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Preços do arroz no Rio Grande do Sul recuam, mas demanda interna e externa seguram quedas mais acentuadas
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Os preços do arroz continuam em queda no Rio Grande do Sul, mas o movimento de retração tem sido limitado pela maior atuação de agentes de indústrias e pelo crescente interesse de importadores pelo produto brasileiro, conforme levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com o Cepea, agentes de indústrias que precisam repor seus estoques estão dispostos a pagar preços mais firmes para garantir o abastecimento da matéria-prima. Além disso, a perspectiva de aumento da demanda externa também contribui para conter recuos mais intensos nos valores do arroz.
Por outro lado, os vendedores permanecem cautelosos e retraídos no mercado spot, o que limita a oferta e ajuda a equilibrar os preços. Outro fator que impacta o mercado é a liquidez reduzida causada pelas fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul. As precipitações provocaram danos significativos, como enchentes e interdições em rodovias na região central do estado, restringindo o escoamento da produção.
Em termos nominais, a média do Indicador CEPEA/IRGA-RS para o mês de junho está 40,9% abaixo da registrada em junho do ano passado. No acumulado parcial de 2025, a queda nos preços já chega a 33,8%, refletindo um cenário de retração, mas ainda moderado pela presença ativa de compradores tanto no mercado interno quanto no externo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Livro do IDR aponta saída para dependência da soja no biodiesel
A cadeia do biodiesel no Brasil entrou em uma fase de maturidade produtiva, com volumes próximos de 10 bilhões de litros por ano, mas ainda carrega um ponto de fragilidade: a forte dependência da soja como matéria-prima. Hoje, mais de 70% do biodiesel nacional tem origem no óleo da oleaginosa, o que torna o setor sensível a oscilações de safra, preços internacionais e custos de produção, um efeito que chega diretamente ao diesel consumido no campo.
Essa concentração limita a previsibilidade da cadeia e amplia o impacto de choques de mercado sobre o produtor rural. Em um cenário de margens pressionadas, a diversificação das fontes de óleo deixa de ser apenas uma alternativa agronômica e passa a ser uma necessidade econômica.
É nesse contexto que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) lançou, na última quinta-feira (16.04), uma publicação técnica voltada à ampliação do leque de oleaginosas no Estado. O trabalho intitulado Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, consolida anos de pesquisa aplicada e reúne orientações práticas para produção, manejo e aproveitamento de diferentes culturas, com foco direto na viabilidade no campo.
O estudo que reúne contribuições de 38 pesquisadores, analisa dez espécies com potencial produtivo no Paraná, entre elas canola, girassol, gergelim e crambe, considerando fatores como adaptação climática, manejo, rendimento de óleo e inserção na cadeia produtiva. A proposta é clara: reduzir a dependência da soja e ampliar as alternativas ao produtor, respeitando as condições regionais.
No Estado, que produz cerca de 2,3 bilhões de litros de biodiesel por ano, o movimento de diversificação ainda é incipiente, mas começa a ganhar espaço. Culturas de inverno, como canola e girassol, aparecem como opções estratégicas, tanto pela geração de matéria-prima quanto pelos ganhos agronômicos, como rotação de culturas e melhoria da qualidade do solo.
A canola, por exemplo, já ocupa cerca de 8 mil hectares no Paraná, concentrados nas regiões Oeste e Sudoeste. Embora ainda distante da escala da soja, o avanço indica uma mudança gradual no sistema produtivo, com potencial de crescimento conforme evoluem os estímulos de mercado e assistência técnica.
Outro ponto destacado na publicação é o papel dos coprodutos na viabilidade econômica. A extração de óleo gera farelos e tortas que podem ser utilizados na alimentação animal, criando uma fonte adicional de receita e melhorando a eficiência do sistema produtivo.
No cenário global, a produção de óleos vegetais, base para o biodiesel, supera o equivalente a 200 bilhões de litros por ano, com destaque para soja e palma. O Brasil, pela disponibilidade de área e tecnologia, tem espaço para avançar, mas a sustentabilidade do crescimento passa, necessariamente, pela diversificação da matriz.
A avaliação técnica converge para um ponto: ampliar o portfólio de oleaginosas é um passo essencial para reduzir riscos, estabilizar custos e dar mais previsibilidade à cadeia. Para o produtor, isso se traduz em melhor uso da terra ao longo do ano e menor exposição às oscilações de um único mercado.
O livro tá disponível no site do IDR-Paraná e custa R$300. Para comprar, clique aqui.
Fonte: Pensar Agro
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