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Agroleite 2026 será realizado de 03 a 07 de agosto com cinco dias de programação
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O Agroleite 2026 já tem data confirmada: a Cooperativa Castrolanda realizará a vitrine da tecnologia da cadeia do leite da América Latina entre 03 e 07 de agosto, no Castrolanda Expo Center, em Castro-PR, conhecida como a Capital Nacional do Leite. Após três edições recentes com quatro dias de programação (2023, 2024 e 2025), o evento voltará a ter cinco dias de atividades, de segunda a sexta-feira.
O anúncio foi feito pelo presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, durante a abertura oficial do Agroleite 2025. Segundo ele, a decisão reflete a dinâmica observada nas últimas edições:
“Nos últimos dois anos, na segunda-feira pré-evento, o parque já estava movimentado, com stands prontos e intenso fluxo de visitantes. Em 2025, a entrega das novas casas do parque mostrou essa grande atividade logo no início da semana.”
Mais tempo para networking e exposição de tecnologias
Para o gerente do Agroleite, Gustavo Viganó, a extensão de um dia da programação valoriza o investimento dos expositores e aumenta a oportunidade de contato com clientes:
“As empresas têm investido cada vez mais no evento. Com cinco dias, é possível apresentar tecnologias a um público maior, fortalecer parcerias e gerar mais oportunidades de negócios.”
O diretor executivo da cooperativa, Seung Lee, ressalta que a mudança permite diluir a programação, proporcionando mais conforto para visitantes e expositores:
“Agora é possível conferir painéis, fóruns técnicos e julgamentos de animais com mais calma, sem sobrecarregar o cronograma e garantindo melhor aproveitamento do evento.”
Sucesso da edição anterior reforça expectativa
O Agroleite 2025, realizado entre 05 e 08 de agosto, teve como tema “História que impulsiona o amanhã” e registrou números históricos: 370 empresas expositoras movimentaram R$ 969 milhões em negócios, 163 mil visitantes passaram pelo parque e 650 animais foram expostos.
O evento é realizado em parceria com o Governo do Estado do Paraná e a Prefeitura Municipal de Castro. Mais informações estão disponíveis no site www.agroleitecastrolanda.com.br e nas redes sociais @agroleitecastrolanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor
A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.
O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.
Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.
A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.
Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.
O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.
Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.
As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.
A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.
O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.
As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.
Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.
Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.
“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.
O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.
Fonte: Pensar Agro
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