CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Prazo para georreferenciamento de propriedades rurais termina em 20/11

Publicados

AGRONEGOCIOS

O prazo para o georreferenciamento de imóveis com menos de 25 hectares vence no dia 20 de novembro e, se nada mudar até lá, todos os imóveis rurais deverão estar georreferenciados para que possam ser objeto de transações imobiliárias, como compra, venda, desmembramento e remembramento.

Embora um projeto de lei em tramitação no Senado proponha estender a data para 31 de dezembro de 2028, o fato é que, até o momento, o que vale é a regra atual, e quem não se adequar corre o risco de enfrentar dificuldades para regularizar a propriedade ou realizar negócios.

O georreferenciamento consiste no mapeamento detalhado do imóvel, atribuindo coordenadas geográficas precisas às divisas e limites da terra. Esse levantamento técnico, exigido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), deve ser feito por profissionais habilitados junto ao órgão, normalmente engenheiros agrimensores ou engenheiros agrônomos com especialização em georreferenciamento. O processo utiliza equipamentos de alta precisão, como GPS de uso profissional, para garantir que os dados coletados sejam aceitos oficialmente.

Leia Também:  Banco Master Alavanca sua Presença no Agronegócio com Aquisição do Banco Voiter

Para iniciar o processo, o produtor deve contratar um técnico credenciado e, de posse do levantamento, encaminhar a documentação para certificação no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) do Incra. Só depois de validado pelo sistema o material poderá ser utilizado nos cartórios de registro de imóveis para a regularização da matrícula da propriedade. A recomendação de especialistas é não deixar para a última hora, já que a demanda tende a crescer quanto mais próximo estiver o prazo final, o que pode elevar os custos e provocar atrasos na entrega do serviço.

Mais do que uma obrigação burocrática, o georreferenciamento é visto como um passo estratégico para valorizar o patrimônio rural. Propriedades devidamente regularizadas tendem a ter maior liquidez, facilitam acesso a crédito bancário e reduzem riscos de disputas jurídicas. Por isso, mesmo com a possibilidade de alteração no prazo por meio de projeto de lei, a orientação de consultores e entidades do setor é clara: quem puder, deve se adiantar e garantir a regularização agora, evitando correr riscos desnecessários.

Fonte: Pensar Agro

Leia Também:  C.Vale amplia em 14% o processamento de peixes e bate recordes na produção de tilápias em 2025

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Sicredi libera R$ 53 bilhões ao agronegócio no Plano Safra 2025/26 e amplia seguros rurais em 30%

Publicados

em

O Sicredi liberou quase R$ 53 bilhões em crédito ao agronegócio no âmbito do Plano Safra 2025/26 até março, volume 16,5% superior ao registrado no ciclo anterior. No mesmo período, a instituição também ampliou em 30% a contratação de seguros rurais, reforçando sua atuação no financiamento e na gestão de riscos do setor.

Os dados foram apresentados durante coletiva de imprensa na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), pelo superintendente de Agronegócio do Sicredi, Vitor de Moraes.

Carteira agro supera R$ 120 bilhões

Segundo a instituição, a carteira de crédito voltada ao agronegócio já ultrapassa R$ 120 bilhões, consolidando o Sicredi como o principal agente privado de repasse de crédito rural no país.

O desempenho reflete a estratégia de expansão de linhas de financiamento e instrumentos financeiros voltados à sustentabilidade econômica dos produtores, especialmente em um cenário de juros elevados e maior pressão sobre a rentabilidade no campo.

Crédito e proteção financeira avançam juntos

Além do crescimento no crédito, o Sicredi tem intensificado a oferta de ferramentas de proteção financeira, como derivativos e operações em moeda estrangeira.

Leia Também:  Banco Master Alavanca sua Presença no Agronegócio com Aquisição do Banco Voiter

De acordo com a instituição, a estratégia busca reduzir riscos e estabilizar a renda dos produtores, especialmente daqueles com receita atrelada ao dólar. A carteira de operações em moeda estrangeira já se aproxima de R$ 10 bilhões.

“O objetivo é ajudar o produtor não apenas a produzir mais, mas também a alcançar melhor resultado financeiro. Os instrumentos de proteção permitem proteger tanto a produção quanto a rentabilidade”, afirmou Vitor de Moraes.

Seguro rural cresce e alcança R$ 60 bilhões em cobertura

O Sicredi registrou 113 mil apólices de seguro agrícola e rural em 2025, com cobertura total aproximada de R$ 60 bilhões, incluindo lavouras, máquinas e benfeitorias.

Somente o seguro agrícola somou R$ 2,4 bilhões em cobertura e apresentou crescimento de 30% em valor na comparação anual, reforçando a busca dos produtores por proteção diante de eventos climáticos e volatilidade de mercado.

Cenário de crédito segue desafiador

Mesmo com expectativa de eventual queda nos juros, o Sicredi avalia que o custo do crédito rural deve continuar elevado nos próximos ciclos, o que exige maior diversificação de instrumentos financeiros.

Leia Também:  Programa de logística reversa do tabaco coleta embalagens de agrotóxicos e encaminha para reciclagem

A instituição afirma que seguirá ampliando alternativas de financiamento e soluções de gestão de risco para o próximo Plano Safra.

“Mesmo com eventual redução da taxa de juros, o cenário ainda deve ser de crédito caro. Por isso, vamos seguir buscando alternativas mais competitivas para o produtor”, destacou Moraes.

Perspectiva para o setor

O avanço simultâneo em crédito e seguros reforça a tendência de maior profissionalização da gestão financeira no agronegócio brasileiro. A estratégia combina acesso a capital, mitigação de riscos e uso de instrumentos de mercado, em um cenário de maior complexidade econômica e climática no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA