões de toneladas até setembro de 2025, um aumento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 52,1 milhões de toneladas. O crescimento é puxado pelos granéis sólidos, que representam 61,5% das cargas, seguidos pela carga geral (25,4%) e granéis líquidos (13,1%).
O milho se destaca como a commodity que mais cresceu nos portos paranaenses, tanto em volume quanto em percentual. Nos primeiros nove meses do ano, foram exportadas 2.935.569 toneladas, contra 756.044 toneladas no mesmo período de 2024, representando um aumento de 284% e um valor de US$ 582 milhões em FOB. Em setembro, a alta em relação ao mesmo mês do ano passado chegou a 356%.
Segundo Gabriel Vieira, diretor de Operações da Portos do Paraná, “as exportações nos portos de Paranaguá e Antonina tiveram crescimento em setembro, e o milho está entre os principais responsáveis por esse aumento”. O produto teve como principais destinos países do Oriente Médio, beneficiado pela alta produtividade brasileira e pela competitividade frente a embates tarifários internacionais.
Farelo de soja e frango congelado registram crescimento expressivo
O farelo de soja também apresentou avanço significativo, alcançando 5.085.054 toneladas, 13% acima do volume registrado em 2024. Os principais destinos do produto foram Países Baixos, França, Espanha, Coreia do Sul e Alemanha, gerando US$ 1,6 bilhão em FOB, o equivalente a mais de um quarto da movimentação nacional.
O Porto de Paranaguá concentrou 44% da exportação nacional de carne de frango congelada, totalizando 1,5 milhão de toneladas e US$ 2,7 bilhões em FOB. Os principais destinos foram África do Sul, México e Emirados Árabes. Para atender à demanda, o Terminal de Contêineres de Paranaguá dispõe do maior pátio de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas, além de ser o maior concentrador de linhas marítimas do país, com 23 serviços marítimos.
Além disso, o envio de óleos vegetais teve alta de 45% em setembro e acumula crescimento de 49% no ano, enquanto a exportação de celulose registrou aumento de 72% no mês e 28% no acumulado até setembro.
Importações de fertilizantes, trigo e derivados de petróleo crescem
No setor de importações, os fertilizantes lideram o volume desembarcado, com 1.038.153 toneladas em setembro. O Porto de Paranaguá é o maior canal de entrada de adubos do Brasil, respondendo por 25,5% da movimentação nacional, avaliada em US$ 3 bilhões em FOB.
O desembarque de trigo também teve crescimento expressivo, com alta de 132% em setembro, totalizando 269.308 toneladas, frente a 28.850 toneladas no mesmo mês de 2024. A redução da área plantada e eventos climáticos desfavoráveis comprometeram a produção nacional, aumentando a necessidade de importação para abastecer o mercado interno.
Os derivados de petróleo registraram aumento de 46% no mês e, pela primeira vez em 2025, o acumulado do ano superou em 3% os volumes de granéis líquidos do período anterior, refletindo maior demanda e importações estratégicas.
Mais navios e infraestrutura contribuem para recorde histórico
O aumento do calado, de 13,1 m para 13,3 m, permitiu maior volume de carga por navio sem aumento nos custos operacionais, incentivando mais atracações. Entre janeiro e setembro, foram 2.124 navios, superando o total de 2.068 registrado em todo o ano de 2024.
A expectativa é que a Portos do Paraná feche 2025 com recorde histórico, ultrapassando 70 milhões de toneladas movimentadas até dezembro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%
O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.
Compradores aguardam maior oferta da safrinha
Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.
A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.
Clima segue no radar dos agentes do mercado
As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.
O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.
Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.
Relatório do USDA influencia expectativas globais
No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.
A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.
Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam
Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.
A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.
Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:
- Alta de 57,9% na receita média diária;
- Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
- Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.
O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.
Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.
Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:
- Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
- Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
- Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
- Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
- Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
- Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.
A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.
Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses
O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.
Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.
Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

