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Preços da tilápia seguem firmes em fevereiro com demanda aquecida durante a Quaresma

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Os preços da tilápia mantiveram-se firmes ao longo de fevereiro nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi impulsionado por um cenário de oferta relativamente limitada de peixes no mercado combinado com demanda aquecida, típica do período da Quaresma, quando o consumo de pescado costuma aumentar.

Segundo levantamento do Cepea, esse contexto tem contribuído para manter as cotações sustentadas no mercado interno.

Demanda sazonal fortalece mercado de tilápia

Durante a Quaresma, período tradicionalmente marcado pela substituição de carnes por pescado na alimentação, o consumo de tilápia tende a crescer. Esse aumento na procura ocorre ao mesmo tempo em que a disponibilidade de peixes no mercado se mantém mais restrita.

A combinação desses fatores favorece a valorização do produto e mantém as cotações em níveis firmes nas regiões monitoradas.

Poder de compra dos produtores permanece elevado

Com os preços sustentados no mercado, os produtores de tilápia seguem com bom poder de compra em relação aos principais insumos utilizados na atividade.

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De acordo com os dados do Cepea, esse cenário positivo ocorre mesmo diante das variações nos custos de produção, o que contribui para manter a atividade relativamente equilibrada no curto prazo.

Exportações avançam, mas volume ainda é menor que em 2025

No comércio exterior, as exportações brasileiras de tilápia e de produtos derivados continuaram apresentando crescimento ao longo de fevereiro.

Apesar do avanço mensal, o volume embarcado ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, indicando que o setor ainda não recuperou totalmente o ritmo observado em 2025.

Desvalorização do dólar limita crescimento da receita

Embora o volume exportado tenha aumentado em fevereiro, a receita obtida com as vendas externas não apresentou crescimento.

Esse resultado está relacionado à desvalorização do dólar frente ao real, fator que reduz o valor recebido em moeda nacional pelos exportadores brasileiros.

Mercado segue atento à demanda e ao câmbio

O desempenho do mercado de tilápia nos próximos meses deverá continuar sendo influenciado por fatores como a evolução da demanda interna, a disponibilidade de peixes e as variações no câmbio, que impactam diretamente a competitividade das exportações brasileiras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reino Unido anuncia bloqueio a produtos agrícolas ligados a desmatamento

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O governo britânico anunciou nesta terça-feira (23.06), que aplicará medidas para impedir a compra de produtos agrícolas de origem estrangeira vindos de terras desmatadas. A decisão, que deve entrar em vigor em 2027, caiu como uma bomba sobre o agronegócio brasileiro que já enfrenta um embargo sanitário da União Europeia contra a carne e outros produtos de origem animal, com vigência a partir de 3 de setembro de 2026.

A nova ofensiva britânica segue a lógica do Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), ao ignorar a soberania da legislação ambiental brasileira. Ao desconsiderar as autorizações de supressão vegetal concedidas por órgãos oficiais do Brasil, o Reino Unido e o bloco europeu impõem critérios unilaterais que tratam qualquer área desmatada — ainda que dentro da lei — como um impeditivo para a importação.

Para o setor agroexportador, a combinação das medidas representa uma mudança estrutural na dinâmica de comércio exterior. A exigência de rastreabilidade plena e a não aceitação dos protocolos nacionais de licenciamento colocam em risco a rentabilidade das exportações para os dois blocos, que compõem o principal mercado de alto valor agregado para a proteína animal e as commodities brasileiras.

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O bloqueio sanitário, oficializado pela Comissão Europeia no dia 4 deste mês, baseia-se na alegação de falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos e antibióticos. A proibição afeta toda a cadeia de proteína animal — carne, frango, pescado, leite e mel — e impõe um prejuízo imediato ao fluxo de caixa das indústrias exportadoras, que agora buscam, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e entidades como a ABIEC, reverter a sanção.

A estratégia dos blocos europeus desloca o eixo de competitividade do agronegócio: a eficiência produtiva, que sustentou o crescimento do setor nas últimas décadas, cede lugar à capacidade de submissão documental a exigências ambientais e sanitárias que extrapolam o Código Florestal Brasileiro. Sem o reconhecimento mútuo das leis locais, o produtor nacional torna-se refém de um rigor técnico que, na prática, funciona como uma barreira não tarifária para proteger mercados internos europeus e britânicos.

O governo do Reino Unido disse que vai ouvir empresas e outros países antes de aplicar as novas regras contra o desmatamento, num processo que chamam de “consulta pública”. Isso vai acontecer ao longo deste ano. Na prática, é a última chance do Brasil tentar negociar e pedir que os ingleses aceitem nossas leis e documentos como prova de que o produto não veio de desmate

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Mas, para quem entende do assunto, essa consulta tem cara de “jogo de cartas marcadas”: eles abrem para ouvir, mas raramente mudam a decisão que já tomaram de endurecer o cerco contra a carne e os grãos brasileiros. É um ritual burocrático que, no fim, serve apenas para eles dizerem que “ouviram”, antes de começar a punir quem não seguir o cartilha deles.

Fonte: Pensar Agro

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