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Preço da carne de frango recua pelo terceiro mês, mas segue acima do registrado em 2024
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Queda em julho é a terceira consecutiva, mas menos intensa
Os preços médios da carne de frango registraram nova queda em julho, marcando o terceiro mês consecutivo de recuo, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Apesar da sequência de retrações, o movimento foi menos intenso que nos meses anteriores, especialmente desde que países parceiros impuseram restrições às importações após a confirmação de um caso de Influenza Aviária em uma granja comercial em Montenegro (RS), em maio.
Cotações superam as de julho de 2024
Mesmo com a desvalorização recente, o Cepea destaca que os preços médios da carne de frango em julho de 2025, em termos reais, ainda superam os registrados no mesmo mês do ano passado. Esse cenário indica uma recuperação parcial do setor e reforça a resiliência do mercado interno frente aos desafios sanitários enfrentados no primeiro semestre.
Mercado do frango vivo apresenta valorização
Diferentemente do produto processado, o frango vivo teve aumento de preços tanto na comparação mensal quanto anual. A valorização está relacionada à retomada gradual das exportações brasileiras de carne de frango, com a reabertura de mercados importantes.
Entre os países que voltaram a comprar do Brasil estão África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong e Vietnã. Segundo analistas e colaboradores consultados pelo Cepea, esse retorno progressivo dos parceiros internacionais tem contribuído para a sustentação dos preços no mercado vivo.
Perspectiva de estabilização
Com a recuperação das exportações e o controle dos casos de Influenza Aviária, a expectativa é de que o mercado da carne de frango comece a apresentar maior estabilidade nos próximos meses. A manutenção da demanda externa e o ritmo da produção nacional serão fatores decisivos para os próximos movimentos de preço.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Porto de Paranaguá amplia exportação de frango com energia renovável e investimentos bilionários em infraestrutura
O Porto de Paranaguá reforçou sua posição como principal porta de saída do frango congelado brasileiro para o mercado internacional ao registrar forte movimentação da proteína nos cinco primeiros meses de 2026. O desempenho consolida o complexo portuário paranaense como um dos principais pilares da logística do agronegócio nacional e evidencia os investimentos realizados para ampliar capacidade operacional, eficiência e sustentabilidade.
O crescimento das exportações é sustentado por uma das maiores infraestruturas de armazenagem refrigerada do país. O terminal conta atualmente com um pátio equipado com 5.280 tomadas elétricas destinadas ao abastecimento de contêineres refrigerados (reefers), utilizados no transporte de carnes, pescados e outros produtos perecíveis destinados ao mercado externo.
Energia 100% renovável fortalece competitividade das exportações
Toda a operação de refrigeração do terminal é abastecida por energia elétrica proveniente de fontes renováveis, certificada internacionalmente pelo sistema I-REC (International Renewable Energy Certificate). A iniciativa reduz significativamente as emissões de carbono associadas às operações portuárias e fortalece a estratégia de sustentabilidade adotada pela Portos do Paraná.
Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva, a expansão da estrutura reafirma o compromisso da autoridade portuária em acompanhar o crescimento das exportações brasileiras.
“A consolidação do maior pátio reefer do país em Paranaguá demonstra nossa capacidade de responder rapidamente às exigências do mercado internacional. Aliar eficiência logística ao uso de energia 100% renovável aumenta a competitividade do Paraná e garante uma cadeia de exportação mais limpa, segura e preparada para os desafios globais”, afirma.
Porto acelera transição energética com eletrificação de equipamentos
Além da ampliação da estrutura frigorificada, o complexo portuário iniciou um importante projeto de transição energética.
Três RTGs (Rubber Tyred Gantry), guindastes utilizados na movimentação de contêineres, passaram a operar com energia elétrica em substituição ao diesel. O projeto-piloto representa a primeira etapa da eletrificação dos equipamentos do terminal, que atualmente possui 40 máquinas desse tipo em operação.
A iniciativa busca reduzir emissões de gases de efeito estufa, diminuir o consumo de combustíveis fósseis e elevar a eficiência operacional das atividades portuárias.
Nova subestação amplia capacidade energética
Os avanços também incluem a implantação de uma moderna subestação elétrica do tipo GIS (Gas Insulated Substation), tecnologia de alta confiabilidade que melhora a distribuição de energia e oferece maior segurança operacional para atender à crescente demanda logística do terminal.
Nos últimos anos, o grupo CMPort, responsável pela administração do terminal, investiu aproximadamente R$ 500 milhões na modernização da infraestrutura portuária.
Um novo ciclo de investimentos, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, encontra-se em fase de estruturação e deverá ampliar ainda mais a capacidade operacional do complexo nos próximos anos.
Para Luiz Fernando Garcia da Silva, esses aportes consolidam o planejamento estratégico voltado à modernização do Porto de Paranaguá.
“A modernização energética e os investimentos estruturantes demonstram que Paranaguá está preparado para atender às novas demandas do comércio internacional. Nosso compromisso é garantir que essa expansão ocorra com elevada eficiência operacional, responsabilidade ambiental e maior competitividade para o agronegócio brasileiro”, destaca.
Certificação internacional reforça compromisso ambiental
O terminal também possui certificação ISO 50001, norma internacional voltada à gestão eficiente de energia, e mantém metas permanentes para redução das emissões de gases de efeito estufa e aumento da eficiência operacional.
As ações estão alinhadas aos padrões internacionais de sustentabilidade exigidos pelos principais mercados consumidores e fortalecem a imagem do Brasil como fornecedor de alimentos produzidos dentro de critérios ambientais cada vez mais rigorosos.
Logística fortalece exportações do agronegócio
Com estrutura moderna e investimentos contínuos, o Porto de Paranaguá desempenha papel estratégico na logística das exportações brasileiras de proteínas animais, atendendo mercados da Ásia, Europa, Oriente Médio e América do Norte.
A combinação entre expansão da capacidade operacional, adoção de energia renovável, modernização tecnológica e novos investimentos posiciona o complexo portuário como uma das principais referências em infraestrutura logística sustentável da América Latina, contribuindo para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no comércio internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


