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Produção de açúcar no Egito deve atingir 3,18 milhões de toneladas em 2025/26, segundo USDA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que a produção de açúcar no Egito atinja 3,18 milhões de toneladas na safra 2025/26. O volume representa um aumento de 80 mil toneladas em comparação com o ciclo anterior.

Crescimento impulsionado pela indústria e pela beterraba

De acordo com o relatório do Serviço de Agricultura Estrangeiro do USDA, o avanço na produção é resultado do aumento da demanda da indústria e dos preços mais atrativos da beterraba açucareira. Esses fatores têm levado muitos produtores a expandir a área plantada com a cultura.

Oferta interna cobre mais de 80% do consumo

A previsão do USDA é que a produção nacional cubra 82,5% da demanda interna de açúcar no país durante o ciclo 2025/26. Os 17,5% restantes deverão ser supridos por meio de importações.

Brasil segue como principal fornecedor

O relatório destaca ainda que o Brasil se manteve como o principal exportador de açúcar bruto para o Egito nos últimos cinco anos. A expectativa é de que essa liderança continue no ciclo 2025/26.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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