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Preço do trigo se mantém firme no Brasil com oferta restrita e baixa liquidez no mercado

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Mercado de trigo encerra semana com preços sustentados e pouca negociação

O mercado brasileiro de trigo fechou a semana com baixa movimentação no mercado spot, mantendo preços firmes diante de um cenário de oferta restrita e dificuldade de acesso a produto de melhor qualidade.

De acordo com análise da Safras & Mercado, o ambiente segue marcado por negociações pontuais e desalinhamento entre compradores e vendedores, o que limita a liquidez no curto prazo.

Escassez de trigo de qualidade é principal fator de sustentação

Segundo o analista Elcio Bento, o principal vetor do mercado continua sendo a limitação na oferta, tanto em volume quanto em qualidade.

A disponibilidade reduzida de trigo panificável tem ampliado o diferencial entre lotes, elevando a disputa por produto de melhor padrão e sustentando os preços, especialmente nas regiões produtoras do Sul.

Preços registram alta no Paraná e no Rio Grande do Sul

Ao longo da semana, o mercado doméstico apresentou recuperação moderada nas cotações:

  • Paraná: média de R$ 1.373 por tonelada, com alta de 1% na semana e 9% no mês
  • Rio Grande do Sul: preços próximos de R$ 1.275 por tonelada, acumulando valorização de 11% no período
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Apesar do avanço recente, os valores ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período de 2025, reflexo principalmente do comportamento do câmbio.

Produtores seguram vendas e indústria mantém posição confortável

O ritmo de negócios segue travado no país. Produtores adotam postura cautelosa, evitando comercializar em níveis considerados pouco atrativos, enquanto a indústria opera com estoques que permitem adiar novas aquisições.

Esse cenário contribui para o baixo volume de negociações e reforça o equilíbrio instável entre oferta e demanda.

Estoques baixos mantêm mercado ajustado no curto prazo

A disponibilidade interna de trigo segue limitada. Estimativas apontam estoques remanescentes de aproximadamente:

  • 100 mil toneladas no Paraná
  • 250 mil toneladas no Rio Grande do Sul

No caso gaúcho, a demanda projetada para moagem nos próximos meses supera significativamente o volume disponível, o que mantém o mercado ajustado.

Os compradores indicam preços ao redor de R$ 1.260 por tonelada, podendo alcançar até R$ 1.300 em contratos para prazos mais longos.

Mercado externo e câmbio influenciam formação de preços

No cenário internacional, o trigo argentino segue cotado em torno de US$ 240 por tonelada. No entanto, incertezas relacionadas à qualidade do produto têm reduzido a oferta efetiva de trigo panificável, aumentando a necessidade de buscar origens alternativas.

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Ao mesmo tempo, o câmbio abaixo de R$ 5,00 atua como fator moderador sobre os preços internos, impactando a paridade de importação — principal referência para o mercado brasileiro.

Tendência é de mercado firme, mas com liquidez limitada

A combinação de oferta restrita, estoques baixos e cautela nas negociações mantém o mercado de trigo sustentado no curto prazo.

Ainda assim, a baixa liquidez e as incertezas sobre qualidade e origem do produto indicam um ambiente de atenção para produtores e indústrias, que seguem ajustando suas estratégias diante de um cenário ainda indefinido.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de açúcar deve atingir 1,39 milhão de toneladas nos portos brasileiros, aponta line-up

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Apesar do ritmo firme nos embarques, dados de abril indicam queda na receita, no volume diário e nos preços médios em relação ao mesmo período de 2025.

Line-up mantém ritmo elevado de embarques de açúcar

O volume de açúcar programado para exportação nos portos brasileiros segue robusto na reta final de abril. De acordo com levantamento da Williams Brasil, o line-up indica o embarque de 1,399 milhão de toneladas, levemente acima das 1,385 milhão registradas na semana anterior.

O número de navios aguardando para carregar o produto se manteve estável, com 34 embarcações na semana encerrada em 22 de abril.

O levantamento considera navios já atracados, em espera no largo e aqueles com chegada prevista até o dia 6 de maio.

Porto de Santos concentra maior volume de exportação

O Porto de Santos lidera a movimentação de açúcar no país, concentrando a maior parte dos embarques programados.

Confira a distribuição por porto:

  • Porto de Santos (SP): 938.417 toneladas
  • Porto de Paranaguá (PR): 197.600 toneladas
  • Porto de São Sebastião (SP): 136.000 toneladas
  • Porto de Maceió (AL): 127.220 toneladas
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A concentração logística reforça a importância da infraestrutura portuária do Sudeste e Sul para o escoamento da produção sucroenergética.

Açúcar VHP domina pauta de exportação

Do total programado para embarque, a maior parte corresponde ao açúcar do tipo VHP (Very High Polarization), principal produto exportado pelo Brasil.

A composição da carga é a seguinte:

  • VHP: 1.341.237 toneladas
  • Cristal B150: 35 mil toneladas
  • TBC: 23 mil toneladas

O predomínio do VHP reflete a forte demanda internacional por açúcar bruto, especialmente para refino em mercados externos.

Exportações somam 738 mil toneladas em abril

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 738.475 toneladas de açúcar em abril (até o momento), com receita total de US$ 281,836 milhões.

A média diária de embarques foi de:

  • 61,539 mil toneladas/dia
  • Receita média de US$ 23,486 milhões/dia
  • Preço médio de US$ 381,60 por tonelada
Receita, volume e preços registram queda anual

Na comparação com abril de 2025, o desempenho das exportações apresenta retração em diferentes indicadores:

  • Receita diária: queda de 35% (ante US$ 36,107 milhões/dia)
  • Volume diário: recuo de 20,6% (ante 77,538 mil toneladas/dia)
  • Preço médio: baixa de 18% (ante US$ 465,70 por tonelada)
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O cenário reflete ajustes no mercado internacional, com impacto direto sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado segue atento à dinâmica global de preços

Mesmo com o elevado volume programado para embarque, o setor sucroenergético monitora a evolução dos preços internacionais e da demanda global.

A combinação entre oferta robusta e preços mais baixos exige atenção dos exportadores, que buscam equilibrar volume e rentabilidade nas operações ao longo da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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