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Preço do diesel comum registra primeira queda em oito meses, aponta Edenred Ticket Log
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O diesel comum no Brasil apresentou queda no preço pela primeira vez desde junho de 2024. Segundo o mais recente levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o preço médio do combustível no país foi de R$ 6,50 em março, representando uma redução de 0,31% em relação ao mês anterior. O diesel S-10 também registrou queda, sendo comercializado a R$ 6,56, uma baixa de 0,61%. Para esse tipo de combustível, a última redução havia ocorrido em setembro de 2024.
“Após sucessivos meses de alta, o preço do diesel apresentou uma leve redução, que ainda não gera grande impacto para o consumidor. Essa movimentação apontada pelo IPTL ocorre após o reajuste do ICMS, anunciado em fevereiro, e de meses de pressão no custo do combustível devido à valorização do petróleo e à instabilidade cambial”, explica Renato Mascarenhas, diretor de Rede, Operações e Transformação da Edenred Mobilidade.
Variações regionais
Apesar da média nacional indicar redução, os preços do diesel apresentaram comportamentos distintos entre as regiões. O Norte registrou os valores mais elevados, com o diesel comum a R$ 7,07, após queda de 0,14%, e o diesel S-10 a R$ 6,93, com um aumento de 0,29% — o maior acréscimo entre todas as regiões para esse tipo de combustível.
Por outro lado, a região Sul teve os menores preços. O diesel comum foi comercializado a R$ 6,33, com redução de 0,31%, enquanto o tipo S-10 ficou em R$ 6,38, com uma queda de 0,78%, a maior do país.
No Centro-Oeste, o diesel comum registrou a maior alta regional, subindo 0,76% e atingindo R$ 6,62. Em contrapartida, o Nordeste teve a maior queda, com redução de 0,91%, levando o preço médio a R$ 6,53.
Destaques por estado
No ranking estadual, o Acre teve a maior média para o diesel comum em março, com o combustível a R$ 7,85 após um aumento de 0,77%. O menor preço foi observado no Paraná, onde o diesel foi comercializado a R$ 6,32, registrando queda de 0,94%.
O Amazonas teve o maior aumento para o diesel comum, com alta de 2,94%, chegando a R$ 7,00. Em contrapartida, Rondônia apresentou a maior redução, de 5,16%, levando o preço do combustível para R$ 6,99.
Para o diesel S-10, o Acre também teve o maior preço médio, de R$ 7,87, após um acréscimo de 0,77%. O menor valor foi identificado em Pernambuco, onde o combustível custou R$ 6,37, após uma redução de 1,85%.
O Amazonas liderou os aumentos do diesel S-10, com alta de 2,03%, chegando a R$ 7,05. A maior queda foi registrada no Rio Grande do Norte, onde o preço do combustível recuou 1,94%, fixando-se em R$ 6,58.
Metodologia do levantamento
O IPTL é um indicador de preços de combustíveis calculado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log. Com uma estrutura avançada de data science, o índice reflete com precisão o comportamento dos preços praticados no mercado, sendo altamente confiável devido ao grande volume de transações monitoradas pela empresa. A Edenred Ticket Log atua no segmento de mobilidade há mais de 30 anos, oferecendo soluções inovadoras para facilitar a gestão de abastecimento e frota.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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