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Preço da mandioca sobe pela oitava semana seguida com oferta limitada e demanda aquecida, aponta Cepea

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Apesar das chuvas recentes, que foram pontuais e de baixo volume, a falta de umidade ainda predomina na maioria das regiões produtoras de mandioca do país. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a condição climática tem limitado a produtividade das lavouras e reduzido o teor de amido nas raízes mais novas, o que desestimula a comercialização por parte dos produtores.

Com a oferta abaixo da demanda industrial, os preços seguem em alta pelo oitavo período consecutivo, refletindo o desequilíbrio entre produção e consumo.

Média da tonelada sobe 2% na semana e 7,5% no mês

De acordo com o Cepea, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia atingiu R$ 563,83, equivalente a R$ 0,9806 por grama de amido. O aumento foi de 2% na comparação semanal e de 7,5% nas últimas quatro semanas.

Mesmo com essa valorização, o preço médio real – corrigido pelo IGP-DI – ainda está 10,7% abaixo do observado no mesmo período de 2024.

Indústrias enfrentam queda na produção de fécula

A escassez de mandioca nas lavouras e o menor rendimento industrial têm restringido a produção de fécula em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. A situação preocupa o setor, já que a demanda segue firme e as empresas enfrentam dificuldade para recompor os estoques, que caíram pela décima semana consecutiva, atingindo o menor nível desde maio.

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Perspectiva para o mercado

Com o cenário de baixa oferta e alta demanda, o mercado de mandioca tende a permanecer pressionado nas próximas semanas. A expectativa é que a recuperação da umidade do solo e o avanço das chuvas possam amenizar o quadro e normalizar gradualmente a oferta de raízes no decorrer do último trimestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do feijão: preços sobem para grãos de maior qualidade, mas demanda limita negócios

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O mercado de feijão registrou baixa liquidez no segmento disponível (spot), com predominância de negociações por amostras e perda de eficiência do pregão como formador de preços. Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o ritmo de comercialização segue lento, com dificuldades para repassar preços mais elevados ao longo da cadeia.

Baixa liquidez e desalinhamento entre oferta e demanda

De acordo com o analista Evandro Oliveira, o escoamento foi limitado, especialmente na bolsa, refletindo o desalinhamento entre as pedidas mais altas nas regiões produtoras e a capacidade de absorção do mercado comprador.

Esse cenário tem dificultado o avanço das negociações e reduzido a fluidez das operações no mercado físico.

Estoques curtos sustentam preços no feijão de melhor qualidade

Do lado da oferta, o mercado enfrenta restrição estrutural, com estoques reduzidos em importantes estados produtores, como Minas Gerais, Goiás, Paraná e São Paulo.

A principal pressão de alta vem da escassez de feijão de qualidade superior, especialmente lotes classificados como nota 9 ou acima, que apresentam características como ausência de manchas, escurecimento lento e grãos de maior peneira.

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Com isso, a maior parte das negociações ocorre com produtos de padrão intermediário, entre 7,5 e 8,5, o que mantém prêmios elevados para os melhores lotes e direciona a demanda para categorias inferiores.

Preços firmes no FOB, mas com dificuldade de repasse

No mercado FOB, os preços seguem firmes, sustentados pela limitação da oferta. No entanto, a valorização encontra resistência na ponta final da cadeia, devido à dificuldade de repasse ao varejo.

A demanda, segundo o analista, tem atuado de forma defensiva, com empacotadoras focadas apenas na reposição mínima de estoques, o que limita o volume de negociações.

Tendência depende de recuperação da demanda

Apesar do viés de estabilidade a leve alta nos fundamentos, o mercado ainda depende de uma retomada mais consistente da demanda e do avanço da colheita para ganhar tração e consolidar movimentos de valorização.

Feijão preto enfrenta pressão com consumo enfraquecido

No caso do feijão preto, o cenário é mais desafiador. O mercado apresentou liquidez extremamente baixa ao longo da semana, com poucas negociações e ausência de reação mesmo diante de quedas consecutivas nos preços.

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A bolsa teve participação reduzida, com operações pontuais ou inexistentes.

Preços próximos do piso nas principais regiões produtoras

Nas regiões de origem, como Paraná, Santa Catarina e São Paulo, as cotações recuaram ou se estabilizaram em níveis baixos, indicando consolidação de um piso regional.

A pressão sobre os preços é resultado da forte concorrência entre vendedores e da necessidade de escoamento de estoques.

Oferta confortável e demanda limitada travam mercado

Ao contrário do feijão de maior qualidade, o feijão preto apresenta oferta mais confortável ao longo da cadeia produtiva.

Por outro lado, a demanda segue enfraquecida, com baixo consumo e reposição limitada por parte do varejo, o que reduz o ritmo de comercialização.

Perspectiva é de mercado lateral a baixista no curto prazo

A tendência para o feijão preto no curto prazo é de estabilidade com viés de baixa. O mercado permanece desancorado e depende diretamente de uma recuperação da demanda para reequilibrar preços e estimular novas negociações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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