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Preços do café sobem globalmente em agosto e criam oportunidades para produtores brasileiros

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O mercado global de café registrou forte alta em agosto, impactado por fatores como a manutenção das tarifas americanas, problemas climáticos e ajustes nas expectativas para a safra brasileira 2025/26. Segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, a combinação desses fatores gerou uma valorização expressiva tanto nos mercados internacionais quanto no Brasil.

Apesar da queda do dólar frente ao real, que moderou o repasse dos preços para o produtor, o cenário atual oferece oportunidade de negociação com valores mais atrativos para os cafeicultores.

Desempenho dos preços de arábica e robusta

Entre 1º de agosto e 5 de setembro, o arábica em Nova York subiu 35,7%, enquanto o robusta em Londres registrou alta de 34,2%. No mercado interno brasileiro, o indicador Cepea apresentou valorização de 28,5% para o arábica e 31,9% para o conilon. As variações mais moderadas no país refletem a apreciação cambial de 2,3% no período e a abertura do diferencial de preços.

Os principais fatores que impulsionaram a alta incluem:

  • Incerteza sobre a manutenção das tarifas americanas
  • Menor rendimento previsto da safra brasileira 2025/26 de arábica
  • Geadas no cerrado mineiro
  • Entressafra do robusta na Ásia
  • Exportações brasileiras mais fracas
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O boletim Radar Agro, divulgado em 5 de setembro, detalhou esses pontos e ajustou as expectativas para a safra 2025/26, considerando a redução no rendimento do arábica.

Exportações brasileiras registram queda em agosto

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que as exportações de café verde para os Estados Unidos caíram 10,9% em agosto, totalizando 18 mil toneladas (300 mil sacas), queda de 17,2% em relação ao mesmo mês de 2024.

Oportunidade para hedge diante da volatilidade

O mercado cafeeiro deve permanecer volátil, com possibilidade de novas altas, dadas as incertezas tarifárias, exportações mais fracas e perspectivas de produção para o próximo ano. O retorno das chuvas previsto para as próximas semanas pode gerar realização parcial após a forte valorização recente.

Segundo a análise do Itaú BBA, a safra brasileira 2025/26 deve alcançar 38,7 milhões de sacas de arábica — 2,2 milhões abaixo da estimativa do USDA — e 24,1 milhões de sacas de robusta, totalizando 62,8 milhões de sacas, uma redução de 3% em relação à safra anterior.

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A posição líquida comprada dos fundos não comerciais, registrada em 2 de setembro, subiu para 32 mil contratos, quinta semana consecutiva de aumento. Para referência, a máxima do ano ocorreu em fevereiro, com 65 mil contratos comprados.

Condições climáticas e projeções para a florada

Modelos climáticos indicam o retorno das chuvas nas regiões cafeeiras brasileiras a partir da segunda quinzena de setembro, o que deve favorecer as floradas. Para outubro e novembro, as precipitações devem ser adequadas para o pegamento e desenvolvimento inicial dos grãos, enquanto dezembro apresenta volumes mais elevados, que podem gerar desafios dependendo da distribuição das chuvas.

O fenômeno La Niña permanece como ponto de atenção, podendo trazer temperaturas abaixo da média e irregularidades pluviométricas, embora a previsão atual indique que o retorno das chuvas deve ocorrer sem atrasos significativos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar sobe com inflação no radar e tensão externa pressiona mercados; Ibovespa inicia sessão em queda

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O mercado financeiro iniciou esta terça-feira (12) em clima de cautela, com o dólar operando em alta frente ao real e os investidores atentos aos indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A combinação desses fatores elevou a aversão ao risco nos mercados globais e trouxe maior volatilidade para ativos brasileiros.

Por volta das 9h10, o dólar à vista avançava 0,28%, cotado a R$ 4,9048 na venda. Já o contrato futuro da moeda norte-americana com vencimento em junho, negociado na B3, subia 0,31%, alcançando R$ 4,9270.

A valorização da moeda norte-americana ocorre após o fechamento da sessão anterior em leve queda. Na segunda-feira, o dólar encerrou o dia cotado a R$ 4,8911, com recuo de 0,10%.

No cenário doméstico, o mercado repercute os dados mais recentes do IPCA, índice oficial de inflação do Brasil, considerados fundamentais para calibrar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Banco Central. O comportamento da inflação segue sendo acompanhado de perto por investidores, principalmente diante das discussões sobre juros, consumo e atividade econômica.

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Além disso, o Banco Central brasileiro realiza nesta manhã operações cambiais para rolagem de vencimentos. Às 10h30, a autoridade monetária promoveu dois leilões de linha, totalizando US$ 1 bilhão em venda de dólares com compromisso de recompra futura. Já às 11h30, ocorreu leilão de 50 mil contratos de swap cambial tradicional, também voltado à rolagem de vencimentos de junho.

Mercado internacional amplia cautela

No exterior, o dólar também ganha força frente a outras moedas, impulsionado pela busca global por ativos considerados mais seguros. Investidores monitoram os números da inflação norte-americana e avaliam possíveis impactos nas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.

A expectativa de juros elevados por mais tempo na economia norte-americana continua sustentando a valorização do dólar em âmbito global, pressionando moedas emergentes, incluindo o real.

As tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio também seguem no radar dos agentes financeiros, aumentando a percepção de risco internacional e contribuindo para movimentos defensivos nos mercados.

Ibovespa opera pressionado

Na renda variável, o Ibovespa iniciou o pregão sob pressão após registrar forte queda na sessão anterior. O principal índice da bolsa brasileira fechou a segunda-feira aos 181.909 pontos, com recuo de 1,19%.

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Os investidores seguem adotando postura mais conservadora diante das incertezas fiscais, do ambiente externo mais desafiador e da expectativa pelos próximos indicadores econômicos globais.

Desempenho acumulado dos mercados

  • Dólar
    • Semana: -0,06%
    • Maio: -1,22%
    • 2026: -10,88%
  • Ibovespa
    • Semana: -1,19%
    • Maio: -2,89%
    • 2026: +12,90%

Analistas destacam que os próximos dias devem continuar marcados por volatilidade nos mercados financeiros, especialmente diante da agenda intensa de indicadores econômicos, das sinalizações dos bancos centrais e das incertezas no cenário geopolítico internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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