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Preços do café seguem instáveis com quedas nas bolsas internacionais; geadas no Brasil geram preocupação para safra futura

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Os preços do café continuam mostrando volatilidade e apresentaram quedas nas bolsas internacionais na manhã desta quarta-feira (25), refletindo um cenário de estoques historicamente baixos, clima irregular no Brasil e um equilíbrio frágil entre produção e consumo global.

De acordo com o boletim do Escritório Carvalhaes, apesar das oscilações, os fundamentos do mercado permanecem inalterados: os estoques continuam escassos tanto nos países produtores quanto nos consumidores, enquanto as condições climáticas seguem influenciando a oferta.

Segundo relatório da Pine Agronegócios, os trabalhos de colheita da safra de café arábica atingiram cerca de 30% da área na última semana, enquanto o conilon/robusta já alcançou 45% de colheita.

Na manhã desta quarta, por volta das 9h (horário de Brasília), o café arábica apresentou queda de 35 pontos, sendo cotado a 315,00 cents/lbp no contrato com vencimento em julho/2025. O contrato de setembro/2025 registrava recuo de 315 pontos, negociado a 308,20 cents/lbp, e o de dezembro/2025 caiu 355 pontos, valendo 303,00 cents/lbp. O robusta também sofreu desvalorizações: menos US$ 32 no contrato de julho/2025, cotado a US$ 3.795 por tonelada, perda de US$ 95 em setembro/2025 a US$ 3.587/tonelada, e baixa de US$ 97 em novembro/2025, negociado a US$ 3.537/tonelada.

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Além das variações do mercado internacional, as recentes geadas que atingiram várias regiões cafeeiras de Minas Gerais preocupam os produtores. Segundo Fernando Barbosa, presidente da Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas, o principal receio é o impacto dessas geadas sobre a produtividade da safra de 2026. Novas informações sobre essa situação devem ser divulgadas em breve pelo Notícias Agrícolas.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (ICE Futures US), o café arábica encerrou as operações desta terça-feira (24) com queda acentuada nos preços. Na segunda-feira, as cotações subiram com os temores de geadas no cinturão cafeeiro brasileiro devido à passagem de uma massa de ar polar. Porém, na terça, a atualização das previsões reduziu as preocupações, indicando que os possíveis danos às safras futuras devem ser menores.

O agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima, explicou que a massa de ar polar que vem avançando sobre o Brasil nas últimas 24 horas, trazendo temperaturas muito baixas para o Sul, deve alcançar as áreas de café na madrugada desta quarta, com mínimas previstas abaixo dos 4°C. Segundo ele, há riscos de geadas fracas no sul de Minas Gerais, sul de São Paulo e baixa mogiana, porém sem potencial para causar danos significativos, diferente do ocorrido em junho de 2021.

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O contrato de setembro/2025 atingiu a mínima do ano, chegando a 311 centavos de dólar por libra-peso. A queda dos preços do café também foi influenciada pela forte desvalorização do petróleo e pelas tensões geopolíticas, incluindo o conflito no Oriente Médio. Os contratos com entrega em julho/2025 fecharam em 315,35 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 14,95 centavos (4,5%), enquanto a posição setembro/2025 encerrou a 311,35 centavos, baixa de 15,20 centavos (4,65%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro lidera retomada em 2026 e sustenta reação da economia gaúcha

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A economia do Rio Grande do Sul iniciou 2026 com sinais distintos entre os setores. A agropecuária dá sinais claros de recuperação após as perdas climáticas recentes, enquanto indústria, comércio e serviços seguem em retração, limitando o ritmo de retomada do Estado.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a produção agrícola voltou a ganhar tração, com expectativa de safra mais robusta de soja e milho. No caso da soja, a estimativa aponta para 18,3 milhões de toneladas, forte recuperação frente ao ciclo anterior, marcado por quebra relevante. O milho também apresenta avanço, consolidando a recomposição da produção de grãos no Estado.

O movimento já vinha sendo observado no fim de 2025, quando a agropecuária cresceu 16,7% no quarto trimestre, segundo o Departamento de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (DEE-RS). Esse desempenho marca a virada após um período de retração provocado por eventos climáticos adversos, que comprometeram produtividade e renda no campo.

Apesar da reação na produção, os efeitos sobre o comércio exterior ainda são desiguais. No primeiro trimestre, as exportações totais do Estado somaram US$ 4,4 bilhões (cerca de R$ 23,1 bilhões), queda de 7,5% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi influenciado pela retração da agropecuária (-15,1%) e da indústria (-5,8%), com destaque para a forte redução nos embarques de soja no período.

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Por outro lado, segmentos ligados à cadeia de alimentos mostraram desempenho positivo. As exportações desses produtos cresceram 16,1% no trimestre, alcançando US$ 1,3 bilhão (aproximadamente R$ 6,8 bilhões), indicando maior valor agregado e diversificação da pauta.

Fora do campo, os indicadores seguem pressionados. A produção industrial caiu 3% no primeiro bimestre na comparação anual, afetando setores como veículos, máquinas e equipamentos e celulose. No comércio varejista ampliado, as vendas recuaram 4,7%, enquanto o setor de serviços registrou queda de 2,1%, refletindo o impacto de juros elevados e do endividamento das famílias.

O mercado de trabalho, por sua vez, mantém resiliência. A taxa de desocupação fechou o quarto trimestre de 2025 em 3,7%, o menor nível da série histórica da Pnad Contínua. Já o Novo Caged registrou a criação de 4.733 vagas formais no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, com contribuição relevante da agropecuária, impulsionada pelas atividades de colheita.

Na arrecadação, o sinal é de desaceleração. A receita real de ICMS somou R$ 13,2 bilhões no primeiro trimestre, queda de 2,1% na comparação anual, pressionada pelo desempenho mais fraco da indústria e do comércio.

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A leitura do início de 2026 é de uma recuperação ainda parcial e concentrada. O campo volta a crescer e tende a recompor parte das perdas recentes, mas a fraqueza dos demais setores mantém o ambiente econômico mais restritivo no curto prazo.

Fonte: Pensar Agro

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