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Potencial de florestas plantadas para remover carbono e recuperar áreas degradadas é tema de debate com participação do Mapa na COP30
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou, no Pavilhão da Finlândia da Blue Zone da COP30, de um debate sobre o papel das florestas plantadas na remoção de carbono e na recuperação de áreas degradadas. Representando o governo brasileiro, o auditor fiscal federal agropecuário Luis Rangel apresentou a visão do país sobre o uso de sistemas florestais como ferramenta estratégica para ampliar a sustentabilidade na agricultura e impulsionar a transição para uma economia alinhada à neutralidade de carbono.
O painel reuniu empresas nacionais e internacionais de madeira e celulose, representantes do setor privado, pesquisadores e instituições brasileiras, em uma discussão com o Instituto Brasileiro da Árvore sobre florestas plantadas e o potencial de recuperação de áreas degradadas com remoção de carbono.
Rangel destacou a diversidade de atores envolvidos e ressaltou que essa articulação é fundamental para o desenvolvimento de soluções sustentáveis. Ele também enfatizou a necessidade de ampliar a escala de florestas plantadas como parte das estratégias de mitigação climática do país. “A discussão abordou justamente as possibilidades, as expectativas e o impulso que este momento da COP oferece para avançarmos nessa visão de futuro”, avaliou.
O representante do Mapa reforçou ainda que as florestas plantadas podem contribuir diretamente para metas climáticas mais ambiciosas, ampliando a capacidade de remoção de carbono no setor agropecuário. “Estamos falando de colocar a agricultura cada vez mais com possibilidades de remoções que nos aproximem do carbono neutro, ou mesmo de resultados negativos em carbono”, afirmou.
Informação à imprensa
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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