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Preço do suíno segue pressionado com oferta elevada e demanda fraca no mercado interno

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O mercado de suínos vivos no Brasil segue enfrentando dificuldades na formação de preços. A combinação entre oferta elevada de animais e demanda enfraquecida no consumo interno mantém as cotações pressionadas, com recuos registrados ao longo da última semana.

Segundo análise da Safras & Mercado, a indústria frigorífica tem adotado postura cautelosa nas compras, refletindo o ritmo lento de escoamento da carne no atacado, onde ainda não há espaço para reajustes.

Demanda interna limitada restringe recuperação dos preços

De acordo com o analista Allan Maia, o consumo segue enfraquecido, impactado pela menor capacidade de compra das famílias no fim do mês.

“A demanda permanece limitada e deve seguir pressionada até o encerramento do mês. A expectativa é de uma leve recuperação na primeira quinzena de maio, com a entrada de salários e melhora na competitividade da carne suína frente ao frango”, avalia.

A possível alta nos preços da carne de frango — principal concorrente — pode favorecer o consumo de carne suína nas próximas semanas.

Preços do suíno vivo e da carne registram queda

Levantamento da consultoria aponta recuo generalizado nas cotações:

  • Suíno vivo: de R$ 5,81 para R$ 5,66/kg
  • Carcaça no atacado: de R$ 9,11 para R$ 8,98/kg
  • Pernil: média de R$ 11,39/kg
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Em São Paulo, a arroba suína caiu de R$ 110,00 para R$ 106,00, refletindo o cenário de mercado mais pressionado.

Quedas atingem principais estados produtores

A retração nos preços foi observada em diversas regiões do país:

  • Rio Grande do Sul: interior caiu de R$ 5,75 para R$ 5,50/kg
  • Santa Catarina: interior recuou de R$ 5,65 para R$ 5,35/kg
  • Paraná: mercado livre caiu de R$ 5,70 para R$ 5,40/kg
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande recuou de R$ 5,70 para R$ 5,40/kg
  • Goiás (Goiânia): queda de R$ 5,50 para R$ 5,40/kg
  • Mato Grosso (Rondonópolis): recuo de R$ 5,90 para R$ 5,70/kg

Nos sistemas de integração, os preços apresentaram maior estabilidade, refletindo contratos previamente estabelecidos.

Exportações ajudam a reduzir excedente interno

Apesar da pressão no mercado doméstico, as exportações seguem como fator de sustentação parcial dos preços.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que, nos primeiros 12 dias úteis de abril, o Brasil exportou:

  • 73,0 mil toneladas de carne suína
  • Receita de US$ 180,4 milhões
  • Preço médio de US$ 2.471,4 por tonelada
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Na comparação com abril de 2025:

  • Valor médio diário: +8,7%
  • Volume médio diário: +10%
  • Preço médio: -1,1%

O bom desempenho externo contribui para reduzir parte da oferta interna, mas ainda não é suficiente para reverter a tendência de queda nas cotações.

Perspectiva de curto prazo ainda é de cautela

O mercado deve seguir pressionado no curto prazo, com expectativa de melhora gradual apenas no início de maio, quando o consumo tende a reagir.

A evolução dos preços dependerá principalmente de:

  • Recuperação da demanda interna
  • Competitividade frente a outras proteínas
  • Continuidade do bom desempenho das exportações

A suinocultura brasileira atravessa um momento de ajuste, marcado por excesso de oferta e consumo retraído. Mesmo com exportações em bom ritmo, o mercado interno segue determinante para a formação de preços. A expectativa é de recuperação moderada nas próximas semanas, condicionada à retomada da demanda e ao equilíbrio entre oferta e consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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