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Procura pelo Coopera Paraná cresce 50% e programa deve bater recorde de inscrições em 2025

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Aumento expressivo na adesão marca nova edição do Coopera Paraná

A nova edição do Programa Coopera Paraná já registra um crescimento de 50% nas inscrições em relação ao último edital, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Com o prazo de inscrições aberto até 1º de fevereiro, o programa contabiliza 149 projetos de negócio cadastrados, contra cerca de 100 na edição anterior. A expectativa é de que o número continue subindo até o encerramento do prazo.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, destacou que esta é a maior edição já realizada, com o objetivo de fortalecer a competitividade e a renda das cooperativas e associações da agricultura familiar.

“O programa vai gerar mais renda, ampliar a capacidade produtiva e abrir novos mercados, fortalecendo o cooperativismo e melhorando a vida dos produtores rurais em todas as regiões do Paraná”, afirmou Nunes.

R$ 100 milhões em investimentos para o fortalecimento da agricultura familiar

Nesta edição, o Coopera Paraná disponibiliza até R$ 100 milhões em recursos públicos, sendo R$ 90 milhões voltados a investimentos e R$ 10 milhões destinados a despesas de custeio.

Cada Projeto de Negócio pode receber até R$ 2,2 milhões, valor significativamente superior aos editais anteriores.

O programa, criado em 2019, vem se consolidando como uma política pública permanente, essencial para o desenvolvimento rural sustentável no estado.

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Expectativa é dobrar número de projetos até o fim das inscrições

Segundo a coordenadora do Coopera Paraná, Julian Mattos, a expectativa é de que o total de inscrições possa chegar a 300 projetos até o fim do prazo.

“Muitos participantes deixam para concluir o processo na última hora, mas reforçamos a importância de enviar todos os documentos com antecedência para evitar contratempos”, alertou Mattos.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponível no site da Seab, com assinatura digital e toda a documentação exigida.

O cronograma prevê que a avaliação dos projetos ocorra em fevereiro, seguida pela habilitação das organizações em março e início da celebração dos Termos de Fomento ainda no mesmo mês.

Programa acumula R$ 94 milhões repassados desde 2019

Desde sua criação, o Coopera Paraná já repassou cerca de R$ 94 milhões a 116 cooperativas e 75 associações de agricultores familiares.

Os editais anteriores destinaram quase R$ 30 milhões em 2019, R$ 42 milhões em 2021 e R$ 21,5 milhões em 2023, consolidando o programa como uma das principais ferramentas de incentivo ao cooperativismo rural no estado.

Edital traz padronização e critérios mais claros para seleção

O novo edital também traz padronização de objetivos, metas e indicadores de resultado, facilitando a elaboração e análise dos projetos.

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De acordo com Julian Mattos, apenas projetos com viabilidade técnica e econômica comprovada serão contemplados.

“É essencial que os proponentes leiam o edital com atenção, observem os prazos e preencham corretamente todos os formulários e documentos exigidos”, reforça a coordenadora.

Parcerias fortalecem o programa e garantem suporte técnico

O Coopera Paraná conta com o apoio de instituições parceiras como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-PR), Unicafes, Sebrae Paraná e Fetaep.

Essas parcerias garantem apoio técnico, capacitação e orientação financeira, reforçando o impacto positivo do programa sobre o cooperativismo paranaense.

Seab oferece suporte online para inscrições e esclarecimento de dúvidas

Para auxiliar os interessados, a Seab realizou uma reunião técnica transmitida ao vivo pelo YouTube, com a participação de mais de 500 pessoas e do secretário Marcio Nunes.

Durante o encontro, foram detalhadas as regras do edital, critérios de seleção, itens financiáveis e documentação obrigatória.

O vídeo completo e uma série de tutoriais curtos explicando o passo a passo do cadastro estão disponíveis no canal oficial da Seab no YouTube.

Edital de Chamamento Público Seab/Deagro nº 001/2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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